Olimpíadas 2020 – Tóquio novamente será a capital do mundo

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Para muitos o Japão surpreendeu ao levar o direito de sediar os XXXII Jogos Olímpicos da Era Moderna de 2020. Assim como será no Rio em 2016, quatro anos depois a capital japonesa será o centro do mundo.

A escolha não deixa de ser o primeiro legado da Olimpíada no Rio. O COI buscou a proposta mais econômica e entre a proposta turca e a japonesa a diferença de orçamento era de 20 bilhões de dólares.

Das três finalistas, a primeira a cair foi Madri. Finalista com todos os méritos, a capital espanhola tinha contra si o fato da última edição dos jogos haver sido realizada em Londres. Depois do Rio de Janeiro voltar à Europa era uma aposta difícil. Apoios de peso e um bom projeto com orçamento realista colocaram os espanhóis no páreo, mas após um empate com Istambul na primeira votação Madri ficou fora.

Istambul tinha o apelo mágico de estar em dois continentes. Com o estreito do Bósforo a separar a Europa e a Ásia, a capital turca tinha ainda como ingredientes o fato de ser um país predominantemente islâmico o que levaria os Jogos Olímpicos a um novo patamar. Apoio à realização e uma lei que previa um aporte imediato de 24 bilhões de dólares garantiriam as construções e reformas necessárias para a realização da Olimpíada. O fato de ser um país de maioria jovem foi usado como apelo também, mas em função das várias manifestações já ocorridas esse ano na Turquia, mostrou ser também o calcanhar de Aquiles da candidatura.

Tóquio passou direto da primeira votação para a final. Após a apresentação o volume de perguntas dos membros do COI à delegação japonesa acerca dos problemas advindos de Fukushima, distante apenas 250 km da capital, bem como as providências que serão tomadas mostrou que, depois de 64, o Japão poderia ser, novamente, a capital do mundo.

Assim como muitas propagandas que foram e são veiculadas aqui no Brasil utilizando referências aos japoneses, Tóquio apresentou o slogan de “entrega garantida” se fosse criado aqui teria o “né” ao final da frase. Um fundo de 4,5 bilhões de dólares e instalações praticamente prontas numa cidade onde é possível esquecer que existe o automóvel são argumentos irrefutáveis num mundo cada vez mais congestionado. Uma área com raio de cerca de oito quilômetros vai abrigar todas as competições. Olimpíada para ir a pé. Quer mais?

A lição que fica é que os tempos de candidaturas megalômanas com recursos infindáveis e obras faraônicas já passou. A ordem agora é consistência, apoio popular e economia, logo as Copas do Brasil e do Qatar e a Olimpíada do Rio serão os últimos eventos no estilo antigo.

O COI e a FIFA aprenderam isso também por aqui. As ruas mostraram o caminho. O legado brasileiro que ninguém imaginou chegou muito antes dos eventos...

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