O erro é humano, a perfeição é divina

A ginástica artística permite que algumas atletas atinjam a perfeição. Por alguns momentos. Nesse novo milênio, quem provou esse sabor foi uma brasileira: Daniele Hypólito...

Em 2001, medalha de prata no solo do Mundial de Ginástica. Em 2004, vice-campeã da Copa do Mundo na trave e no solo. Nesse mesmo ano, na etapa da Copa do Mundo no Rio, medalha de ouro na trave.

Atleta excepcional, Daniele foi muito jovem para o Flamengo, que lhe deu todo o apoio, como salário e moradia. O pai era o motorista do ônibus do clube e a mãe costureira. Assim, ela propiciou que Diego tivesse acesso a ginástica.

Sem Daniele não teriam aparecido Daiane, Jade e o próprio Diego. Ela impulsionou a ginástica do Brasil como ninguém. Agora, a ginástica do Flamengo foi afogada pela natação com a redução de custos e salários.

Uma reengenharia injusta para Jade, Diego e Daniele, que esperam tempos melhores no clube mais popular do Brasil. 

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Ao mestre com carinho…

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O esporte e o jornalismo estão de luto pela morte de Armando Nogueira, criador do JN e mestre de todos que conviveram com ele.

Trabalhei com Armando Nogueira, meu chefe, na Globo dos anos 80.Peguei o início da sua paixão pelo tênis e os esportes olímpicos. Armando Nogueira colocou o tênis na TV Globo. Em 82, eu transmiti Roland Garros e Wimbledon, domingo de manhã.

Na Band, Armando Nogueira foi o poeta de todos os esportes. Em 92, fomos para o pré-olímpico de basquete, com Luciano do Valle, e ele amou. Armando se apaixonou pelas mulheres no esporte. No pré-olímpico de 92, em Vigo, estava em êxtase com as vitórias de Paula e Hortência. Em Vigo, Armando Nogueira criou a frase: Hortência é o bolo e Paula, a cereja. As mulheres do esporte, tema da vida.

Vi Armando pela última vez no Rio, no lançamento de livros como Amazônia e Seringal, ao lado de Miguel Ferrante e Gloria Perez. Agora, olho a dedicatória do livro e choro com suas palavras, escritas em 2007, pouco antes do Pan do Rio. Ele escreveu: "Meu querido Álvaro, a amizade olímpica do Armando Nogueira".

Com sua morte, o esporte perdeu um grande amigo. Obrigado mestre.

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Nossas maiores promessas

Um brasileiro já tem seis medalhas de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Medellín. É o atirador Júlio Almeida, que participou de seis  e venceu todas as provas de pistola. Coronel da Força Aérea (FAB), ele faz parte de um projeto das forças armadas que treina os melhores atiradores para as próximas olimpíadas.

Mas, hoje começa a natação e Júlio pode ser superado  por outro brasileiro: Thiago Pereira. No Pan do Rio 2007, o nadador ficou com seis medalhas de ouro e pode ir ainda melhor nesses jogos.

Quarto colocado nos 200 metros medley nos Jogos de Pequim 2008, Thiago é a estrela da poderosa equipe brasileira da natação, que pode deixar o Brasil  junto com a  Colômbia no quadro de medalhas. A pernambucana Joana Maranhão e Felipe França são outros destaques. Nos 50 metros peito, Felipe foi ouro na Universíade e Prata no mundial de Roma.

E o nado sincronizado tem as brasileiras como favoritas, tanto no dueto como no conjunto. O dueto vai com Lara Teixeira e Nayara Nogueira, que levaram o Brasil às finais no mundial de Roma.

A natação sincronizada começou com os musicais da Metro e o filme "Escola de Sereias", com Esther Williams e é um dos mais belos espetáculos do esporte.

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Mundial de Patinação no gelo é aqui!

Um dos maiores eventos do mundo está na Record: o Mundial de Patinação Artística. Até domingo, teremos o desfile dos campeões de Vancouver nos pares, na dança no gelo, no individual masculino e feminino. Quatro títulos em disputa.

Os nomes vocês já conhecem:

Na dança, Tessa Virtue e Scott Moir vão tentar manter a hegemonia em 2010, já que são os atuais campeões olímpicos.

patinação Mundial de Patinação no gelo é aqui!

Os campeões na dança no gelo, Tessa Virtue e Scott Moir, do Canadá

Nas duplas, os vice-campeões olímpicos Qin Pang e Jian Tong estão muito bem, mas Savchenko/Szolkowy são bi-campeões mundiais e ainda Kavaguti/Smirnov da Rússia tambem vão brigar pelo título.

Todos os dias, a partir das 4 da tarde, junto com os eventos dos Jogos Sul-Americanos, vocês acompanharão o mundial de patinação no gelo e os saltos, rodopios, levantamentos e figuras que fazem desse esporte um dos mais belos do mundo.

