Publicado em 08/09/2011 às 12h21
Não chores por mim Argentina… Olha o basquete do Brasil aí, gente
O caminho dos Jogos Olímpicos de Londres não é fácil para nenhum esporte. Imaginem então para o basquete masculino brasileiro que não garante vaga em uma Olimpíadas desde o jogos de Atlanta, em 96. A última de Oscar, o mão santa.
De lá para cá foram repetidos fracassos nos Pré-Olímpicos de Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008.
Neste novo milênio surgiu uma força mundial no basquetebol e bem ao nosso lado: a seleção Argentina.
Para a Fiba - Federeção Internacional de Basquetebol, os argentinos formaram a equipe da década de 2001-2010.
Vice campeões mundiais em 2002 e campeões olímpicos em Atenas 2004, até hoje eles têm craques desses times, como por exemplo, Ginóbili, Nocioni e Scola.
Mas o Brasil de Don Rubén Magnano entrou com tudo no caldeirão do ginásio Ilhas Malvinas. Bom nome para uma guerra travada dentro da quadra.
De um lado a seleção argentina, ouro nos Jogos de Atenas e bronze em Pequim 2008. Do outro lado a seleção brasileira, há 15 anos sem confirmar presença em uma Olimpíadas e também há 16 anos sem ganhar dos argentinos.
O jogo foi muito equilibrado e Rafael Hettsheimeir, jovem pivô brasileiro, desequilibrou, marcou 19 pontos e ainda tirou Scola com cinco faltas.
Os momentos finais foram angustiantes, pois os argentinos colaram no marcador, mas acabaram caindo. O placar foi 73 a 71.
Foi a maior vitória do basquete masculino nos últimos 20 anos. O Brasil ganhou da Argentina, dentro da Argentina e dirigido por um argentino.
Gracias, Don Ruben.
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