A cerimônia de abertura promete

Fui ao ensaio da cerimônia de abertura no belíssimo estádio do Chivas Guadalajara e posso garantir que  não existe nenhum outro assim no Brasil.

Pouco menor que o Ninho do pássaro em Pequim, a arena vai receber as 42 delegações  participantes do Pan.

Os shows vão chamar a atenção com músicas latino-americanas bem conhecidas que desconhecem o tempo, como Bésame Mucho.

A cerimônia terá muita gente voando no ar. O domínio mexicano dos cavalos e a modernidade, tudo para impactar a América.

Já o desfile das delegações, que usam cordas para dar uma ideia do tempo e número de participantes, chamou a atenção.

Afinal, alguns países irão com muitos atletas para a abertura. A surpresa é a chegada da tocha e a Pira sendo acesa.

Sexta-feira à noite (14), na Record, iremos saber tudo.

E depois da Pira acesa, começam os jogos.

Aí começa a corrida do ouro.

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Guadalajara – Estamos chegando

Malas prontas. Notebook separado na mochila. Agora é a hora do Pan.

Viajo neste fim de semana.

A maioria das equipes brasileiras já está em terras mexicanas aclimatando, pegando aquela tensão pré-competição.

Meu olhar, no entanto, está no Japão.

Lá a ginástica brasileira vai disputar o Mundial, que classifica para a Olimpíada de Londres 2012.

Jade Barbosa, Daiane dos Santos e Diego Hypolito querem o pódio, mas sabem que o mundo estará lá para tentar a vaga olímpica.

O mundial vai até o dia 16 de outubro, quando a equipe brasileira deixa o Japão rumo ao Pan de Guadalajara.

Lá Jade vai encontrar a grande rival da sua carreira, a norte-americana Shawn Johnson, que não vai disputar o Mundial de Ginástica.

Shawn escolheu o Pan de Guadalajara para sua volta.

Um retorno em grande estilo depois da Olimpíada de Pequim 2008.

Lá ela conquistou um ouro e três pratas.

No Pan do Rio 2007, Shawn Johnson ficou com quatro medalhas de ouro.

Jade tem ouro no salto na etapa da Copa do Mundo de Ghent e foi bronze no mundial de Roterdã 2010 na mesma prova.

Shawn Johnson e Jade Barbosa, um duelo que só o Pan de Guadalajara vai ver.

Um confronto que só a Record vai mostrar.

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Guadalajara está aí. Só faltam 10 dias para o PAN

O PAN do Rio 2007 não é referência para nossa campanha agora.

O time jogou em casa e por isso teve muito mais facilidade.

Em 1999, em Winnipeg , foram 101 medalhas, sendo 25 de ouro.

em 2003, Santo Domingo viu o Brasil chegar nas 123 medalhas - 29 de ouro.

No Rio 2007 - 161 medalhas, 54 ouros.

Creio que em Guadalajara vamos chegar a 40 ouros. Número excepcional.

A conquista dessas medalhas é turbinada pelos 2 anos da escolha do Rio como sede olímpica em 2016.

Em 2 de outubro de 2009, Copenhague assistiu a escolha carioca na assembleia do comitê olímpico internacional.

Há 2 anos mudou o foco dos atletas brasileiros.

Todos olham para o futuro e dão o máximo.

Ainda por cima, as mulheres brasileiras cresceram no esporte.

Elas fizeram a diferença no Rio.

E agora podem levar o Brasil a uma campanha épica. Fora de casa. Elas, sempre elas têm mudado a nossa história esportiva.

Ainda bem.

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Brasil arrasador no basquete feminino

post álvarojose Brasil arrasador no basquete feminino

Acompanhei todos os Pré-Olímpicos da Paula e Hortência tentando levar o basquete feminino aos Jogos Olímpicos. Varna, na Bulgária, em 1980 foi o primeiro. Mas o time era novo e baixo, com poucas chances contra as europeias.

Em Santiago de Cuba, em 84, fomos bem melhores. Jogamos de igual para igual com a Iugoslávia, mas ficamos fora das finais.

Em 1988, Cingapura já via Paula e Hortência como duas das melhores do mundo, só que o resto do time era inferior.

Foi só com a explosão da Janeth no Goodwill Games de 90 e a medalha de bronze que finalmente entramos na briga por uma vaga em Jogos Olímpicos.