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Você sabia?

Nos Jogos Sul-Americanos,o Brasil tem dois dos maiores medalhistas da história do Pan. Isso mesmo, dos Jogos Panamericanos.

Hogo Hoyama, do tênis de mesa, tem nove medalhas de ouro na competição continental e é o nosso maior medalhista. Sua história começou no Pan de 1987, em Indianapólis, Estados Unidos, com o ouro por equipes. Depois, Hugo chegou a todas as suas medalhas, um número que impressiona: nove ouros, uma prata e três bronzes, isso no Pan.

Imaginem o espetáculo que Hogo Hoyama pode dar nos Jogos Sul- Americanos, com transmissão exclusiva da Record. Até Guadalajara, em 2011, ele será o nosso maior medalhista nas Américas.

Outro gigante brasileiro que está em Medellin é o recordista sul-americano da natação Thiago Pereira. Ele tem as melhores marcas dos 200 e 400 metros medley, e por isso deverá repetir o feito do Pan e garantir seis ou sete pódios.

Como no Pan do Rio 2007, quando conquistou seis medalhas de ouro numa única competição e se tornou o maior vencedor da história, batendo o lendário nadador Mark Spitz, com cinco ouros no Pan de Winnipeg, em 1967.

Thiago vai participar de várias provas em Medellin e deverá ser o maior destaque brasileiro nesses Jogos Sul-Americanos.

É só esperar.

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Feliz aniversário, Fabiana!

Terça feira, 16 de março, Fabiana Murer faz 29 anos .

O presente ela já ganhou: o ouro no mundial indoor de atletismo em Doha, no último final de semana, numa das provas mais difíceis do atletismo - o salto com vara.

Esse é o melhor momento da sua carreira, afinal ela saltou 4 mts e 82 cm, em fevereiro, em Birmingham, Inglaterra.

Motivada pela marca, Fabiana deu um show no mundial, passando pela recordista mundial Yelena Isinbayeva e depois pela campeã mundial Anna Rogowska, da Polônia.

Ela é treinada por Vitaly Petrov, mesmo técnico de Serguei Bubka, o maior de todos os tempos. Bubka quebrou 36 vezes o recorde mundial nos estádios e em recinto fechado (indoor).

Petrov também é o responsavel por Isinbayeva, que superou vinte vezes o recorde mundial.

No Pan do Rio 2007, Fabiana saltou 4,60 mts e estava confiante no pódio em Pequim.

Mas, na olimpíada da China, uma das suas varas sumiu e só apareceu no dia seguinte, junto com varas de atletas eliminadas.

Em 2009,ela foi vice campeã mundial na Grécia e bateu o recorde sul americano no troféu Brasil com 4,82 mts.

Agora, ela se torna campeã mundial indoor e está entre as três melhores do mundo. Favorita ao ouro no Pan de Guadalajara 2011, mostra a força da mulher brasileira no atletismo.

E pode ir ainda mais alto.

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O ouro é das mulheres

O ciclo olímpico brasileiro começa com os Jogos Sul-Americanos em Medellín. A partir de 19 de março, alguns dos maiores atletas brasileiros estarão em ação por lá e a RECORD vai mostrar tudo.

O Brasil irá com uma delegação gigante: 557 atletas, sendo 285 mulheres. É o país apostando na mulher brasileira, que foi muito bem nas olimpíadas de Pequim: das três medalhas de ouro, duas femininas com Maurren Maggi no salto em distância e o vôlei feminino. A outra foi do nadador Cesar Cielo.

As brasileiras são as favoritas da ginástica rítmica, com a equipe que ficou com o ouro no Pan do Rio. Na ginástica artística, também temos o favoritismo. O Brasil, com suas mulheres, deve ficar com o ouro em tudo.

Entre os homens, Diego Hypolito é absoluto. Afinal, é o número 1 do mundo. E a natação?

Imaginem Thiago Pereira mergulhando nas águas de Medellín e emergindo com seis ou sete medalhas de ouro. Thiago faturou seis primeiros lugares no Pan 2007 no Rio e, por isso, pode se tornar o maior medalhista em Medellín.

Vamos ver.

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Os clubes de futebol ajudando o esporte olímpico

Rumo ao Pan de Guadalajara 2011 e aos Jogos Olímpicos de Londres 2012, os clubes de massa começam a se mexer para contratar os melhores atletas dos outros esportes, ganhar mais visibilidade e participar das grandes ações de marketing. Tudo praticamente ao mesmo tempo.

Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo e Fluminense estão de olho no futuro e no Rio 2106.

O Corinthians vai fechar mesmo com Cesar Cielo. O timão já teve grandes nadadores no clube como José Luciano Namorado e Silvio Fiolo nos anos 60. Fiolo foi recordista mundial dos 100 metros peito.

