Publicado em 17/12/2010 às 12h40
OCTA – Parabéns ao Palmeiras e ao Santos
Falar em unificação dos títulos nacionais significa obrigatoriamente mencionar o nome do Santos.
Desde que a estatística do futebol foi desenvolvida, a partir da COPA de 1958, foram criadas as principais competições de clubes do mundo: A Copa da Uefa, ou Liga dos Campeões ou ainda Campeonato Europeu de Clubes e a Libertadores da América por aqui.
Aí surgiram os primeiros campeões continentais. Ora, para se chegar ao campeão do continente era necessário um título nacional, que em nosso país era a Taça Brasil. O Palmeiras foi beneficiado por isso.
Seu ano de ouro foi em 1967. Ganhou tudo que disputou. Campeonato Paulista, Robertão e Taça Brasil - O time com uma ou outra mudança era Waldir, Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari- Zequinha (Dudu) e Ademir da Guia- Gallardo (Gildo) Servilio, Tupãzinho (Cesar) e Rinaldo.
Em 1967 esse Palmeiras superou o Santos de Pelé e o Cruzeiro de Tostão. Mas em 1968, perdeu o confronto para o Estudiantes de La Plata na Libertadores. Ganhou o primeiro jogo em São Paulo por 3 x 1 e perdeu os outros dois na Argentina por 2 x 0 e 2 x 1.
Já o Santos ganhou tudo o que disputou. Para aqueles que têm curiosidade, vale a pena dar uma espiada no filme Pelé, O Eterno de Anibal Massaini. Lá existem centenas de gols de Pelé, a maior parte no Santos.
Em 62 e 63, o Santos ganhou o Mundial Interclubes contra o Benfica e o Milan. O último grande ano do Santos de Pelé foi 1968. Ganhou tudo: Campeonato Paulista, Robertão (Taça de Prata), Recopa das Américas, Octogonal do Chile, Pentagonal de Buenos Aires, Quadrangular de Roma.
Nesses torneios, jogaram equipes como Boca Juniors, River Plate, Benfica, Penãrol, Nacional de Montevidéo, Bayern de Munique, Internazionale, Milan, Roma, Colo-Colo, Universidad do Chile.
Nesse ano de 68 cedeu à defesa da seleção brasileira que jogou contra Uruguai, Peru, Alemanha Ocidental, Polônia, Iugoslávia, Portugal e Tchecoslováquia. A defesa titular do Santos foi para a seleção - Claudio, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel e Rildo.
Na época, os técnicos Aymoré Moreira e Zagallo montaram um meio campo com canhotos: Gerson, Rivellino e Tostão no meio campo e ainda Rogério, Jairzinho e Edu (Santos) no ataque.
Enquanto isso, o Santos foi excursionar com os goleiros Gilmar e Laercio; os zagueiros Ramos Delgado, Marçal e Oberdan, os laterais Haroldo e Turcão; os meninos Clodoaldo e Negreiros no meio campo; o coringa Lima e os atacantes Toninho Guerreiro, Abel e Pelé.
Detalhe: no tempo da Taça Brasil e do Robertão, o futebol brasileiro ganhou três Copas do Mundo - 58, 62 e 70. Nos tempos do Brasileirão, duas - 94 e 2002. Pelé esteve e marcou nas 3 Copas. Conduziu o Santos a duas Libertadores e dois mundiais.
Ganhou 5 Taças Brasil e 1 Robertão. E será que Pelé nunca foi campeão brasileiro? Não foi campeão nacional?
Veja mais:
+ Leia mais sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:










