Publicado em 15/03/2011 às 16h38
O primeiro Pan a gente nunca esquece
Porto Rico - 1979
Foi a primeira vez que fui para os Jogos Pan-Americanos, a olimpíada das Américas.
Na bagagem eu levava poucas roupas e uma vontade louca de acompanhar todas as grandes competições.
Um ano antes das olimpíadas de Moscou-80, esse Pan era preparatório para alguns atletas de nível olímpico como as equipes de vôlei e basquete e o nosso grande João do Pulo, recordista mundial do salto triplo.
Em Porto Rico, nosso desempenho foi muito fraco. Nove medalhas de ouro foram conquistadas.
Apenas 9.
Para que todos tenham uma ideia da nossa evolução, o Brasil obteve 163 medalhas no Pan do RIO 2007, sendo 56 ouros, 40 pratas e 67 bronzes.
Em Porto Rico 79, conquistamos 9 medalhas de ouro, 13 de prata e 17 de bronze. Total de 39 medalhas.
O esporte mundial ainda vivia na era do amadorismo e foi o Pan que o nosso judô deslanchou. Afinal dos 9 ouros, 4 foram do judô. Nossos heróis na época foram Oswaldo C. Simões, Carlos Alberto Cunha, meu amigo Fuscão-Carlos Alberto Pacheco e o técnico atual da seleção brasileira, o craque Luis Shinohara. Na época já havia uma política pesada da confederação brasileira da modalidade.
O Brasil é o país da bola, mas nosso basquete teve problemas internos e ficou com o bronze. Donos da casa, os porto-riquenhos pegaram a prata e o ouro foi para os norte-americanos.
Para mim, foi uma das mais fortes equipes amadoras dos EUA que vi.
Rolando Blackman, Mark Aguirre, Kevin Mc Hale e o incrível armador Isiah Thomas fizeram a festa no Caribe dirigidos pelo famoso técnico de Indiana, o lendário Bobby Knight.
No feminino, Paula e Hortência já encantavam e mostravam uma habilidade nunca vista entre as mulheres.
Já o vôlei brasileiro estava formando sua geração olímpica da prata com Willian, Amauri ao lado de Fernandão e Moreno. Brasil foi segundo e Cuba, primeiro.
O Pan 79 foi de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Ele ganhou duas medalhas de ouro nos saltos:
Em distância, 8,18 m e no triplo, sua especialidade-17 m e 27 cm.
Foi o brasileiro mais premiado no último Pan romântico, amador. Em que o deslocamento era fácil e tudo estava montado num parque.
Qualquer brasileiro que foi para lá tem saudade e até hoje brincamos que de cada 3 edições dos Jogos Pan-Americanos, 2 deveriam ser em Porto Rico.
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Publicado em 28/02/2011 às 14h41
Marilson – Rumo a Londres
Bi-campeão da maratona de Nova York, Marilson Gomes dos Santos deu um show nesse final de semana e venceu a meia maratona de São Paulo.
Até aí nenhuma surpresa. Mas o tempo.
Marilson quebrou o recorde da prova que pertencia ao queniano Kipromo Mutai. O brasiliense fez os 21 km em 1 hora, 3 minutos e 12 segundos.
Só que Marilson começou a temporada de modo fulminante-vitória na São Silvestre na virada do ano e recorde da meia maratona de SP.
E agora?
O próximo passo é a meia maratona de Nova York em março, preparatória para a maratona de Londres.
Essa é a estratégia: Bom tempo em Nova York para correr bem em Londres, no mês de abril.
Os melhores do mundo irão para a maratona inglesa, numa prévia das olimpíadas.
Esse é objetivo de Marilson - Correr solto em Londres, no mês de abril e sentir um ano antes, quais serão os adversários mais terríveis.
Experiência não lhe falta. Afinal venceu a maratona de Nova York duas vezes em uma década. Só ele e o queniano Martin Lel conseguiram tal feito de 2000 a 2010.
Marilson terá 35 anos nas olimpíadas, ótima idade para um maratonista vencedor.
