E o tênis brasileiro?

Thomaz Bellucci blog E o tênis brasileiro?

Thomaz Bellucci era o mais bem ranqueado em Chennai, Índia



Essa semana foi negra para o tênis e a sua principal competição entre países, a Copa Davis.

O Brasil foi para Chennai, na Índia, para tentar sua volta para o Grupo Mundial, que tem Suíça, França, Argentina, Sérvia, Estados Unidos, entre outros. Tem também a Espanha, de Rafael Nadal.

Há anos o tênis brasileiro tenta voltar à elite, mas dessa vez tudo começou bem.

A Davis é um confronto entre países com cinco jogos: duas simples no primeiro dia, dupla no segundo e os dois jogos de simples restantes no terceiro dia. Cada jogo vale um ponto.

A história é caprichosa. O Brasil já tinha encarado a Índia em 1967, na semifinal mundial. Eram outros tempos, e nosso time jogava por música - os gaúchos Thomaz Koch e Edson Mandarino.

Para chegar à Índia, eles tinham despanhado os EUA, com Dennis Ralston, e o grande Arthur Ashe, campeão de Wimbledon, que dá nome a principal quadra do US OPEN.

Mas Koch e Mandarino não resistiram aos indianos, que jogaram na grama, e o Brasil foi derrotado.

Só que o Brasil de 2010 saiu na frente - duas vitórias no primeiro dia (2 x 0). Bastava mais uma vitória para o Grupo Mundial. Aí começou o amargo pesadelo.

Nas duplas, a esperada vitória da Índia sobre Marcelo Melo e Bruno Soares. Brasil 2 x Índia 1.

Aí, o jogo entre Somdev Dewarman contra o número 1 do Brasil, Thomaz Bellucci, 27º do ranking da ATP. Isso mesmo, 27º de um ranking que tem Nadal em primeiro, Djokovic em segundo e Federer em terceiro.

Bellucci não aguentou. Depois de perder o primeiro set no tie break, ele estava mal e o especialista em duplas Dewarman chegou aos 4 x 0.

Aí aconteceu algo que nunca o Brasil tinha passado. O abandono de um confronto. Bellucci desistiu. O mais bem ranqueado em Chennai abandonou o jogo. Aí a série ficou empatada em 2 x 2.

Ricardo Mello, abatido com o que presenciou, não resistiu ao indiano Bopana e perdeu por 3 sets a zero (parciais de 6-3, 7-6 e 6-3).

Resultado final: três vitórias para a Índia, duas para o Brasil.

A Índia vai para o Grupo Mundial, enquanto o Brasil volta para a zona americana e começa tudo de novo.

Começar de novo é nome de música, mas retrata o panorama do tênis brasileiro, que já viveu dias de glória com Guga e Maria Esther Bueno.

Na década de 90, o país tinha quatro torneios ATP e via algus dos melhores jogadores do mundo. Hoje, o único ATP, o Brasil Open é realizado na Costa do Sauípe, longe dos grandes centros e do público.

A esperança é a Arena do Tênis, que será construída no Rio para as Olimpíadas de 2016. Isso e os programas do Comitê Olímpico, que buscam talentos jovens, porque não dá para ficar como está.

Não dá.

Veja mais:

+ Tudo sobre esportes no R7
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7