O negro e o esporte no Brasil

A 568 dias para a Copa do Mundo, o dia da morte de Zumbi dos Palmares leva a uma reflexão sobre o futebol brasileiro e quem melhor abordou isso foi Mario Filho. Ou Mario Rodrigues Filho, aquele que dá o nome ao estádio do Maracanã, irmão do escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues.

No seu livro, O Negro no Futebol Brasileiro, Mario Filho aborda os primeiros dias do futebol e os negros. A Ponte Preta teve o primeiro jogador no inicio do século XX. Miguel do Carmo era titular em 1900 e um dos fundadores do clube .

No Rio, Fluminense, Botafogo e Flamengo eram clubes da elite e o primeiro a colocar jogadores negros foi o Vasco da Gama no início dos anos 20. O presidente Prestes comprou uma briga e colocou 12 negros no clube. Ganhou o campeonato de 1923 e os outros clubes se afastaram e fundaram uma liga paralela .

Em 1925 eles voltaram e o Vasco foi várias vezes campeão nesse período. Em 1927 inaugurou o maior estádio da América do Sul até então - São Januário. No Vasco jogaram os maiores jogadores da primeira metade do século XX como Fausto, Domingos da Guia, Zizinho e Leonidas da Silva. Todos negros.

JOAODO PULO O negro e o esporte no Brasil

Os 3 últimos depois iriam para o Flamengo onde alinharam num dos maiores times da história Rubro negra. Zizinho foi o melhor jogador da Copa de 50.

Domingos da Guia é o único brasileiro campeão no Uruguai e na Argentina. Jogou no Corinthians também. Pai de Ademir da Guia, também era conhecido como PAI DA BOLA pela sua habilidade. Leonidas foi o melhor jogador da Copa de 1938 e inventor da bicicleta.

Pelé foi o divisor de águas para o futebol brasileiro. Antes dele, segundo Nelson Rodrigues, existia um complexo de vira-latas. A seleção, ou o escrete nacional perdiam pela falta de garra. Com Pelé isso mudou e até hoje ele é reverenciado no mundo inteiro pelos seus feitos no planeta bola.

Faltam 1.353 dias para os Jogos do Rio 2016 e no dia da Consciência Negra temos que pensar nos grandes brasileiros que chegaram lá. Daiane dos Santos com seus saltos inovadores embalada pelo brasileirinho na ginástica; Rosabranca, Edson Bispo, Nene e Leandrinho do basquete; Robson Caetano, nosso primeiro medalhista na velocidade e os triplistas.

João do Pulo, medalhista olímpico e recordista mundial. Nelson Prudencio, prata e bronze na Olimpíada e o grande Adhemar Ferreira da Silva. Adhemar foi  professor de educação física, escultor formado, jornalista e relações públicas e advogado.

Atuou como a Morte no filme Orfeu Negro, baseado na peça de Vinícius de Moraes. O filme conquistou a Palma de Ouro em Cannes. Tri-campeão Pan-Americano e bi-campeão Olímpico, participou da maior final de triplo da história quando superou quatro vezes o recorde mundial nos Jogos de Helsinque -52. O soviético Cherbakov quebrou 3 vezes. Até hoje Adhemar é reconhecido como uma fora de série.

No dia da morte de Zumbi dos Palmares, parabéns a todos que fizeram a diferença na história do esporte do Brasil.

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