Os 42 quilômetros, 195 metros da prova não foram feitos para os mais jovens.
Só os atletas experientes sabem como dosar a energia para arrancar no momento certo.
Aquele atalho que diferencia os simples competidores dos verdadeiros campeões.
Como Marilson.
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Publicado em 13/01/2011 às 12h06
Cultura esportiva e as medalhas do PAN
Quantas medalhas o Brasil vai ganhar em Guadalajara?
Não sei, mas menos que no Pan do Rio.
Essa é foi a resposta do superintendente do COB, Marcus Vinicius Freire, que todos que militamos há muito tempo no esporte endossamos.
RIO2007 foi um Pan em casa, nos nossos dominios, por isso a conquista das 163 com 56 de ouro.
Cuba, uma das maiores potenciais mundiais do esporte teve 137 medalhas com 60 de ouro e ficou a nossa frente.
O quadro de medalhas do Pan do Rio teve EUA com 241 medalhas, sendo 97 de ouro.
Portanto, EUA, Cuba e Brasil foram os líderes do quadro de medalhas, com o Canadá em quarto e o México em quinto.
Só que agora os mexicanos são a sede e irão conseguir muito mais medalhas de ouro que as 19 do RIO2007.
Nossa realidade esportiva é um pouco melhor que o Pan de Winnipeg-99 com 101 medalhas e Santo Domingo-2003 com 123 medalhas no total.
A meta do esporte brasileiro é bater Santo Domingo e não sonhar com os números estratosféricos do PAN do Rio, que poderão ser superados em Toronto-2015, pouco antes das olimpíadas do RIO2016.
E a nossa cultura esportiva ?
Esse é o momento que o governo precisa olhar nas faculdades de educação física e pensar na educação olímpica. Ensinar os valores do esporte e das olimpíadas para que nossos professores atuais não saiam das escolas pensando em se tornar personais de musculação, sem ver o que está acontecendo no país.
A década de ouro do nosso esporte começou.Vamos aproveitá-la ?
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Publicado em 06/09/2010 às 10h17
Quém é o supertécnico?
Há muito tempo atrás, o mundo do futebol comentava que não era preciso ser um grande técnico para dirigir a seleção brasileira de Pelé e Garrincha. Bastava distribuir as camisas e pronto, eles decidiam.
Mas não era bem assim.
Em 1958 foi montada uma comissão técnica com preparador físico, médico, dentista, psicólogo, observador e tudo mais que tinha direito. Base para o que viria nos anos seguintes.
Hoje, o técnico assumiu uma função de relevância nas equipes e muitos conseguem resultados surpreendentes com elencos limitados e se transformam nos supertécnicos.
Casos de Vanderley Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari.
Luxemburgo começou com as glórias do Bragantino, campeão da série B e do Paulistão-1990. Foi ainda campeão do BRASILEIRÃO cinco vezes.
Felipão conduziu o Criciúma ao título da Copa do Brasil em 1991 - O maior resultado da história do futebol catarinense. Depois ganhou Brasileirão e Libertadores com Grêmio e Palmeiras.
Foi penta-campeão com a seleção brasileira e a campanha perfeita-7 jogos , 7 vitórias.
Mas e hoje?
Com o Atlético-MG, Luxemburgo faz uma má campanha com apenas 17 pontos. Contra o São Paulo, em Ipatinga, chegou a virar o jogo para 2 x 1, mas tomou outra virada 3 x 2 e perdeu.
O Atlético Mineiro continua na temida Zona de rebaixamento ao lado do Atlético, Grêmio, Prudente e Goiás.
Por falar em virada, o Palmeiras de Felipão levou uma. Depois de estar vencendo por 2 a 0 no Pacaembu levou 3 gols do Cruzeiro, que disparou na tabela e está com 31 pontos, junto com Santos, Botafogo e Inter-RS. Enquanto isso,o Palmeiras tem 24 pontos até aqui.
E o toque de Midas dos dois técnicos ?
