Publicado em 12/08/2011 às 12h49
O Pan inesquecível do basquete feminino
Nessa semana, Fidel Castro completou 85 anos. A maior vitória do basquete feminino no Pan foi há 20 anos, e com Fidel.
Havana - 91 foi um Pan fantástico. O Caribe embalou Hortência e Paula rumo a grande conquista. Para mim, o principal jogo foi o primeiro, contra os Estados Unidos. A última derrota de uma seleção americana numa competição oficial foi nos Jogos Olímpicos de Montreal - 76, quando a gigante soviética Uliana Semenova garantiu o ouro, do alto dos seus 2,10 metros.
A partir daí, as norte-americanas ganharam tudo: Pan, Mundiais e Olimpíadas de 84 e 88. Invictas em 42 jogos oficiais. O Brasil venceu na estreia por 87 a 84. Vitória épica. Embaladas pelo resultado, as brasileiras foram para a final no dia 11 de agosto de 1991, contra a seleção de Cuba, dona da casa.
Todos os jornalistas brasileiros que foram a Havana estavam no ginásio. Pouco mais de 20. Fidel Castro desfilou pela quadra antes do jogo. Cumprimentou a torcida brasileira e saudou os jornalistas. O jogo de cena estava feito. Milhares de torcedores gritavam Cuba, Cuba. Um caldeirão fervente. No Inicio do jogo, as cubanas botaram pressão. As brasileiras jogaram com garra e emoção.
Ruth, Marta, Leila, Janeth e as inspiradas Paula e Hortência passaram a controlar o jogo. Na época, a precisão das duas era inigualável no mundo. Elas comandaram a vitória. A conquista do ouro. Final do jogo: Brasil 97 x Cuba 76.
Fidel Castro brincou com Paula e Hortência e não queria entregar as medalhas para as brasileiras. Mas, as 20 mil pessoas presentes naquela final aplaudiam o time do Brasil e sua conquista. Todos nós sabíamos que era um momento histórico para o esporte. Um feito sem precedentes. Fui um privilegiado por estar lá.
Aquele domingo coroou o Pan 91. E virou história.
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