O Pan de Havana, em 91, e a vitória contra os Estados Unidos constataram isso. A final foi contra a Cuba de Fidel e a vitória era esperada.

O passaporte olímpico só veio em Vigo, na Espanha, em 92, pouco antes dos Jogos de Barcelona.

O Brasil feminino se tornou realidade.
Com Paula, Hortência e Janeth vieram o título mundial em 94 e a prata olímpica em Atlanta 96.

Desde Barcelona as mulheres do basquete feminino do Brasil vão a Olimpíadas.

O Pré-Olímpico da Colômbia só atestou isso.
Com Érika jogando muito, a vitória contra a Argentina ficou fácil: 74 a 33.
Um massacre do jogo coletivo brasileiro.
Agora, passaporte carimbado para os Jogos Olímpicos em 2012.

As mulheres estarão em Londres onde o basquete conquistou a primeira medalha de um esporte coletivo. Foi em 1948, com o time de Algodão e Ruy de Freitas.

Quem sabe nossas meninas não chegam ao pódio?
É mais um sonho olímpico.

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Record rumo a Guadalajara

A apresentação da equipe Record para o Pan de Guadalajara foi sensacional.

Pela primeira vez na história da TV brasileira teremos oito horas de Pan no ar.

Anteriormente isso nunca aconteceu.

Até o Pan 2007 no Rio, a geração de TV nunca mostrava tudo do esporte coletivo.

Desde a classificação até a final.

O padrão da transmissão olímpica nunca foi imitado nos Jogos Pan-Americanos.

Agora isso mudou.

Primeiro , porque os responsaveis pela Tv Olímpica , a OBS, vão gerar as imagens de Guadalajara.

Segundo, porque a Record esteve desde o início insistindo com os organizadores para a transmissão total de todos os eventos.

Alguns esportes dependem dessa cobertura. Alguns só com o ouro do Pan garantem a presença em Londres nos Jogos Olímpicos.

Portanto, vamos ficar atentos para natação, polo aquático, handebol, hipismo, pentatlo moderno, tiro esportivo, triatlo e tênis de mesa.

O polo Aquático vai com o ouro. Campeão continental masculino e feminino.

Handebol também se garante com o ouro. Homens e mulheres.

Hipismo também vale vaga para Londres.

A natação vai pelo índice.

Pentatlo Moderno: os campeões estão garantidos.

Tiro esportivo: os campeões das provas olímpicas vão para Londres. Triatlo: só o ouro garante.

Tênis de mesa: campeões individuais estão classificados. Não vale para nenhuma dupla.

E é no tênis de mesa que temos o brasileiro que mais ouros conquistou na história do Pan: Hugo Hoyama, dono de nove. Ele conquistou 14 medalhas no total.

Imaginem esses esportes sem a devida cobertura.

Todas essas competições serão mostradas na Record, Record News e R7.

E nós contaremos essas histórias.

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Guadalajara e a corrida do ouro

medalhas pan post alvaro Guadalajara e a corrida do ouro
Medalhas do Pan de Guadalajara - Créditos: Divulgação

Impressionante o que me perguntam sobre o quadro de medalhas do Pan-Americano.
Vamos superar o Rio 2007?
A gente torce, mas não distorce.
Chegar as 50 medalhas de ouro é algo muito difícil de acontecer.

A realidade e a sabedoria indicam 40 medalhas.
Um belo resultado, caso aconteça.
Em 1999, no Pan de Winnipeg, foram 101 medalhas no total.
Santo Domingo, em 2003, 123 medalhas.

Hoje vivemos um clima de "superciclo" olímpico. O maior da nossa história.
Vamos de Guadalajara 2011 aos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
Cinco anos de desenvolvimento do esporte de alto nível.
Cinco anos de pesquisa e apoio de treinadores estrangeiros.
Por isso nossos atletas estão motivados demais para o Pan.
Eles sabem que todo país estará de olho durante todo esse tempo.
E ainda olheiros e patrocinadores que irão atrás da melhor oportunidade.

A corrida do ouro do Pan de Guadalajara vai transformar a vida de muitos atletas que saíram de comunidades e hoje correm atrás da glória.
Quem garantir o ouro irá melhorar a vida nos próximos anos.
É o começo do sonho.
Banhado no ouro pan-americano.

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Yes, nós vamos a Londres

basquete BRASIL hg 20110911 Yes, nós vamos a Londres

O final do jogo com a Republica Dominicana tirou um peso do nosso esporte.

