Esporte olímpico e a volta aos anos 70

Na década de 70, quando cobri minha primeira edição dos Jogos Olímpicos (Montreal 76 daqui do Brasil), o esporte olímpico aqui ainda era chamado de “esporte amador”, alcunha terrível para uma situação que não espelhava a realidade, já que em muitas modalidades como basquete e o vôlei os atletas recebiam para jogar.

Tudo bem, não eram os salários de hoje, muito menos podiam se dar ao luxo de largar seus empregos para treinar o dia todo. Via de regra, a receita era estudo e trabalho ou só o último de dia e treinos à noite. Não foram poucas as vezes que alguns de nossos melhores atletas pediram dispensa das equipes nacionais para não perderem seus empregos ou bombarem por faltas na faculdade. Muito longe da realidade atual.

Hoje existe uma coisa em comum com esses tempos: as instalações militares como base das equipes nacionais. CEFAN, Escola de Educação Física do Exército e a Ilha das Cobras equipamentos utilizados pelas seleções nacionais para seus períodos de treinamento e concentração em décadas passadas estão – à exceção da ilha – socorrendo as equipes brasileiras que estão sem equipamentos no Rio em razão das demolições e reformas.

A Escola Naval vai receber investimentos no valor de 350 mil reais para melhoria de equipamentos e instalações que hospedar as equipes de vela, nado sincronizado, polo aquático e tiro na sua preparação para os Jogos de 2016.

O local durante os Jogos será a sede da equipe de vela brasileira e era pleiteado pela Austrália, Grã Bretanha e Estados Unidos sendo essa a primeira competição olímpica vencida pelo Brasil. Feito de Marcus Vinícius Freire Diretor Superintendente do COB e ex-atleta de voleibol que desde a seleção juvenil frequentou as instalações militares.

Tomara que as instalações ajudem o esporte brasileiro. Tomara mesmo.

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Solução definitiva ou seleção definitiva?

ok ok Solução definitiva ou seleção definitiva?

Faltam 393 dias para a Copa do Mundo e 30 dias para a Copa das Confederações.

Felipão deixou fora Ronaldinho Gaúcho, Pato,Tardelli, Jô e Ramires e R10, o melhor jogador em atividade no País.

Milhões não acreditam no que houve.

Felipão declarou que não fala sobre os jogadores que não estão na lista.

Postura igual a da Copa 2002 quando o Brasil pedia Romário.

Campeão mundial na Àsia sem Romário e com Rivaldo e Ronaldo Fenômeno arrebentando.

Ninguem mais tocou no assunto da ausência de Romário.

Mas agora é diferente.

Seleção, o nome já diz.Tem que reunir o que o País tem de melhor.

Assim fica mais fácil para os adversários na Copa das Confederações.

México, Japão e Itália agradecem a convocação.

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Reformas e puxadinhos

Enquanto no Rio o esporte fica sem equipamento para os atletas cariocas treinarem, São Paulo, cada vez mais, soma eventos e talentos a seus clubes e empresas. As equipes paulistas de atletismo e natação nunca estiveram tão cariocas.

Sem a pista de atletismo do Célio de Barros, o Engenhão passou a ser o único equipamento de alto nível para treinamento no Rio e a previsão da volta do estádio ao uso está confusa.

O prazo de obras é de dois meses segundo a Prefeitura, mas isso só pode ser confirmado após o laudo definitivo sobre as necessidades da obra. Ué prazo de reforma antes de laudo técnico? Parece até que estão conversando com o pedreiro da esquina para resolver fazendo um “puxadinho” na cobertura do estádio. Aliás, as obras com “puxadinhos” são a tônica dos grandes eventos que vem por aí: aeroportos, rodovias, etc e tal. Deve ser a maneira de mostrar mais um lado de nossa capacitação à informalidade.

Já fiz várias viagens antes de cobertura de Jogos Olímpicos para ver as obras sendo feitas para receber esse evento que é, sem dúvida alguma, o maior do planeta e cada vez que me lembro dessas jornadas fico cada vez mais preocupado com andamento das coisas por aqui. Não que falte vontade ou disposição, muito pelo contrário, mas o atropelo com que as coisas são feitas sempre se justificando a urgência lembra muito um caso ocorrido na minha infância.