Luxemburgo nem relacionou Diego Tardelli, jogador que está até na atual seleção brasileira.
Felipão tirou Valdivia, que custou uma fortuna aos cofres do clube e colocou Tinga, que nada fez.
O que está acontecendo com aqueles que dominaram o futebol brasileiros nos últimos 20 anos?
Felipão perdeu para Cuca, que admira o professor e disse que aprendeu muito com ele. No Cruzeiro, Cuca tem evoluído muito e o time está jogando bem.
Luxemburgo foi superado pelo pressionadíssimo Sérgio Baresi. Aquele que é o interino e que vem crescendo com o time.
Luxemburgo e Felipão estão fora da disputa e os novos técnicos tomaram conta do show. Muricy com o líder Fluminense e Adilson com o vigoroso Corinthians. E mais atrás vem Dorival Jr. com o Santos; Celso Roth do Inter-RS;o folclórico Joel do Botafogo e Cuca do Cruzeiro, todos brigando pelo BRASILEIRÃO de 2010.
Algo que está longe dos sonhos dos supertécnicos.
Muito distante.
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Publicado em 30/08/2010 às 20h57
Yes, nós temos basquete
O Mundial de Basquete da Turquia está sendo uma revelação para nós brasileiros. Primeiro, porque estamos vendo e admirando um argentino dirigindo o time. Dirigindo com competência.
A ideia da equipe comandada pelo argentino Rubén Magnano era segurar ao máximo os adversários. Mostrar uma boa defesa e pressionar no ataque.
Rubén Magnano conhece. Foi sob sua batuta que a Argentina foi prata no mundial de Indianapolis, em 2002 e conquistou a medalha de ouro olimpica, em Atenas 2004. Foi o primeiro técnico que bateu o DREAM TEAM dos profissionais americanos.
Criticado quando assumiu a seleção brasileira, ele prometeu trabalho e garra. Isso o Brasil mostrou em quadra.
O time está unido em torno de um ideal e num esporte coletivo isso faz a diferença. Num esporte como o basquete então, ganha outras proporções.
Marquinhos, Leandrinho e Tiago Splitter encheram os olhos.Tiago Splitter, ano passado , foi o melhor pivo na Europa.Ele fêz o duplo-duplo contra os EUA - 13 pontos e 10 rebotes.
No final , a vitória escapou por detalhes e os erros de lance livre do Marcelinho Huertas, que propiciariam a prorrogação mostraram um time encorpado, que jogou desfalcado. Estados Unidos 70 x Brasil 68.
O companheiro de garrafão de Splitter ainda está machucado. Ou vocês não acham que Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, não é titular absoluto?
Varejão é grande defensor, joga na NBA e deve entrar contra Eslovenia e Croácia no momento de afirmação dessa geração.
Pela primeira vez, em 14 anos , o Brasil pode passar por um pré-olimpico e chegar às Olimpíadas de Londres 2012.
A última vez que o basquete masculino esteve numa olimpíada foi em Atlanta-96 com os arremessos de Oscar, o mão santa.
Hoje, Leandrinho, Splitter e Varejão podem escrever mais uma bela página da história desse esporte emocionante.
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Publicado em 23/08/2010 às 12h00
Os contrastes do esporte brasileiro
Jogos Olímpicos de Pequim - 2008
No atletismo, uma das melhores atletas do mundo, Fabiana Murer, chora porque uma das suas varas sumiu. A organização (ou desorganização) perdeu a vara da brasileira e a deixou nervosa. Vale uma explicação: as saltadoras usam várias varas com tensões diferentes para ir cada vez mais alto. A vara perdida era de altura intermediária. No outro dia, o equipamento apareceu depois da desclassificação de Fabiana.
A grande maioria disse que Fabiana não passaria disso. Era apenas uma atleta Panamericana, não estava na elite mundial.
