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Mundial de Vôlei: Brasil entrega o jogo

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O camisa 9 Theo atua como oposto



No dia 2 de outubro de 2009, o Brasil festejou a conquista da sede olímpica para o Rio-2016. Ontem, sábado (2), o vôlei brasileiro entregou o jogo para a Bulgária e escolheu os adversários.

Mas o que está acontecendo no mundial de vôlei da Itália?

Muito simples. Os italianos e a federação internacional fizeram um campeonato com chances de recuperação em chaves de três, ao invés dos confrontos diretos eliminatórios, como nas Olimpíadas.

A Itália fez isso para escolher adversários e voltar à hegemonia mundial do esporte. Os italianos têm oito títulos da Liga Mundial e dominaram o esporte nos campeonatos mundiais de 1990, 1994 e 1998.

Cenário construído e uma surpresa: a República Checa vence os Estados Unidos. Visivelmente, os norte-americanos entregaram o jogo.

E Rússia e Espanha?

Os russos ganhavam por 2 x 0, então o técnico mudou o time e tomou a virada da Espanha, 3 x 2. Na armação da tabela, se os resultados fossem normais, o Brasil terminaria como primeiro do grupo N e jogaria com o primeiro colocado do grupo I, a Rússia e o segundo do grupo e H, Cuba.

Três favoritos ao título amontoados para apenas um passar as semifinais. Depois das derrotas dos Estados Unidos e da Rússia, foi a vez do Brasil.

Mas a Bulgária também queria entregar. Tanto que não escalou Zhekov (levantador) e Salparov (líbero) e, durante o jogo, tirou Mikhaylov e o atacante Kaziyski ficou no banco.

Com apenas um levantador no mundial, Bruninho, o Brasil improvisou Théo na posição. E qualquer pessoa com conhecimento mediano do esporte sabe que não se ganha jogos de alto nível sem levantador.

 A evolução do esporte levou ao esquema 5 x 1, com cinco atacantes e um levantador. Toda a armação de jogada passa por ele. É a alma de uma equipe. Sem o armador de oficio é impossível vencer. E foi o que aconteceu.

Ocorre que a Bulgária também queria perder e todos ficaram expostos.

Os italianos ficaram alucinados junto com o resto do mundo.

A farsa expôs o bicampeão do mundo, o Brasil. Afinal, até os bicampeões mundiais escolhem adversário?

Cuba venceu o Brasil na classificação e os cubanos sempre jogam bem.

Nas finais da Liga Mundial em 1994, o Brasil do técnico Zé Roberto venceu Itália e Cuba por 3 x 0, em Turim, e nas semifinais em Milão, perdeu para os cubanos por 3 x 2. Na época, o Brasil era o campeão olímpico de Barcelona, em 1992, e vencedor da Liga Mundial, em 1993.

Os 3 x 0 da Bulgária tiveram repercussão internacional e o peso do Brasil no ranking da modalidade foi decisivo.

Giba declarou que foi uma mancha negra na sua carreira.

O super técnico Bernardinho disse que todos tem que ver o que está acontecendo nesse mundial. Mas foi horrível para ele.

Mas a legenda do capitão búlgaro foi a mais forte: “Ainda não entendi o motivo do medo do Brasil em enfrentar a pequena Cuba e isso não é ironia. É uma afirmação.”

Brasil jogará em Roma, local das finais, contra a República Checa e a Alemanha. Fugiu de Cuba, mas vai encarar a Alemanha, que venceu a seleção de Bernardinho duas vezes antes do mundial.

E agora, o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

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