Nossa rua era calçada com paralelepípedos, foi reformado o calçamento e, tão logo este terminou semanas depois chegou uma equipe do então DAE para abrir valas imensas e realizar obras de água e esgoto. Surpreso ao ver do que se tratava perguntei ao meu pai o porquê de se quebrar um trabalho que havia sido acabado de ser feito e se não era melhor ter feito os buracos antes do calçamento. Meu pai riu e disse: “Você só tem sete anos. Mas já tem razão. Isso se chama falta de planejamento”.

Parece que as obras do engenhão também serão feitas em duas etapas: primeiro a cobertura; aí se devolve o estádio ao uso e depois, afinal temos bastante tempo, as obras para os Jogos Olímpicos. Aí claro se para tudo de novo.

Haja cimento e paciência...

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Maracanã, demolições e legado

14 27 11 42 file Maracanã, demolições e legado
Agora está aparecendo a ponta do iceberg sobre as demolições no entorno do Maracanã que atingem o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Julio Delamare além da Escola Arthur Friedenreich. Especulação imobiliária. Pura e simples, mas cara, muito cara para todos os brasileiros...

O IPHAN autorizou a demolição dizendo que apenas o Estádio Mario Filho e o ginásio do Maracanãzinho são tombados e que os outros equipamentos podem, bem, ir ao chão e virar estacionamento, área de circulação e não se surpreendam se surgir um centro de compras também.

Nawal El Moutawakel, membro do COI, questiona se a demolição é, apenas, para viabilizar economicamente a operação do "Maraca" pelo vencedor da licitação, que ao que tudo indica, deve ser o grupo liderado pela IMX de Eike Batista. Logo a conclusão simples e direta é a da especulação imobiliária e mercantilista. Ora o complexo poderia ser desmembrado e os estádios de natação e atletismo continuariam com o município, além da escola seguir com suas atividades normalmente. Afinal a educação e a formação das crianças são prioridades no Brasil.

Curioso é que em outra área olímpica já em poder do Grupo X, a Marina da Glória, também se fala da diminuição de vagas para barcos em detrimento de um shopping? Ué, marina não é lugar para barcos????

Parece que o jogo do Banco Imobiliário da Cidade Olímpica subiu à cabeça de alguns e está trazendo uma limpeza dos equipamentos que não interessam, pois não foram construídos por quem está aí no momento e novas obras sempre atraem novos recursos.

Aliás, cabe a pergunta às “otoridades” de plantão: Serão construídas novas instalações? Claro que a conta vocês já sabem quem paga...

Esse é o X da questão.

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Legião Estrangeira Olímpica

O congraçamento de atletas de todos os povos numa Olimpíada está ficando cada vez mais próximo. Talvez até no desfile de uma única delegação olímpica.

Na última edição dos Jogos, a Grã-Bretanha, sede da competição, teve atletas de nada menos que 35 países, muitos dos quais era da comunidade britânica.

China, Estados Unidos, Sudão e Cuba estão entre as nações que “cederam” talentos ao país anfitrião. Do total de 542 atletas britânicos que disputaram os jogos, 62 eram “novos britânicos”.

Essa invasão domina muitos outros países, não nessa proporção e principalmente nas modalidades de tênis de mesa onde uma parcela significativa de nações participantes utiliza o concurso de chineses naturalizados.

Já o badminton proporcionou o dito “momento marmelada” nos Jogos de 2012 quando quatro duplas foram desclassificadas ao amolecerem em seus jogos para pegarem adversários mais fracos mais adiante na competição. Algo inaceitável para uma Olimpíada.

Ao abrir o país para um atleta ter a possibilidade de participar de uma edição dos Jogos Olímpicos, muito mais que o resultado imediato a visão deve ser de longo prazo. O legado que a vinda desse talento trará para o desenvolvimento da modalidade isso é algo pelo que vale a pena trazer um talento de fora.

Caso contrário entra em ação o puro e simples apelo e interesse comercial calçado no poderio econômico e as “Legiões Estrangeiras” participam por outros países apenas pelo dinheiro e, em muitos casos, por não serem os melhores em seus países de origem.

Congraçamento e união são ideais olímpicos e de todo o esporte. Já o mercantilismo deve ser banido para o bem do esporte olímpico.

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Rio 2016: Faltam 1200 dias

rio2016 ok Rio 2016: Faltam 1200 dias

Pouco tempo e tanto a ser feito.

Muitos pensam que os Jogos Olímpicos vão se acertar na véspera como a Copa das Confederações e a COPA DO MUNDO, mas não é assim.