Quinze anos fora dos Jogos Olímpicos. A maior competição mundial.

83 a 76 foi o placar, num jogo em que dominicanos mostraram força, tática e habilidade.

A vitória brasileira coloca o basquete num embate histórico: É que foi em Londres-1948 que o basquete do Brasil conseguiu a sua primeira medalha num esporte coletivo.

O pós guerra da Olimpíada de 1948 mostrou um time brasileiro forte com o jovem Algodão, que  dá o nome ao ginásio de Campo Grande - Miésimo da Silva.

Outro grande nome do Brasil de Londres-48 foi Ruy de Freitas.

Ruy tinha um estilo semelhante ao Marcelinho Huertas. Armador agressivo que invadia o garrafão e  fazia muitas cestas.

Hoje Marcelinho Huertas é o condutor  do Brasil e Marcelinho Machado, o finalizador.

Mas para mim, quem mudou o time foi o técnico argentino Ruben Magnano.

Todos os treinadores anteriores tiveram esses jogadores.

Mas só ele fez a diferença.

E justamente diante de uma das maiores equipes do mundo, a Argentina, ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e bronze em Pequim 2008.

Magnano forjou a geração argentina mais vencedora da história. A equipe da década 2001-2010.

Aí mudou a forma de jogar do Brasil para um estilo moderno, baseado na defesa.

Extraiu leite de pedra, pois brasileiro não gosta de defender em nenhum esporte coletivo.

Don Ruben mudou a mentalidade e conseguiu colher os frutos.

O Brasil vai para os Jogos Olímpicos e ele foi o artifice da façanha.

Um argentino nos conduziu de volta aos Jogos Olímpicos.

Agora é tentar repetir Londres 1948 e sair com uma medalha.

Afinal, a história não é a mestra da vida ?

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Não chores por mim Argentina… Olha o basquete do Brasil aí, gente

brasilxargentina Não chores por mim Argentina... Olha o basquete do Brasil aí, gente

O caminho dos Jogos Olímpicos de Londres não é fácil para nenhum esporte. Imaginem então para o basquete masculino brasileiro que não garante vaga em uma Olimpíadas desde o jogos de Atlanta, em 96. A última de Oscar, o mão santa.

De lá para cá foram repetidos fracassos nos Pré-Olímpicos de Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008.

Neste novo milênio surgiu uma força mundial no basquetebol e bem ao nosso lado: a seleção Argentina.

Para a Fiba - Federeção Internacional de Basquetebol, os argentinos formaram a equipe da década de 2001-2010.

Vice campeões mundiais em 2002 e campeões olímpicos em Atenas 2004, até hoje eles têm craques desses times, como por exemplo, Ginóbili, Nocioni e Scola.

Mas o Brasil de Don Rubén Magnano entrou com tudo no caldeirão do ginásio Ilhas Malvinas. Bom nome para uma guerra travada dentro da quadra.

De um lado a seleção argentina, ouro nos Jogos de Atenas e bronze em Pequim 2008. Do outro lado a seleção brasileira, há 15 anos sem confirmar presença em uma Olimpíadas e também há 16 anos sem ganhar dos argentinos.

O jogo foi muito equilibrado e Rafael Hettsheimeir, jovem pivô brasileiro, desequilibrou, marcou 19 pontos e ainda tirou Scola com cinco faltas.

Os momentos finais foram angustiantes, pois os argentinos colaram no marcador, mas acabaram caindo. O placar foi 73 a 71.

Foi a maior vitória do basquete masculino nos últimos 20 anos. O Brasil ganhou da Argentina, dentro da Argentina e dirigido por um argentino.

Gracias, Don Ruben.

 

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Fabiana, o nome da semana

beltrame campea 450x 020911 reu Fabiana, o nome da semana

Fabiana Murer foi ouro no salto com vara do mundial de atletismo.

Fabiana Beltrame, ouro no mundial de remo.

O nome vem do latim e significa fava que cresce.

E como cresceram no cenário mundial as duas Fabianas.

Murer se transformou na melhor do mundo numa prova olímpica.

Beltrame ganhou o mundial no single skiff leve, prova que não faz parte do programa olímpico.

Fabiana, a remadora, invadiu as competições mundiais de forma impressionante. Afinal, nunca um brasileiro,ou brasileira tinha conseguido medalha num mundial.

Em 2011, ela tinha vencido a copa do mundo.Mas o mundial.