O Corinthians ainda teve um time de basquete fantástico com Ubiratan, Amaury e Wlamir Marques, base da seleção brasileira bicampeã mundial 59-63.

O Palmeiras vai montar um plano ambicioso para apoiar o judô e o basquete. Já tem dois patrocinadores master das Olimpíadas de Londres-2012. Além disso, o Palmeiras já teve grandes equipes de basquete,vôlei e levantamento de peso.

Fluminense e Flamengo dão força ao esporte olímpico há muito tempo. Hoje, o Fla tem na presidência Patricia Amorim, nadadora dos anos 80 que bateu 29 recordes sul-americanos.

Ela repatriou Monique Ferreira, da equipe olímpica brasileira; incentiva ainda o basquete e a ginástica de Diego Hypolito.

Nove ginastas do Flamengo treinam com a equipe do Brasil que irá aos Jogos sul-americanos.

O São Paulo contratou Maurren Maggi, ouro em Pequim 2008, e ainda quer outros atletas.Em outros tempos, o clube apoiou Eder Jofre e Ademar Ferreira da Silva.

Tomara que a entrada dos clubes de futebol ajude o esporte olímpico. Tomara... 

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O último do Canadá

A festa acabou. Foram 16 dias de competições com vitórias e derrotas. A alegria dos poucos, pouquíssimos vitoriosos contrastava com a decepção de milhares de perdedores. A derrota faz parte do esporte,mas a vitória glorifica, imortaliza e transforma a vida de um atleta. O peso de uma medalha de ouro olímpica é medido pelos contratos de patrocínio e presenças em dezenas de eventos.

Mas existem derrotados e DERROTADOS.

Ninguém diz que Plushenko perdeu na patinação artística. Alguns falam até que foi roubado. Outros falam que Lysacek fez uma série para ganhar e levar. E o Hóquei no gelo então? Os EUA  perderam? Claro que não, o Canadá foi para cima e pegou a medalha de ouro.

A economia esportiva de um país se calcula pelo número dos ouros. Mas se a conta fosse pela quantidade, o Brasil estaria bem lá nos Jogos de Verão de Sydney 2000. Foram 6 pratas e 6 bronzes - 12 medalhas que nos colocaram na 52º posição.

Quatro anos depois, em Atenas 2004, com 5 ouros, 2 pratas e 3 bronzes, o Brasil ficou na 16º colocação. Nessa contagem, o Canadá sai feliz com a liderança e suas 14 medalhas de ouro, que projetam o país como uma grande potência da neve e do gelo. Já nas olimpíadas de verão, em Atenas 2004, o Canadá levou 3 ouros,6 pratas e 3 bronzes: 21º lugar, cinco posições atrás do Brasil.

Querem saber mais do peso do ouro no esporte? Panamericano de 2007, Rio de Janeiro, Brasil: 56 medalhas de ouro, num total de 163. Atrás de Cuba e EUA, no quadro de medalhas. Canadá: 39 ouros, num total de 137 medalhas.

Agora já voltamos nossos olhos para Guadalajara 2011, no México, que já organizou duas copas do mundo e uma olimpíada. Lá, o Brasil deverá ultrapassar esse número de conquistas do Pan do Rio.

Pensem nisso: o Brasil é maior que esse imenso Canadá, na maravilhosa geografia do esporte panamericano.

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Existe o já ganhou?

torcida hoquei alvaro Existe o já ganhou?

As ruas de Vancouver estão tomadas por milhares de torcedores que anseiam pela principal medalha de ouro do Canadá, a do hóquei no gelo.

Por aqui, todos estão felizes com a liderança do quadro de medalhas. O Canadá tem 13 ouros e está na frente da Alemanha e Estados Unidos.

A pergunta é: existe o já ganhou?

Todos dizem que o país já conquistou o ouro no seu esporte mais popular. Imaginem o Brasil numa final de Copa do Mundo. É a mesma coisa.

Na TV canadense, os comentaristas garantem que o país vence. Apenas um lembrou que na classificação os Estados Unidos fizeram 5 x 3. E poderia ter sido mais, mas foi cortado pelos colegas  que disseram "o ouro é nosso".

Será?

Existe o já ganhou?

A pressão está nos ombros dos jogadores canadenses enquanto os norte-americanos chegaram rindo ao Canadá Hockey Place, bem tranquilos.

É o jogo da vida para o time da casa. Tomara que o excesso de otimismo, confiança e favoritismo não transforme a final do hóquei num desastre para o esporte canadense.

Lembre-se que o futebol brasileiro na final da copa de 50 era favorito no Maracanã e perdeu para o Uruguai.

Será que o Canadá Hockey Place será o Maracanã do Canadá?

Façam suas apostas.

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