Publicado em 02/10/2011 às 10h06
Brasil arrasador no basquete feminino
Acompanhei todos os Pré-Olímpicos da Paula e Hortência tentando levar o basquete feminino aos Jogos Olímpicos. Varna, na Bulgária, em 1980 foi o primeiro. Mas o time era novo e baixo, com poucas chances contra as europeias.
Em Santiago de Cuba, em 84, fomos bem melhores. Jogamos de igual para igual com a Iugoslávia, mas ficamos fora das finais.
Em 1988, Cingapura já via Paula e Hortência como duas das melhores do mundo, só que o resto do time era inferior.
Foi só com a explosão da Janeth no Goodwill Games de 90 e a medalha de bronze que finalmente entramos na briga por uma vaga em Jogos Olímpicos.
O Pan de Havana, em 91, e a vitória contra os Estados Unidos constataram isso. A final foi contra a Cuba de Fidel e a vitória era esperada.
O passaporte olímpico só veio em Vigo, na Espanha, em 92, pouco antes dos Jogos de Barcelona.
O Brasil feminino se tornou realidade.
Com Paula, Hortência e Janeth vieram o título mundial em 94 e a prata olímpica em Atlanta 96.
Desde Barcelona as mulheres do basquete feminino do Brasil vão a Olimpíadas.
O Pré-Olímpico da Colômbia só atestou isso.
Com Érika jogando muito, a vitória contra a Argentina ficou fácil: 74 a 33.
Um massacre do jogo coletivo brasileiro.
Agora, passaporte carimbado para os Jogos Olímpicos em 2012.
As mulheres estarão em Londres onde o basquete conquistou a primeira medalha de um esporte coletivo. Foi em 1948, com o time de Algodão e Ruy de Freitas.
Quem sabe nossas meninas não chegam ao pódio?
É mais um sonho olímpico.
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