São muitas construções e obras de infra estrutura que viabilizam o evento e tudo está ligado.

Os eventos serão realizados em Deodoro, Maracanã, Praia de Copacabana e na Barra, onde será a maioria das novas obras.

Condomínio Riserva Uno de golfe, centro olímpico de treinamento, estadio olímpico de desportos aquáticos, velódromo e centro olímpico de tênis serão as novas construções.

A partir de outubro, o COI - Comitê Olímpico Internacional - irá avaliar o andamento das obras esportivas.

As obras de infraestrutura começam hora com a Transcarioca, um importante corredor de ônibus BRT que vai ligar a Barra ao aeroporto Tom Jobim(Galeão) e a Transolímpica, via expressa que vai ligar a Barra e o Recreio dos Bandeirantes até Deodoro, semelhante a linha amarela, e vai desafogar o trânsito da zona oeste para a Avenida Brasil.

1200 dias para os Jogos Olímpicos e o prazo vai sendo apertado. O que poderia ser feito num ritmo de maratona terá que ser em alta velocidade.

Tomara que dê tudo certo.

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Memória olímpica em São Paulo

hArquivo 1024x682 Memória olímpica em São Paulo

Esta semana foi inaugurada a exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, que vai até 30 de junho na Galeria de Arte do SESI, na Avenida Paulista, em São Paulo.

É uma viagem pela história dos jogos. Tochas, medalhas – dentre elas as de nosso bicampeão Adhemar Ferreira da Silva – conquistadas em Helsinki 52 e Melbourne 56 em dois dos maiores momentos da história do espore brasileiro.

Para os que não sabem, Adhemar foi o criador da volta olímpica, em 52, numa prova onde por sete vezes o recorde olímpico foi batido. Três vezes pelo russo Leonid Sherbakov e quatro por Adhemar. O estádio inteiro começou a gritar “Da Silva, Da Silva”. Adhemar pegou uma bandeira e deu a volta saudando o público.

Um discurso de Pierre de Fredy, o Barão de Coubertin, também faz parte do acervo exposto, assim como o uniforme utilizado por Roger Federer nos Jogos de Pequim, em 2008.

Os mascotes são um capítulo à parte. O urso Misha que chorou ao término dos Jogos de Moscou 80 e a águia Sam da edição de Los Angeles 84 estão próximos como se não houvesse acontecido o triste boicote nessas duas edições olímpicas mostrando que o esporte é fator de união e congraçamento.

Uma celebração à vida.

Vá e viaje. Vale muito a pena!

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Rio e Cruzeiro, a decisão do vôlei masculino

volei ok Rio e Cruzeiro, a decisão do vôlei masculino

Maracanãzinho estará lotado. Os ingressos esgotaram em menos de 24 horas. A Superliga mostrou sua força no primeiro ano do ciclo olímpico RIO 2016. Final feminina foi espetacular. Agora é a vez dos homens. Rio x Minas. Rjx x Sada. Equilíbrio total. O duelo dos levantadores será um espetáculo a parte: Bruno x William coloca os melhores do Brasil frente a frente e projeta um grande futuro para a seleção brasileira e que venha a final.

E as mudanças no vôlei?

Não existe um só brasileiro que acompanhe esportes (e até os muitos eventuais que só assistem grandes competições) que não coloque o vôlei brasileiro como potência olímpica com chance de medalhas em todas categorias de quadra e praia para 2016 no Rio. Primeiro esporte a receber investimentos maciços de empresas, o vôlei tornou-se uma paixão nacional e os resultados vem desde os anos 80 no maior ciclo vitorioso do esporte nacional em todos os tempos.

Giovane foi o responsável pela existência do time do SESI. Ele foi quem viu a janela de oportunidade quando a equipe que comandava, a UNISUL acabou. Ligou para Paulo Skaf e apresentou seu projeto. Vendeu a ideia e formou o time. Ainda no ano da formação da equipe, em 2009 o SESI foi Campeão Paulista e da Copa São Paulo. No ano seguinte novamente a Copa São Paulo, a Superliga e ao final desta o Sul-Americano qualificando o time para a disputa do Mundial de Clubes. Nada mal.

O sucesso como treinador trouxe a fama que havia conhecido como jogador e passou a ser cotado como o natural substituto de Bernardinho quando este deixasse a seleção. O crescimento do projeto e uma equipe feminina fizeram com que indicasse seu amigo e ex-companheiro de quadra Montanaro com quem jogou no saudoso Banespa quando veio de Juiz de Fora, como Supervisor e gestor do projeto.

