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Eu vi o Pelé

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A minha infância não foi comum. Afinal, sou filho do jornalista Álvaro Paes Leme, do Última Hora, e um dos articuladores do plano organizacional da Copa 58. Sempre acompanhei o esporte e era fascinado com os grandes atletas.

Minha mãe chegou a jogar basquete na seleção brasileira e assisti às partidas do time do Corinthians, de Wlamir e Amaury, contra o Palmeiras, de Edson Bispo e Edvar.

Curioso, eu não parava de perguntar ao meu pai como o Brasil tinha perdido a Copa 66 para Hungria e Portugal com Pelé.

Aí, ele me levou a sua imensa estante e retirou dois livros, Viagem em Torno de Pelé , de Mario Filho, e Eu sou Pelé, de Benedito Ruy Barbosa.

Era o ano de 1968 e, aos 12 anos, mergulhei na leitura. Pelé parecia o Hércules mitológico das obras de Monteiro Lobato.

Mario Filho dizia que o futebol brasileiro tinha um complexo de vira-lata e sempre perdia jogos decisivos. O auge desse complexo foi a final da Copa 50, vencida pelo Uruguai no Maracanã, diante de 200 mil pessoas.

Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas e repórter do Última Hora, viu o primeiro treino de Pelé no Santos.

Ele não parava em campo, tanto que Jair Rosa Pinto o chamava de gasolina. Os livros me levaram a 1958 e à campanha do Brasil na Copa da Suécia, até a semifinal e a consagração.

Aos 17 anos, Pelé comandou a vitória brasileira sobre a França por 5 a 2. Pelé fez três gols e a Paris Match e o L’Equipe o chamaram de Le ROI.

Nascia o rei do futebol, reconhecido pelo mundo e não só por aqui. O placar da final da Copa contra a Suécia foi o mesmo da semifinal - 5 a 2. Pelé marcou dois gols.

Em 1968, o Santos de Pelé era o principal destaque esportivo do ano que não terminou. Um ano que mudou o mundo com o assassinato do líder negro Martin Luther King, nos EUA, com o final da Primavera de Praga, arrasada pelos tanques soviéticos e com os protestos do Black Power nas Olimpíadas do México.

Nesse ano, o Santos ganhou tudo o que disputou: torneio octogonal do Chile, Pentagonal de Buenos Aires, Campeonato Paulista, Robertão (Brasileirão da época), Recopa Sul-Americana e Recopa Mundial.

O jogo que foi marcante para mim aconteceu numa quarta-feira no Pacaembu, pelo Robertão.

O Santos goleou o Bahia por 9 a 2 , com quatro gols de Toninho Guerreira e três de Pelé. Aos 20 minutos do segundo tempo, o time só tocava a bola esperando o final do jogo.

Em 1969, no ano que o homem andou na Lua, Pelé parou a guerra no Congo.

Kinshasa e Brazzaville assinaram um armistício para o jogo do Santos e quando o avião decolou os combates voltaram.

Foi nesse ano também, que Pelé marcou seu milésimo gol no Maracanã, fazendo de pênalti o segundo gol do Santos, na vitória por 2 a 1, contra o Vasco da Gama do goleiro Andrada.

Em 1970, ele foi o maior jogador da Copa do México, a primeira com transmissão via satélite.

Pelé marcou quatro gols e foi o autor de lances geniais como o chute do meio campo contra a Checoslováquia; a finta de corpo no goleiro Mazurkiewicz na semifinal com o Uruguai e o gol de cabeça contra a Itália na final. A mão do goleiro italiano Albertosi no peito de Pelé, que saltou muito.

A TIME, a Sports Illustrated e o L’Equipe o consagraram como o atleta do século.

Os norte-americanos consideraram Pelé como a maior influência esportiva do Século 20 com a paralização da Guerra.

