Publicado em 16/11/2010 às 11h08
Muralha russa acaba com o sonho
A seleção brasileira de vôlei feminino evoluiu muito.
Opa!! Como evoluiu? Elas perderam na final do mundial e são as atuais campeãs olímpicas, não é?
Elas evoluíram sim. Afinal nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, o time contava com o ataque fulminante da grande Paula Pequeno e da armação perfeita da Fofão.
Armação. Armadora. Levantadora. Todas as bolas passam por ela, que tem que distribuir com eficiência o jogo e forçar os ataques de meio.
Nesse quesito, Fofão é fora de série. Ela arriscava os levantamentos no meio, aqueles que quebram a ação do bloqueio e tiram o ânimo das adversárias.
Fofão não joga mais na seleção e Fabiola é conservadora. Poucas bolas no meio e muitas na ponta. Aí está a questão: Como a Rússia joga? Bolas altas na ponta, como a antiga União Soviética.
E nesse jogo de bolas altas, Natalia, Sheilla e Jaqueline não foram páreo para a gigantesca Gamova, que do alto dos seus 2,02 mts comandou a muralha russa para mais uma conquista.
Nesses dois últimos anos, as campanhas do masculino e feminino nas maiores competições foram parecidas. O feminino foi ouro em Pequim 2008 e o masculino, prata. Nos mundiais, a situação se inverteu.
Ouro para os homens e prata para as mulheres. A adaptação do levantador foi vital no time masculino e deixou a desejar no feminino.
Guadalajara 2011 e Londres 2012 vão mostrar como o feminino irá se comportar com as novas levantadoras. As sucessoras de Fernanda Venturini e Fofão.
A única verdade no esporte é que o tempo passa e a reposição de talento não acontece com facilidade.
Até hoje não vi nenhum substituto para Pelé e Michael Jordan. No vôlei não é diferente.
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