Publicado em 30/10/2011 às 12h05
Brasil surpreende no quadro de medalhas
A princípio, todos esperavam que o Brasil se saísse bem melhor do que em Santo Domingo 2003, mas inferior ao Rio 2007.
Em Santo Domingo 2003, foram 29 ouros para o Brasil.
No Rio 2007, 54 medalhas de ouro.
40 medalhas de ouro seriam um grande resultado.
Até agora foram 47. E vem mais por aí.
O time B masculino de vôlei deu um show contra Cuba e levou o ouro.
O vôlei foi o esporte 100%.
Na praia, Alisson e Emanuel vieram cumprir tabela.
Juliana e Larissa passaram sufoco, mas ganharam.
As meninas, campeãs olímpicas, ganharam também.
E os homens, com o superbloqueador Gustavo garantiram o título num 3 x 1 contra Cuba.
O país do vôlei mostrou que tem nível olímpico nesse esporte.
Fomos muito bem em Guadalajara?
Sim, mas poderia ser melhor.
Algumas medalhas eram esperadas, mesmo.
Como a da Fabiana Murer no salto com vara. A campeã do mundo foi prata.
E o futebol feminino? Que perdeu vários gols no segundo tempo e ainda tomou um gol de cabeça com a goleira no meio da área.
O basquete feminino nem é bom falar. Era o time mais forte em Guadalajara.
A derrota foi um baque.
Já o basquete masculino veio desfalcado e já classificado para Londres 2012. Jogou sem apetite.
A fome para a vitória é fundamental num evento poliesportivo.
A ganância pela medalha constrói os mitos esportivos.
E o boxe que pegou 7 medalhas - 2 pratas e 5 bronzes - sai como vencedor.
Há um tempo a modalidade nem chegava ao pódio, agora participa de decisões.
O que faltou para bater Cuba?
Nada.
Cuba ganhou 59 ouros no Pan do Rio 2007 contra 54 do Brasil.
Agora não seria diferente.
Cuba ficou na frente no quadro de medalhas, só que estamos muito perto.
A virada será em Toronto 2015.
O motivo é simples: o Pan canadense será um ano antes dos jogos olímpicos do Rio 2016.
Isso fará a diferença no quadro de medalhas.
Nosso esporte olímpico vai viver um momento de aceleração.
E nós vamos conferir tudo.
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Publicado em 17/10/2011 às 15h01
Natação brasileira na corrida do ouro
Após o mundial de Xangai todos esperavam um show.
Afinal, o Brasil ganhou quatro ouros.
Mas quando ele se torna real a sensação é bem melhor.
No primeiro dia das piscinas veio um ouro com Thiago Pereira e três pratas.
Medalhas que turbinaram o dia brasileiro e possibilitaram o melhor início de um Pan de todos os tempos.
Nunca o esporte brasileiro começou tão bem a olimpíada das Américas.
No segundo dia das competiçoes, as piscinas viram a estreia de Cesar Cielo e ainda uma dobradinha.
Nos 100 m, Felipe França mostrou porque é campeão mundial dos 50 m peito.
O segundo colocado foi Felipe Lima.
Ouro e prata para o Brasil.
E Cesar Cielo numa estreia devastadora levou os cem metros e conduziu o revezamento brasileiro para outro ouro.
Nicholas Oliveira, Nicholas Santos e Bruno Fratus garantiram a festa da torcida.
Mas ainda tem mais: Kaio Márcio, Guilherme Guido,Thiago Pereira estão nas finais de hoje e mais festa deve vir por aí.
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Publicado em 15/10/2011 às 13h43
A festa é nossa!
Quando o Brasil entrou no estádio para a abertura, os mexicanos mostraram por que estamos em casa aqui em Guadalajara.
Uma festa latino- americana entre dois países irmãos.
Guadalajara é a sede da maioria dos jogos da seleção brasileira de futebol na história das Copas do Mundo - 5 jogos em 1970 e 5 jogos na copa de 1986, até a eliminação fatídica contra a França nos pênaltis. 10 jogos em Copas.
Por isso, toda a emoção do público mexicano quando Hugo Hoyama entrou. A bandeira mexicana não foi esquecida e o carinho retribuído.
Hoje teremos disputa de medalhas em várias modalidades.
Hugo Hoyama e Thiago Pereira na luta e dando esperança a toda uma nação.
O Brasil Olímpico começa o mais importante ciclo da sua história.
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Publicado em 14/10/2011 às 19h51
Já vai começar a festa do Pan
Estou na posição de comentarista do estádio para a abertura ao lado da Ana Paula Padrão e do Mauricio Torres.
Daqui a pouco, 42 países estarão na corrida do ouro da olimpíada das Américas.
Alguns vão levar a maioria das medalhas. Meus palpites são para EUA, Cuba, Brasil, Canadá e México.