Muhammad Ali, do boxe, ficou em segundo e Michael Jordan, em terceiro. Em vários lugares do mundo, o milésimo gol foi mais importante do que a caminhada do homem na Lua, pois na época, muita gente não acreditou que isso havia acontecido. 

Hoje Pelé ganha muito mais do que vários craques em atividade. Ele ganhou R$ 30 milhões com imagem e marketing no último ano.

Antes dele, o Brasil não sabia o que era a vitória. Depois de Pelé, o mundo ficou aos pés do Brasil.

Obrigado Pelé.

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Vem aí um novo campeão

A Espanha dominou a Alemanha, marcou 1 x 0 e ganhou o direito de fazer a final contra a Holanda.

Holanda foi 100% até aqui: seis vitórias seguidas, a campanha mais regular da Copa e ainda por cima eliminou o Brasil.

Espanha foi aos trancos e barrancos, com a derrota para a Suíça no primeiro jogo e as vitórias magras na sequência contra Honduras e Chile.

A Espanha tem a maior vantagem da Copa: a posse de bola. Ela não permite que os adversários consigam controlar o jogo. Reparem, a bola sempre está nos pés espanhóis.

Essa posse de bola que fez a diferença até aqui é um grande handicap para a Espanha.

Quem consegue fazer isso, ganha o jogo .Será que a Holanda tem um antídoto?

A única certeza é que o Brasil perderá sua hegemonia. Até hoje, só o nosso país tinha conquistado Copa em outro continente: em 1958, na Suécia e em 2002 na Ásia. Agora uma seleção europeia ficará com o título.

Até hoje, América e Europa estavam empatadas em Copas: nove para cada lado.

Com essa final, o placar muda para 10 x 9 Europa.

E do jeito que a coisa vai, os holandeses vão correr muito atrás da bola. Essa jabulani, que adora os pés espanhóis e passa a maior parte do tempo com eles.

Será que agora o mundial vai para a península Ibérica?

Será?

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Agora a Copa vai começar. Brasil estreia

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Foto: Paulo Whitaker/ Reuters

Até que enfim a seleção brasileira vai mostrar suas armas na Copa do Mundo, depois de três anos e meio de preparação.

É o time ideal? Dunga acertou na preparação?

O jogo com a Coreia do Norte não vai responder a essas perguntas. Os asiáticos são muito fracos.

Mas o Brasil pode mudar. Aliás, em toda a história das Copas mudou sempre.

Alguns sites disseram que a seleção brasileira não modificou o time na Copa de 70. Como não? Entrou com Marco Antonio na lateral esquerda e terminou com Everaldo.

Fora as modificações por contusão - Gerson não jogou com a Inglaterra e entrou Paulo Cesar Caju e por aí afora. Contra a Romênia começou com Brito e Fontana na zaga e dois volantes - Piazza e Clodoaldo.

Em 1958, as alterações deram o título. No terceiro jogo contra a União Soviética,  saíram os jogadores Dino Sani, Joel e Mazola. Com a entrada de Zito, Garrincha  e Pelé, a seleção conquistou o torneio.

Em 1962, Pelé se machucou em jogo contra a Tchecoslováquia e na partida seguinte, decisiva, contra a Espanha de Puskas, entrou Amarildo.

O Brasil de 70 apontado como a maior seleção da história mudou. Imagine se o time atual não sofrerá mudanças?

Dunga , dono da verdade, decidiu fechar os treinos da seleção e até impediu a entrada da equipe de filmagem da FIFA.

Agora o presidente Ricardo Teixeira está de olho na situação. Pressionado pelos patrocinadores que desejam a exposição das suas marcas no campo de treino, ele já está se preparando para retomar o controle da seleção.

Afinal, se o time não treinar com portões abertos agora, não será no mata-mata que isso irá acontecer. A não ser que os problemas físicos de Kaká e Luis Fabiano sejam muito maiores que a versão oficial da CBF.

Na estreia ,vamos conhecer a condição física do time limitado do treinador turrão. Vamos ver.

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