Posts de novembro/2012

Prata é pouco para Arthur Zanetti

zanetti450x338 Prata é pouco para Arthur Zanetti
Faltam 1347 dias para os Jogos Olímpicos do Rio 2016 e nesse caminho nosso ginasta de ouro se dividiu entre a satisfação e a decepção.

Ostrava, na República Checa é uma cidade industrial com muitas fábricas e quadras esportivas.

Lá tem imensos campos onde são demarcadas quadras de tênis ou handebol. Uma ao lado da outra.

Ostrava é a terra de Ivan Lendl, um dos grandes tenistas da história.

Lá foi o cenário de mais uma etapa da Copa do Mundo de Ginástica Artística.

Ciclo olímpico que deve mudar a vida de Arthur Zanetti.

Nas argolas veio a decepção - medalha de prata. O grego PETROUNIAS ficou com o ouro.

A satisfação com a prata foi conquistada no solo. Isso mesmo, Arthur foi prata na prova vencida pelo japonês SEJIMA.

Esse resultado surpreendeu a muita gente, já que o brasileiro sempre se preparou para a prova que exige a maior dose de força.

Já o solo é dominado pelas acrobacias e transições.

Arthur deve ser consagrado em dezembro como o maior atleta brasileiro de 2012.

Ele deve receber o prêmio Brasil Olímpico.

Muito justo.

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Nelson Prudêncio e o duelo histórico

nelson ok Nelson Prudêncio e o duelo histórico Salto vezes salto vezes salto. Equação matemática? Não. É a definição do salto triplo. Entrevistei várias vezes Nelson Prudêncio. Uma delas pouco antes dos Jogos de Moscou - 80 no Centro Olímpico de treinamento e Pesquisa em São Paulo.

Ele estava lá para acompanhar o treinamento do João do Pulo, pouco antes da Olimpíada. Nelson e João acompanharam os anos Saneyev, tri-campeão olímpico do Triplo em 68, 72, 76. Prudêncio tinha certeza que os soviéticos fariam tudo. Absolutamente tudo para que ele se tornasse tetra campeão olímpico.

E ele estava certo. Naquele dia, João me disse que Prudêncio o ajudou a quebrar o recorde mundial dos 17,89 m no Pan do México em 1975. Quantas histórias. Com sua morte,  ficam os feitos e a grande final do salto triplo dos Jogos do México-68 com o recorde mundial sendo superado 9 vezes. Saneyev,Prudêncio e o italiano Giuseppe Gentile deram um show durante 4 horas e sucessivas quebras de recorde mundial. Gentile fez 17,22 m no primeiro salto.

Prudêncio saltou 17,05 no segundo e Saneyev conseguiu 17,23 no terceiro. A grande marca de Nelson Prudêncio veio no quinto e penúltimo salto - 17 metros e 27 centímetros. Outro recorde mundial. Foi uma festa com todos os competidores festejando com Prudêncio, menos o soviético. Saneyev conseguiu 17,39 m no último salto. Recorde mundial e medalha de ouro.

Nelson Prudêncio foi recordista mundial durante 11 minutos. Em Munique - 72, Prudêncio saltou 17,05 m e ficou com o bronze. Há dias ele estava num coma irreversível e havia descoberto um câncer no pulmão há pouco tempo. Com a sua morte , a dinastia olímpica do triplo brasileiro não está mais entre nós. Nelson Prudêncio se foi e nós reverenciamos seus feitos. Fica bem, campeão.

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O negro e o esporte no Brasil

A 568 dias para a Copa do Mundo, o dia da morte de Zumbi dos Palmares leva a uma reflexão sobre o futebol brasileiro e quem melhor abordou isso foi Mario Filho. Ou Mario Rodrigues Filho, aquele que dá o nome ao estádio do Maracanã, irmão do escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues.

No seu livro, O Negro no Futebol Brasileiro, Mario Filho aborda os primeiros dias do futebol e os negros. A Ponte Preta teve o primeiro jogador no inicio do século XX. Miguel do Carmo era titular em 1900 e um dos fundadores do clube .

No Rio, Fluminense, Botafogo e Flamengo eram clubes da elite e o primeiro a colocar jogadores negros foi o Vasco da Gama no início dos anos 20. O presidente Prestes comprou uma briga e colocou 12 negros no clube. Ganhou o campeonato de 1923 e os outros clubes se afastaram e fundaram uma liga paralela .