Zurique, Suíça – 2010
Final da liga de diamante do atletismo
Fabiana Murer lidera o ranking mundial antes da prova. Para conquistar o título, sem depender do resultado de suas adversárias, Fabiana precisa obter pelo menos o segundo lugar no salto com vara. A atleta lidera a classificação do salto com vara no circuito com 15 pontos, cinco a mais que a vice-líder Svetlana Feofonova (Rússia) e seis a mais do que a terceira colocada Silke Spiegelburg (Alemanha).
Como Zurique é a última competição da Diamond League que soma pontos para a prova, as três primeiras ganharão pontos em dobro: a primeira ganhará oito pontos, a segunda, quatro pontos, e a terceira somará dois pontos.
Mas Fabiana ignorou tudo isso e ganhou a prova. Saltou 4,81 m e ganhou mais uma.
Mais uma?
Em março, Fabiana conquistou o título da prova no Campeonato Mundial Indoor em Doha, no Catar. Em junho, ela venceu também o Ibero-Americano em San Fernando, na Espanha, quando saltou 4,85 m, novo recorde brasileiro, garantindo seu lugar como a número dois do ranking mundial da IAAF só atrás da recordista mundial Isinbayeva.
Fabiana provou que veio para ficar entre as melhores do mundo.
E o número 1 do mundo?
Outro contraste, Cesar Cielo...
O nadador tem arrasado seus oponentes e ganhou tudo desde o Pan 2007 no Rio. Campeão olímpico, campeão mundial, agora ficou em segundo no Pan Pacific, e alguns já acham que ele pode estar numa curva descendente. Impressionante.
Cielo ganhou de tudo e de todos, mas, ao contrário de Fabiana, está no topo e alguns percalços são normais.
Afinal não existe o imbatível no esporte, e se fosse assim, perderia a graça.
Cesar Cielo quer o ouro em Londres 2012, por isso todo esse sacrifício nos EUA, na busca da melhor marca e da perfeição.
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Publicado em 06/08/2010 às 08h07
Cingapura, a Olimpíada dos Jovens
O mundo e o Comitê Olímpico Internacional vivem um momento semelhante. Em 1896 foi realizada a primeira Olimpíada da era moderna. Em 2010, daqui a uma semana, os primeiros Jogos Olímpicos da Juventude.
No século XIX, o esforço era para atrair a Atenas, atletas e público para assistir a um festival esportivo. Nessa época, o principal esporte mundial era o remo. Isso mesmo, o remo. Até no Brasil. Como vocês explicam os nomes?
Clube de Regatas do Flamengo, Botafogo de Futebol e Regatas ou Clube de Regatas Vasco da Gama. Nesse cenário, a Olimpíada fomentou, cresceu se transformando no maior espetáculo da Terra.
Mas facultada aos atletas no auge. Aí chegou a vez dos jovens de 14 a 18 anos, que vão participar de um mega evento pela primeira vez, os Jogos Olímpicos de Verão da Juventude de 2010.
De 14 a 26 de agosto, o mundo verá uma celebração daqueles que vão nos encantar no futuro. Tudo é dos jovens, para os jovens e pelos jovens. Inclusive a música.
Sean Kingston, Tabitha Nauser, Steve Appleton, Jody Williams, Jessica Mauboy participam do tema oficial.
Essa foi a gravação:
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Publicado em 23/04/2010 às 12h46
Que semana no mundo do esporte, hein?
Vamos lembrar a maratona? Começamos pela Libertadores. Os brasileiros se qualificaram e terão confrontos difíceis.Vamos a eles:
O São Paulo encara o Universitário, que tem duas vitórias e quatro empates. Ou seja, não perdeu na Libertadores 2010...
Depois das duas derrotas para o Santos e a vitória magra sobre o Once Caldas, o São Paulo continua devendo. O Cruzeiro joga com o Nacional de Montevidéo, que soma três títulos da Libertadores e três mundiais de clubes. Não será fácil.
Já o Inter enfrenta o Banfield, da Argentina. Em 1998, no censo do futebol argentino, o Banfield apareceu com 0,3 % da torcida - 104 mil pessoas na época, pouco.
