Eu vi Nadal. Eu vi Bjorn Borg

tênis nadal hg 20110605 Eu vi Nadal. Eu vi Bjorn Borg

Roland Garros entrou para o mapa do nosso tênis com os três títulos do Guga. O torneio com seu glamour entrou para o imaginário dos brasileiros que imaginavam o verão em Paris.

Os triunfos do Guga Kuerten foram mostrados pela TV Record com o grande Rui Viotti na narração, principal responsável pela minha paixão no tênis.

Antes do tri-campeão Guga tivemos outros com três títulos nos anos 80, como Ivan Lendl e Matts Wilander. E antes deles tivemos um hexa-campeão: Bjorn Borg.

Seis campeonatos em Roland Garros e cinco em Wimbledon transformaram o sueco Borg num dos maiores jogadores de todos os tempos. Seu primeiro título no aberto francês veio em 1974, quando tinha apenas 17 anos.

Todos os analistas daquele tempo afirmavam que ninguém mais chegaria ao hexa com tantos jogadores eficazes surgindo. Isso até Rafael Nadal.

Aos 25 anos de idade recém completados, o espanhol não conhece limites no saibro, a mais lenta das superfícies. A final de 2011 contra o maestro suiço Roger Federer mostrou isso.

Nadal tinha dois adversários: Federer e o ranking mundial. Sim, porque se perdesse ficaria em segundo, atrás de Novak Djokovic.

O vencedor levou um milhão e duzentos mil euros. Federer ficou com a metade, 600 mil euros.

Mais importante que o dinheiro foi o sexto título. Nadal se igualou a Borg e tudo indica que chegará ao sétimo título antes do final da sua carreira.

Rafa Nadal é o atual campeão olímpico, título conquistado em Pequim 2008. A medalha de ouro foi vista por mais de 1 bilhão de pessoas na China e no resto do mundo.

A maior audiência da história do tênis. Nada mal para Nadal, que sonha em se tornar o maior de todos os tempos. O número um da história.

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