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Brasil arrasador no basquete feminino

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Acompanhei todos os Pré-Olímpicos da Paula e Hortência tentando levar o basquete feminino aos Jogos Olímpicos. Varna, na Bulgária, em 1980 foi o primeiro. Mas o time era novo e baixo, com poucas chances contra as europeias.

Em Santiago de Cuba, em 84, fomos bem melhores. Jogamos de igual para igual com a Iugoslávia, mas ficamos fora das finais.

Em 1988, Cingapura já via Paula e Hortência como duas das melhores do mundo, só que o resto do time era inferior.

Foi só com a explosão da Janeth no Goodwill Games de 90 e a medalha de bronze que finalmente entramos na briga por uma vaga em Jogos Olímpicos.

O Pan de Havana, em 91, e a vitória contra os Estados Unidos constataram isso. A final foi contra a Cuba de Fidel e a vitória era esperada.

O passaporte olímpico só veio em Vigo, na Espanha, em 92, pouco antes dos Jogos de Barcelona.

O Brasil feminino se tornou realidade.
Com Paula, Hortência e Janeth vieram o título mundial em 94 e a prata olímpica em Atlanta 96.

Desde Barcelona as mulheres do basquete feminino do Brasil vão a Olimpíadas.

O Pré-Olímpico da Colômbia só atestou isso.
Com Érika jogando muito, a vitória contra a Argentina ficou fácil: 74 a 33.
Um massacre do jogo coletivo brasileiro.
Agora, passaporte carimbado para os Jogos Olímpicos em 2012.

As mulheres estarão em Londres onde o basquete conquistou a primeira medalha de um esporte coletivo. Foi em 1948, com o time de Algodão e Ruy de Freitas.

Quem sabe nossas meninas não chegam ao pódio?
É mais um sonho olímpico.

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Yes, nós vamos a Londres

basquete BRASIL hg 20110911 Yes, nós vamos a Londres

O final do jogo com a Republica Dominicana tirou um peso do nosso esporte.

Quinze anos fora dos Jogos Olímpicos. A maior competição mundial.

83 a 76 foi o placar, num jogo em que dominicanos mostraram força, tática e habilidade.

A vitória brasileira coloca o basquete num embate histórico: É que foi em Londres-1948 que o basquete do Brasil conseguiu a sua primeira medalha num esporte coletivo.

O pós guerra da Olimpíada de 1948 mostrou um time brasileiro forte com o jovem Algodão, que  dá o nome ao ginásio de Campo Grande - Miésimo da Silva.

Outro grande nome do Brasil de Londres-48 foi Ruy de Freitas.

Ruy tinha um estilo semelhante ao Marcelinho Huertas. Armador agressivo que invadia o garrafão e  fazia muitas cestas.

Hoje Marcelinho Huertas é o condutor  do Brasil e Marcelinho Machado, o finalizador.

Mas para mim, quem mudou o time foi o técnico argentino Ruben Magnano.

Todos os treinadores anteriores tiveram esses jogadores.

Mas só ele fez a diferença.

E justamente diante de uma das maiores equipes do mundo, a Argentina, ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e bronze em Pequim 2008.

Magnano forjou a geração argentina mais vencedora da história. A equipe da década 2001-2010.

Aí mudou a forma de jogar do Brasil para um estilo moderno, baseado na defesa.

Extraiu leite de pedra, pois brasileiro não gosta de defender em nenhum esporte coletivo.

Don Ruben mudou a mentalidade e conseguiu colher os frutos.

O Brasil vai para os Jogos Olímpicos e ele foi o artifice da façanha.

Um argentino nos conduziu de volta aos Jogos Olímpicos.

Agora é tentar repetir Londres 1948 e sair com uma medalha.

Afinal, a história não é a mestra da vida ?

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O ano dos mundiais

volei masc mundial blog O ano dos mundiais

Nesse ano de Copa do Mundo da África, todas as federações organizam seus campeonatos mundiais. A única exceção foi o atletismo, que em 2010 teve o mundial Indoor, em Doha, com mais um show do jamaicano Usain Bolt e com o ouro de uma brasileira. Fabiana Murer voou 4,80 m no salto com vara e se tornou a primeira saltadora brasileira a ir tão alto.

Mas o ritmo dos campeonatos do mundo é frenético. A Copa do Mundo parou o planeta. O planeta Bola. E o basquete? A Turquia organizou um torneio inesquecível. Os brasileiros foram aos trancos e barrancos, mas se deram bem com a vitória dos homens dos Estados Unidos, que garantiram duas vagas no pré-olímpico das Américas. Os EUA  já se classificaram para as Olimpíadas de Londres 2012. Sobraram duas vagas e Brasil, Argentina, Canadá, México e Porto Rico vão brigar por elas. As mulheres estão na República Checa para seu mundial de basquete.

O vôlei feminino já se prepara para seu campeonato no Japão. O Brasil jogou com os EUA  numa série de amistosos  para Zé Roberto definir as jogadoras que irão para a Ásia. Contusão nessa época é fatal. Já o masculino, no mundial da Itália, foi bem nos primeiros jogos e o time está acertando no campeonato mais equilibrado das últimas décadas. Bruninho pintou como o grande levantador do momento e Rodrigão dominou os bloqueios.

No ano dos mundiais, o vôlei é a grande esperança. Mais uma vez.

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Basquete: EUA é campeão. Oscar, imortal

eua basquete campeao blog 20100913 Basquete: EUA é campeão. Oscar, imortal

Estados Unidos 81xTurquia 64. Esse é o retrato do mundial de basquete,quando os inventores do jogo decidiram levar seus profissionais. Sua força máxima.