Agora ao final de uma superliga onde dirigiu a equipe que teve o maior número de problemas de lesão em atletas dentre os favoritos, foi demitido. Corajoso disse que no dia seguinte estaria no mercado tentando formar uma nova equipe. Além de seu talento deve contar com a vaga do Medley Campinas que sob a bandeira de Brasil Vôlei Clube usava a vaga que vinha desde o início da superliga com o Banespa onde Montanaro foi dirigente pela primeira vez.

A Giovane não faltam qualidades e relacionamento com jogadores para formar um novo projeto vencedor.

Sorte da empresa que receber sua ligação. É retorno certo.

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Tecnologia melhora o esporte

Há muito tempo atrás, naquelas mesas redondas que passavam nas TVs preto e branco, os comentaristas bradavam que a tecnologia iria estragar o futebol. Já na era da TV colorida, os esportes americanos saíram na frente e o recurso do vídeo tape se tornou de importância vital no futebol americano. Qualquer dúvida era resolvida no esporte da bola oval.

Com o novo milênio, o tênis saltou na frente com os desafios nos Grand Slams e Masters series. Tudo mudou. E aí o futebol se rendeu. No mundial de Clubes da Fifa no Japão, os árbitros teriam o apoio para dizer se a bola entrou ou não. A Fifa escolheu a alemã Goal Control como a fornecedora oficial de tecnologia da linha do gol para a Copa das Confederações no Brasil, no mês de junho.

voleyball Tecnologia melhora o esporte

Agora foi a vez do vôlei. Também no mundial de clubes do ano passado pintou a novidade que foi utilizada no Brasil na final da superliga feminina, domingo passado. Como no tênis, a decisão da arbitragem pode ser contestada através do desafio. Telões no ginásio do Ibirapuera mostravam a novidade por aqui. Deu para perceber que não tem a precisão do tênis e algumas jogadas não puderam ser mostradas, mas esse é o caminho. A marcação correta é o sonho de um jogo limpo e a modalidade só tende a evoluir.

Seja bem vinda, sua majestade a tecnologia.

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BOLT correu e os problemas olímpicos ficaram

rio 2016 BOLT correu e os problemas olímpicos ficaram

O estádio de Atletismo da Olimpíada RIO 2016 está interditado por falhas na estrutura. O COI (Comitê Olímpico Internacional) afirmou que os três anos e meio até a Rio-2016 são suficientes para deixar tudo pronto, incluindo o Engenhão, estádio dos Jogos para o atletismo que foi interditado pela prefeitura por problemas estruturais em seu arco. A entidade disse ter informações constantes com o comitê organizador carioca.

O fechamento do estádio Celio de Barros e Parque Aquático Julio Delamare no complexo do Maracanã vai viabilizar o entorno do estádio para a Copa, área de estacionamento e o DROP OFF. E no caso do Estádio João Havelange, nunca o cair fora foi tão adequado, já que é melhor cair fora antes que algo lhe caia na cabeça...

Engenhão fechado e Maracanã não entregue. Campeonato carioca disputado em estádios secundários e estamos no País do futebol, não é mesmo? Aliás, como fica nisso o prejuízo do Botafogo arrendatário do “Legado do Pan”? Construções Olímpicas atrasadas na Região do autódromo de Jacarepaguá onde a única coisa feita foi remover o asfalto do circuito e do novo autódromo do Rio nada...

Dirigentes do comitê já afirmaram que o Rio enfrentava um desafio e que o seu cronograma de obras estava bastante apertado. Esse tipo de comentário se relacionava mais a obras ainda em suas fases iniciais, como o Parque Olímpico. Nunca houve preocupação com o Engenhão porque era um estádio já pronto e vemos que isso não é verdade já que ele NUNCA ficou pronto, pois a estrutura cedeu tão logo tiraram o escoramento ANTES DA INAUGURAÇÃO! É o fim!

Mais uma reforma à vista e, obviamente, ela não será nada barata. A construtora que liderou o consórcio é a mesma da turma das cuecas ou guardanapos na cabeça em Paris o que dá para ter uma leve ideia do que vai acontecer. O duro é que o chapéu de burro vai sempre para as mesmas cabeças e uma hora o povo vai ficar com o saco cheio disso tudo que está por aí.

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