Publicado em 30/08/2010 às 20h57
Yes, nós temos basquete
O Mundial de Basquete da Turquia está sendo uma revelação para nós brasileiros. Primeiro, porque estamos vendo e admirando um argentino dirigindo o time. Dirigindo com competência.
A ideia da equipe comandada pelo argentino Rubén Magnano era segurar ao máximo os adversários. Mostrar uma boa defesa e pressionar no ataque.
Rubén Magnano conhece. Foi sob sua batuta que a Argentina foi prata no mundial de Indianapolis, em 2002 e conquistou a medalha de ouro olimpica, em Atenas 2004. Foi o primeiro técnico que bateu o DREAM TEAM dos profissionais americanos.
Criticado quando assumiu a seleção brasileira, ele prometeu trabalho e garra. Isso o Brasil mostrou em quadra.
O time está unido em torno de um ideal e num esporte coletivo isso faz a diferença. Num esporte como o basquete então, ganha outras proporções.
Marquinhos, Leandrinho e Tiago Splitter encheram os olhos.Tiago Splitter, ano passado , foi o melhor pivo na Europa.Ele fêz o duplo-duplo contra os EUA - 13 pontos e 10 rebotes.
No final , a vitória escapou por detalhes e os erros de lance livre do Marcelinho Huertas, que propiciariam a prorrogação mostraram um time encorpado, que jogou desfalcado. Estados Unidos 70 x Brasil 68.
O companheiro de garrafão de Splitter ainda está machucado. Ou vocês não acham que Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, não é titular absoluto?
Varejão é grande defensor, joga na NBA e deve entrar contra Eslovenia e Croácia no momento de afirmação dessa geração.
Pela primeira vez, em 14 anos , o Brasil pode passar por um pré-olimpico e chegar às Olimpíadas de Londres 2012.
A última vez que o basquete masculino esteve numa olimpíada foi em Atlanta-96 com os arremessos de Oscar, o mão santa.
Hoje, Leandrinho, Splitter e Varejão podem escrever mais uma bela página da história desse esporte emocionante.
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