Em 1925 eles voltaram e o Vasco foi várias vezes campeão nesse período. Em 1927 inaugurou o maior estádio da América do Sul até então - São Januário. No Vasco jogaram os maiores jogadores da primeira metade do século XX como Fausto, Domingos da Guia, Zizinho e Leonidas da Silva. Todos negros.

JOAODO PULO O negro e o esporte no Brasil

Os 3 últimos depois iriam para o Flamengo onde alinharam num dos maiores times da história Rubro negra. Zizinho foi o melhor jogador da Copa de 50.

Domingos da Guia é o único brasileiro campeão no Uruguai e na Argentina. Jogou no Corinthians também. Pai de Ademir da Guia, também era conhecido como PAI DA BOLA pela sua habilidade. Leonidas foi o melhor jogador da Copa de 1938 e inventor da bicicleta.

Pelé foi o divisor de águas para o futebol brasileiro. Antes dele, segundo Nelson Rodrigues, existia um complexo de vira-latas. A seleção, ou o escrete nacional perdiam pela falta de garra. Com Pelé isso mudou e até hoje ele é reverenciado no mundo inteiro pelos seus feitos no planeta bola.

Faltam 1.353 dias para os Jogos do Rio 2016 e no dia da Consciência Negra temos que pensar nos grandes brasileiros que chegaram lá. Daiane dos Santos com seus saltos inovadores embalada pelo brasileirinho na ginástica; Rosabranca, Edson Bispo, Nene e Leandrinho do basquete; Robson Caetano, nosso primeiro medalhista na velocidade e os triplistas.

João do Pulo, medalhista olímpico e recordista mundial. Nelson Prudencio, prata e bronze na Olimpíada e o grande Adhemar Ferreira da Silva. Adhemar foi  professor de educação física, escultor formado, jornalista e relações públicas e advogado.

Atuou como a Morte no filme Orfeu Negro, baseado na peça de Vinícius de Moraes. O filme conquistou a Palma de Ouro em Cannes. Tri-campeão Pan-Americano e bi-campeão Olímpico, participou da maior final de triplo da história quando superou quatro vezes o recorde mundial nos Jogos de Helsinque -52. O soviético Cherbakov quebrou 3 vezes. Até hoje Adhemar é reconhecido como uma fora de série.

No dia da morte de Zumbi dos Palmares, parabéns a todos que fizeram a diferença na história do esporte do Brasil.

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Doha quer os Jogos Olímpicos de 2024, o poder dos petrodólares

O discurso é o mesmo de sempre. Os dirigentes garantem que não vão construir elefantes brancos.

Então eles serão dourados, já que vão sobrar seis estádios da Copa do Mundo de futebol de 2022.

Vocês já pensaram o que vai sobrar de uma Olimpíada?

Doha ficou fora da disputa olímpica de 2020.

Madri, Tóquio e Istambul estão nessa briga.

A Espanha sediou os Jogos de Barcelona 92,Tóquio a Olimpíada de 64.

Caso Istambul fique com a sede Olímpica, Doha não terá chance em 2024.

E ainda tem uma novidade: O forte calor dos meses de junho e julho inviabilizam os Jogos nesse período.

Creio que as TVs europeias e norte-americanas não iriam gostar de uma grade olímpica em novembro, período de esportes de inverno.

Só os petrodólares poderão viabilizar a Olimpíada do deserto.

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Festa da Vela – Windsurfe continua no Rio 2016

wind Festa da Vela   Windsurfe continua no Rio 2016

Esporte brasileiro com maior número de medalhas de ouro, a vela comemora.

A RS X, popularmente conhecida como windsurfe, foi mantida na Olimpíada do Rio.

A substituição pelo kitesurf era dada como certa, mas aí, 67% do conselho da federação internacional votou e pressionou para que tudo ficasse como está.

Ricardo Winick, o Bimba, não irá mudar de classe.

Tri -campeão Pan-americano com os ouros de 2003, 2007 e 2011, além de um título mundial (2007), Bimba vai competir em casa

e tem boa chance de chegar ao pódio.

A regata da medalha será disputada ao lado da Marina da Glória e promete ser a mais próxima da margem em toda a história.

Melhor para o público, que vai acompanhar um esporte antes só captado por câmeras de TV.

