Publicado em 11/09/2011 às 10h05
Yes, nós vamos a Londres
O final do jogo com a Republica Dominicana tirou um peso do nosso esporte.
Quinze anos fora dos Jogos Olímpicos. A maior competição mundial.
83 a 76 foi o placar, num jogo em que dominicanos mostraram força, tática e habilidade.
A vitória brasileira coloca o basquete num embate histórico: É que foi em Londres-1948 que o basquete do Brasil conseguiu a sua primeira medalha num esporte coletivo.
O pós guerra da Olimpíada de 1948 mostrou um time brasileiro forte com o jovem Algodão, que dá o nome ao ginásio de Campo Grande - Miésimo da Silva.
Outro grande nome do Brasil de Londres-48 foi Ruy de Freitas.
Ruy tinha um estilo semelhante ao Marcelinho Huertas. Armador agressivo que invadia o garrafão e fazia muitas cestas.
Hoje Marcelinho Huertas é o condutor do Brasil e Marcelinho Machado, o finalizador.
Mas para mim, quem mudou o time foi o técnico argentino Ruben Magnano.
Todos os treinadores anteriores tiveram esses jogadores.
Mas só ele fez a diferença.
E justamente diante de uma das maiores equipes do mundo, a Argentina, ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e bronze em Pequim 2008.
Magnano forjou a geração argentina mais vencedora da história. A equipe da década 2001-2010.
Aí mudou a forma de jogar do Brasil para um estilo moderno, baseado na defesa.
Extraiu leite de pedra, pois brasileiro não gosta de defender em nenhum esporte coletivo.
Don Ruben mudou a mentalidade e conseguiu colher os frutos.
O Brasil vai para os Jogos Olímpicos e ele foi o artifice da façanha.
Um argentino nos conduziu de volta aos Jogos Olímpicos.
Agora é tentar repetir Londres 1948 e sair com uma medalha.
Afinal, a história não é a mestra da vida ?
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