Pelo menos foi o que disseram jornais e sites do Brasil e América latina. Como é que é? Força máxima?

Na verdade, os melhores jogadores nem passaram por essa seleção do cestinha Kevin Durant ou do técnico mr. K. Eles estavam se recuperando da dura temporada 2009-2010, como fez Paul Gasol, campeão do mundo pela Espanha em 2006. Gasol desfalcou a Espanha no mundial da Turquia e foi o comentarista que chorou quando seu país foi eliminado.

Os craques norte-americanos que não foram à Turquia e deverão estar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 são Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Amar 'e Stoudemire (Phoenix Suns), Carmelo Anthony (Denver Nuggets), Tim Duncan (San Antonio Spurs), Dwyane Wade (Miami Heat), Dwight Howard (Orlando Magic) entre outros.

Todos comandados por Kobe e Lebron James. Essa é a força máxima deles. No intervalo do jogo decisivo, uma justa homenagem àqueles que fizeram a história desse esporte maravilhoso como o sérvio Divac, o italiano Meneguin ou o lituano Sabonis. Todos entraram para o Hall da Fama do basquete, entre eles o nosso Oscar, o mão santa.

oscar schmidt blog 201009131 Basquete: EUA é campeão. Oscar, imortal

Oscar não teve muitas conquistas porque o time não era do mesmo nível dos grandes rivais da época como EUA,União Soviética e Iugoslávia. Oscar e Marcel eram muito superiores aos seus companheiros e isso no esporte coletivo faz toda diferença.

Campeão mundial pelo Sírio, em 1979, e ouro no Pan-87. Oscar protagonizou um dos maiores momentos da história do basquete.

A vitória sobre os Estados Unidos em Indianápolis, na capital mundial do automóvel, último dia do Pan.

A rede CBS montou sua festa para transmitir as duas finais de basquete, masculina e feminina, Brasil x EUA, direto do Market Square Arena, um magnífico ginásio. E, logo após o encerramento do PAN, direto da pista do Indianápolis Motor Speedway.

O feminino de Paula e Hortência perdeu, mas os homens... Os norte-americanos viraram com 14 pontos de vantagem e chegaram a 64x42. Vinte e dois pontos. A Maior diferença do jogo.

Aí Oscar começou a encestar de todos os lugares, junto com Marcel, e o Brasil venceu por 120x115, com 46 pontos de Oscar.

A dimensão da vitória foi dada pelo USA TODAY, principal jornal americano, ´”A bola de três pontos do Brasil parecia a pegada de um imenso monstro pré-histórico”. Todos os programas da TV americana, de todos os canais, se referiam ao jogo.

Aí, a prefeitura de Indianápolis demoliu o Market Square Arena e tentou apagar a derrota da memória.

Mas, a resposta ao triunfo do Brasil e às cestas de Oscar só viria cinco anos depois, nas Olimpíadas de Barcelona-92. Os EUA não aceitavam mais jogar com universitários na Oolimpíada. Aí Barcelona viu a presença dos profissionais e o surgimento do Dream Team, com Magic Johnsson, Pat Ewing e Michael Jordan. A mais poderosa máquina numa quadra. Ou o mais forte time de um esporte coletivo reunido.

Tudo graças ao triunfo do Brasil em Indianápolis. Ou o dia que Macunaíma bateu o Superman.

Pouco importa, com suas cestas, Oscar escreveu um capítulo da história do basquete e ponto final.

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Yes, nós temos basquete

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Foto: Reprodução


O Mundial de Basquete da Turquia está sendo uma revelação para nós brasileiros. Primeiro, porque estamos vendo e admirando um argentino dirigindo o time. Dirigindo com competência.

A ideia da equipe comandada pelo argentino Rubén Magnano era segurar ao máximo os adversários. Mostrar uma boa defesa e pressionar no ataque.

Rubén Magnano conhece. Foi sob sua batuta que a Argentina foi prata no mundial de Indianapolis, em 2002 e conquistou a medalha de ouro olimpica, em Atenas 2004. Foi o primeiro técnico que bateu o DREAM TEAM dos profissionais americanos.

Criticado quando assumiu a seleção brasileira, ele prometeu trabalho e garra. Isso o Brasil mostrou em quadra.

O time está unido em torno de um ideal e num esporte coletivo isso faz a diferença. Num esporte como o basquete então, ganha outras proporções.

Marquinhos, Leandrinho e Tiago Splitter encheram os olhos.Tiago Splitter, ano passado , foi o melhor pivo na Europa.Ele fêz o duplo-duplo contra os EUA - 13 pontos e 10 rebotes.

No final , a vitória escapou por detalhes e os erros de lance livre do Marcelinho Huertas, que propiciariam a prorrogação mostraram um time encorpado, que jogou desfalcado. Estados Unidos 70 x Brasil 68.

O companheiro de garrafão de Splitter ainda está machucado. Ou vocês não acham que Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, não é titular absoluto?

Varejão é grande defensor, joga na NBA e deve entrar contra Eslovenia e Croácia no momento de afirmação dessa geração.

Pela primeira vez, em 14 anos , o Brasil pode passar por um pré-olimpico e chegar às Olimpíadas de Londres 2012.

A última vez que o basquete masculino esteve numa olimpíada foi em Atlanta-96 com os arremessos de Oscar, o mão santa.

Hoje, Leandrinho, Splitter e Varejão podem escrever mais uma bela página da história desse esporte emocionante.

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