Um cisne atrapalhou a saida da final,mas logo Fabiana assumiu a liderança e venceu com 7min44s58. Pamela Weisshaupt da Suiça ficou em segundo e a alemã Lena Mueller em terceiro.

A naturalidade foi maior ainda no pódio, quando ela recebeu a medalha e ouviu o hino nacional com a filha Alica no colo.

Fabiana Beltrame botou o Brasil no mapa do remo mundial.Até hoje,o maior resultado do esporte foi o bi campeonato dos Jogos Panamericanos dos irmãos Ricardo e Ronaldo Carvalho. Ouro em Caracas-83 e Indianapolis-87.

Fabiana tem muito que comemorar. Afinal, além do ouro ,sua prova faz parte do programa do Pan de Guadalajara. Ela vai ao México como a melhor do mundo. Aquela a ser batida.

Semelhante a Fabiana Murer, campeã do mundo do salto com vara.

Elas dominam o mundo, mas agora é a vez das Fabianas conquistarem a América.

E nós estaremos lá.

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Fabiana voou na Ásia. Campeã do mundo!

fabiana murer campea bandeira tv 20110830 Fabiana voou na Ásia. Campeã do mundo!

Fabiana Murer é um fenômeno.

Na prova mais técnica do atletismo, ela evoluiu num país sem a menor tradição no esporte.

O salto com vara é muito difícil. É a prova onde o atleta vai mais alto.

Entre todas as modalidades, só nos saltos ornamentais da plataforma de 10 m é que se fica mais distante.

Porém, no salto com vara, ela voa. Sai do solo após uma corrida, o encaixe da vara e vai com o corpo nas alturas, a quase cinco metros.

Fabiana chegou a Daegu, no Mundial de Atletismo, sonhando com o pódio, bronze talvez.

Seu treinamento com Elson Miranda, marido e técnico, e o intercâmbio com o mestre Vitaly Petrof, fizeram a diferença.

Fabiana treina há um bom tempo com Petrov na temporada europeia e é companheira da fantástica Yelena Isinbaieva.

Para que vocês tenham uma ideia de quem é Petrov, basta dizer que ele treinou e forjou Serguei Bubka, que quebrou 35 vezes o recorde mundial do salto com vara.

Tive o privilégio de transmitir o momento que Bubka fez 6 metros e 1 centímetro no Goodwill Games em Moscou-1986. Petrov o levou até lá.

O mesmo técnico que lapidou Fabiana para o PAN 2007 e a conquista do ouro. No Mundial, Fabiana foi espetacular.

Suas rivais  pelo ouro em Daegu tinham resultados melhores.

Fabiana e Isinbaieva passaram dos 4 m e 65 cm. Também passaram a russa Feofanova e a alemã Strutz.

Mas foi só até aí que Isinbaieva chegou. Quando subiu a barra ela falhou. Aí Fabiana cresceu na competição. Prova aberta. Tudo é possível.

Feofanova, Strutz e Fabiana passaram dos 4,75 m na corrida do ouro.

Só Fabiana e Strutz passaram dos 4,80 m. Para chegar ao ouro, Fabiana teria que superar o recorde sul-americano e sua melhor marca pessoal.

A marca da glória - 4 m e 85 cm. Até hoje, o máximo dela foi 4,82 m.

Ela começou a corrida sorrindo, como que antevendo o que estava por vir.

O apoio da vara e a decolagem alçaram seu corpo para a posição ideal do giro do corpo e flexão da vara.

Com o impulso final, Fabiana fez a soltura da vara e a ultrapassagem da barra em 4 m e 85 cm.

A melhor marca da sua vida.

Depois, tentativas em 4,90 m e 4,92 m com o ouro garantido. Mesmo não passando, Fabiana era campeã mundial.

Pela primeira vez, um brasileiro chegava lá. O velocista Claudinei Quirino, com uma prata e dois bronzes era o melhor até ela vencer.

O melhor de tudo foi bater Isinbaieva e depois ser cumprimentada por Serguei Bubka, que levantou da sua poltrona em Daegu para saudar a brasileira.

Bubka é o Michael Jordan, o PELÉ do salto com vara e suas marcas vão demorar para serem superadas.

Agora  ela vive o clima de festa do mundial, mas é presença confirmada no Pan do México.

Então, Fabiana, a gente se vê daqui a pouco em Guadalajara.

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