O Banfield é o bicho papão da segunda divisão. Tem uma torcida pequena e agora joga contra o Inter e sua imensa torcida. O Corinthians, melhor time até aqui, pega o Flamengo em crise. É o clássico do povo. Sem prognóstico, tudo pode acontecer entre os dois.
O mundo levou um baque com a morte do espanhol Juan Antonio Samaranch, homem que revolucionou o esporte olímpico. Ex-presidente do Comitê Olímpico Interncional (COI), foi ele que botou os profissionais nas Olimpíadas. Graças a Samaranch, os Jogos Olímpicos de Barcelona foram realizados. Uma das mais belas edições da olimpíada em toda história.

Em 1992, a Catalunha viu a maior força do esporte coletivo reunida: Magic Johnsson, Karl Malone, Charles Barkley, Pat Ewing e Michael Jordan no mesmo time - O Dream Team do basquete.
Samaranch morreu aos 89 anos. Foi o homem que mudou o esporte olímpico no século 20. Modernizou o COI, implementou programas de marketing com muitos patrocinadores e transformou os jogos olímpicos no maior evento do planeta. Até hoje, ninguém esquece a beleza e o ritmo da abertura de Barcelona 92.
Amigos para Sempre...
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Publicado em 29/03/2010 às 10h27
Ao mestre com carinho…

O esporte e o jornalismo estão de luto pela morte de Armando Nogueira, criador do JN e mestre de todos que conviveram com ele.
Trabalhei com Armando Nogueira, meu chefe, na Globo dos anos 80.Peguei o início da sua paixão pelo tênis e os esportes olímpicos. Armando Nogueira colocou o tênis na TV Globo. Em 82, eu transmiti Roland Garros e Wimbledon, domingo de manhã.
Na Band, Armando Nogueira foi o poeta de todos os esportes. Em 92, fomos para o pré-olímpico de basquete, com Luciano do Valle, e ele amou. Armando se apaixonou pelas mulheres no esporte. No pré-olímpico de 92, em Vigo, estava em êxtase com as vitórias de Paula e Hortência. Em Vigo, Armando Nogueira criou a frase: Hortência é o bolo e Paula, a cereja. As mulheres do esporte, tema da vida.
Vi Armando pela última vez no Rio, no lançamento de livros como Amazônia e Seringal, ao lado de Miguel Ferrante e Gloria Perez. Agora, olho a dedicatória do livro e choro com suas palavras, escritas em 2007, pouco antes do Pan do Rio. Ele escreveu: "Meu querido Álvaro, a amizade olímpica do Armando Nogueira".
Com sua morte, o esporte perdeu um grande amigo. Obrigado mestre.
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Publicado em 28/02/2010 às 17h07
Existe o já ganhou?

As ruas de Vancouver estão tomadas por milhares de torcedores que anseiam pela principal medalha de ouro do Canadá, a do hóquei no gelo.
Por aqui, todos estão felizes com a liderança do quadro de medalhas. O Canadá tem 13 ouros e está na frente da Alemanha e Estados Unidos.
A pergunta é: existe o já ganhou?
Todos dizem que o país já conquistou o ouro no seu esporte mais popular. Imaginem o Brasil numa final de Copa do Mundo. É a mesma coisa.
Na TV canadense, os comentaristas garantem que o país vence. Apenas um lembrou que na classificação os Estados Unidos fizeram 5 x 3. E poderia ter sido mais, mas foi cortado pelos colegas que disseram "o ouro é nosso".
Será?
Existe o já ganhou?
A pressão está nos ombros dos jogadores canadenses enquanto os norte-americanos chegaram rindo ao Canadá Hockey Place, bem tranquilos.
É o jogo da vida para o time da casa. Tomara que o excesso de otimismo, confiança e favoritismo não transforme a final do hóquei num desastre para o esporte canadense.
Lembre-se que o futebol brasileiro na final da copa de 50 era favorito no Maracanã e perdeu para o Uruguai.
Será que o Canadá Hockey Place será o Maracanã do Canadá?
Façam suas apostas.
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