Outros vão a luta pelo passaporte olímpico como o handebol, canoagem, hipismo, pentatlo moderno, nado sincronizado, saltos ornamentais, tiro esportivo e tênis de mesa.
Hugo Hoyama, nosso porta-bandeira, conquistou nove ouros na história do Pan.
Por causa dele, vários chineses se naturalizaram argentinos e dominicanos para quebrar a hegemonia do brasileiro que está no seu 7º Pan.
Cláudio Biekarck, da vela, está no seu 8º Pan com sete medalhas até aqui, sendo uma de ouro, três de prata e outras três de bronze.
A delegação brasileira vem com apetite.
Ninguém fala, mas querem repetir o banho de medalhas do Pan do Rio de Janeiro, em 2007.
Acho difícil, mas não impossível.
Agora vai o pré-show e depois a abertura deste evento que promete entrar para a história!
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Publicado em 21/09/2011 às 08h32
Guadalajara e a corrida do ouro
Impressionante o que me perguntam sobre o quadro de medalhas do Pan-Americano.
Vamos superar o Rio 2007?
A gente torce, mas não distorce.
Chegar as 50 medalhas de ouro é algo muito difícil de acontecer.
A realidade e a sabedoria indicam 40 medalhas.
Um belo resultado, caso aconteça.
Em 1999, no Pan de Winnipeg, foram 101 medalhas no total.
Santo Domingo, em 2003, 123 medalhas.
Hoje vivemos um clima de "superciclo" olímpico. O maior da nossa história.
Vamos de Guadalajara 2011 aos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
Cinco anos de desenvolvimento do esporte de alto nível.
Cinco anos de pesquisa e apoio de treinadores estrangeiros.
Por isso nossos atletas estão motivados demais para o Pan.
Eles sabem que todo país estará de olho durante todo esse tempo.
E ainda olheiros e patrocinadores que irão atrás da melhor oportunidade.
A corrida do ouro do Pan de Guadalajara vai transformar a vida de muitos atletas que saíram de comunidades e hoje correm atrás da glória.
Quem garantir o ouro irá melhorar a vida nos próximos anos.
É o começo do sonho.
Banhado no ouro pan-americano.
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Publicado em 15/03/2011 às 16h38
O primeiro Pan a gente nunca esquece
Porto Rico - 1979
Foi a primeira vez que fui para os Jogos Pan-Americanos, a olimpíada das Américas.
Na bagagem eu levava poucas roupas e uma vontade louca de acompanhar todas as grandes competições.
Um ano antes das olimpíadas de Moscou-80, esse Pan era preparatório para alguns atletas de nível olímpico como as equipes de vôlei e basquete e o nosso grande João do Pulo, recordista mundial do salto triplo.
Em Porto Rico, nosso desempenho foi muito fraco. Nove medalhas de ouro foram conquistadas.
Apenas 9.
Para que todos tenham uma ideia da nossa evolução, o Brasil obteve 163 medalhas no Pan do RIO 2007, sendo 56 ouros, 40 pratas e 67 bronzes.
Em Porto Rico 79, conquistamos 9 medalhas de ouro, 13 de prata e 17 de bronze. Total de 39 medalhas.
O esporte mundial ainda vivia na era do amadorismo e foi o Pan que o nosso judô deslanchou. Afinal dos 9 ouros, 4 foram do judô. Nossos heróis na época foram Oswaldo C. Simões, Carlos Alberto Cunha, meu amigo Fuscão-Carlos Alberto Pacheco e o técnico atual da seleção brasileira, o craque Luis Shinohara. Na época já havia uma política pesada da confederação brasileira da modalidade.
O Brasil é o país da bola, mas nosso basquete teve problemas internos e ficou com o bronze. Donos da casa, os porto-riquenhos pegaram a prata e o ouro foi para os norte-americanos.
Para mim, foi uma das mais fortes equipes amadoras dos EUA que vi.
Rolando Blackman, Mark Aguirre, Kevin Mc Hale e o incrível armador Isiah Thomas fizeram a festa no Caribe dirigidos pelo famoso técnico de Indiana, o lendário Bobby Knight.
No feminino, Paula e Hortência já encantavam e mostravam uma habilidade nunca vista entre as mulheres.
Já o vôlei brasileiro estava formando sua geração olímpica da prata com Willian, Amauri ao lado de Fernandão e Moreno. Brasil foi segundo e Cuba, primeiro.
O Pan 79 foi de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Ele ganhou duas medalhas de ouro nos saltos:
Em distância, 8,18 m e no triplo, sua especialidade-17 m e 27 cm.
Foi o brasileiro mais premiado no último Pan romântico, amador. Em que o deslocamento era fácil e tudo estava montado num parque.
Qualquer brasileiro que foi para lá tem saudade e até hoje brincamos que de cada 3 edições dos Jogos Pan-Americanos, 2 deveriam ser em Porto Rico.
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