A vela brasileira começa com o primeiro triunfo Olímpico no Rio 2016.

Afinal, o esporte já conquistou 6 ouros - 2 com Robert Scheidt, 2 com Torben Grael e 2 em Moscou - 80.

Essa foi uma vitória fora da água.

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Olimpíada 2016 matou o autódromo do Rio

jacarepagua Olimpíada 2016 matou o autódromo do Rio

O fim do autódromo do Rio encerra uma era aonde a capital carioca teve dois períodos em que foi o centro do automobilismo brasileiro. Na primeira fase, quando Interlagos fechou para uma reforma que levou quase dois anos, a então Guanabara e seu circuito antigo é que levava multidões ao autódromo e revelava pilotos. Depois da grande reforma, o circuito recebeu todas as categorias internacionais: F1, Moto GP, e a Indy. Créme de la Créme ou, simplesmente, o melhor do mundo do esporte a motor.

Na época em que o Rio sediava a F1, as festas eram as mais comentadas do circuito e, muitas delas, só acabavam quando o povo (bem não é a expressão mais exata) tinha de ir para o autódromo. Para os pilotos a etapa era aguardada com grande ansiedade e sempre com uns dias de férias. Para os pilotos baladeiros daqueles tempos muito mais interessantes da F1 o Rio era pura luz no circuito e a beleza do Rio nunca será igualada por nenhuma outra corrida, por mais interessante ou exótica que seja.

Nos boxes mulheres de biquínis e tops, shorts, bermudas e outras roupas de verão faziam com que a corrida fosse, praticamente, uma extensão da praia com uma programação chique. Um desfile de verão de enorme beleza num cenário único. Esse charme nem o GP de Mônaco tinha. Claro que um novo autódromo no Rio não trará esse glamour de volta, mas vamos torcer para que a parte esportiva: pilotos, mecânicos, chefes de equipe, jornalistas e principalmente o público tenham um local que mantenha a grandeza do Rio no Esporte a Motor com toda a tradição que os cariocas e brasileiros merecem.

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Rio 2016, mais mudanças

Até a semana passada, São Januário seria a casa do rugby nos Jogos Olímpicos do Rio, mas tudo mudou. O Vasco não enviou ao comitê organizador a papelada referente a reforma do estádio, licenças e garantias, assim, São Januário está descartado da Olimpíada. A solução é jogar o rugby na primeira semana de competição no Engenhão, antes do atletismo. Enquanto isso, o velódromo do Pan 2007 será desmontado e a pista transferida para Goiânia.

A reforma do velódromo para a Olimpíada custaria R$ 126 milhões e a construção de uma nova instalação, 134 milhões. Muitos eram contra essa solução e me incluo entre eles, mas a instalação atual não atende aos requisitos do caderno de encargos da Olimpíada. Lamentável que mais dinheiro público seja gasto e uma instalação com apenas cinco anos não sirva para a competição. Lá vai grana.

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Domingo sem a maratona de Nova Iorque

new york Domingo sem a maratona de Nova Iorque

O primeiro domingo de novembro está vazio, pela primeira vez não teremos a maratona de NYC. Fui um privilegiado. Assisti a prova de 1981 e o histórico recorde mundial de Alberto Salazar de 2 horas, 8 minutos e 13 segundos. Naqueles tempos sem Google e com muitas viagens, eu voltava com excesso de bagagem dos livros que comprava. 1981 foi o auge do duelo da meia distância entre Steve Ovett e Sebastian Coe e fui parar em Nova Iorque num desses acasos da vida.

Manhã bem cedo me posicionei no Central Park, longe da chegada e vi o cubano naturalizado americano passar em primeiro. Até hoje tenho o recorte  New York Times da segunda feira junto com outras dezenas de recortes de jornais  em duas caixas. Depois transmiti as 3 vitórias italianas nos anos 80 - O bi campeonato do Orlando Pizzolato em 84 e 85 e a vitória do Gianni Poli em 86.

Fase tão boa dos italianos que ainda Gelindo Bordin ficaria com o ouro na Olimpíada de Seul 88. Com a devastadora passagem do furacão Sandy não teremos a prova de 2012. Dezenas de milhares de corredores de todo mundo pagaram inscrição e não vão competir. A grande prova da longa distância do mundo não será realizada. O furacão conseguiu ofuscar a glória do esporte.

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