Publicado em 18/11/2011 às 15h03
Ali sente o peso dos golpes
O enterro de Joe Frazier mostrou Muhammad Ali diferente. Bem mais distante.
Pouco lembrava o tri-campeão mundial de boxe que desafiou a todos. Dentro e fora dos ringues.
Roma -1960
Cassius Clay conquista o ouro dos meio pesados.
Atlanta -1996
Muhammad Ali acende a pira olímpica com os braços tremendo.
Nos 36 anos de intervalo, Ali foi vitima de preconceito e três vezes campeão mundial dos pesados. O melhor da história.
Roma cultuou o boxe na sua Olimpíada. Parecia uma ODE aos gladiadores.
Atlanta foi o centro escravagista americano durante anos.
Em O Vento Levou, Margareth Mitchell descreve as propriedades com suas centenas de escravos.
A Roma do passado cultuava as lutas.
A Atlanta do passado dependia dos negros escravos.
O Vento Levou trata da batalha de Atlanta na Guerra Civil americana do século XIX. O maior triunfo da guerra do norte contra o sul dos Estados Unidos.
Ali acendendo a pira era o triunfo do pobre negro escravo em meio à aristocracia sulista.
Era a prova viva que todos os homens são iguais.
O reconhecimento a um atleta imortal.
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