Vôlei: barba e cabelo nas areias de Haia e mais uma vitória sobre a Argentina

volei Vôlei: barba e cabelo nas areias de Haia e mais uma vitória sobre a Argentina

Haia na Holanda é uma velha conhecida dos brasileiros. Foi lá, em 1907, na Segunda Conferência Mundial da Paz que o mundo conheceu Ruy Barbosa que acabou ganhando aqui no Brasil o apelido de Águia de Haia. Jornalista, advogado, diplomata e político dentre tantas outras coisas Ruy Barbosa foi um dos maiores talentos brasileiros que o mundo já viu.

Tantos anos depois o Brasil mostra seu talento na mesma cidade e as duplas Taiana e Talita e Pedro Solberg e Bruno Schmidt venceram a etapa do Circuito Mundial disputada na cidade sendo este o primeiro título internacional da dupla. A final feminina foi toda brasileira e teve Maria Clara e Carol ficando com a prata.

Indiscutivelmente, o vôlei foi o esporte que mais se adaptou aos tempos de exigências televisivas com a modernização de suas regras e no caso do Brasil foi o primeiro e se mantém como grande xodó das empresas para investimento numa gestão de muitos resultados.

Nessa toada, a seleção masculina conquistou mais uma vitória contra a Argentina em Mendoza por 3 x0 e consolidou sua posição de líder do Grupo A com 11 pontos conquistados em 12 possíveis abrindo 3 pontos de vantagem para a seleção americana que ocupa, no momento, a segunda posição.
O meio de rede Isac, destaque no primeiro jogo contra os portenhos manteve o alto nível de jogo, mas sofreu uma luxação exposta no dedo mínimo da mão direita após uma tentativa de bloqueio.

A entrada de Maurício em seu lugar mostrou a grande safra que o vôlei brasileiro vive na posição. Todos os que têm entrado dão plena conta do recado. Renovação no mais alto grau.
Isac após a visita ao hospital teve a luxação reduzida – que é a colocação no lugar da articulação – e clinicamente já está em ordem. Agora é aguardar a recuperação que torcemos para ser breve.

O técnico argentino Javier Weber tentou de tudo e até discutiu com Bernardinho, mas nada adiantou e saiu com um 6x0 nas costas e muita coisa a ajeitar em sua equipe que, diga-se, tem um ótimo potencial. Vale sempre lembrar que nesta primeira fase os argentinos são franco-atiradores já que estão classificados por sediar a fase final e utilizam estes jogos como treinos de luxo, portanto o desempenho deles na fase final com certeza não será esse.

Ainda no grupo do Brasil, a França deixou escapar uma vitória quase na mão fora de casa contra os EUA e após estar ganhando por 2x1 teve um desempenho horrível nos dois últimos sets, praticamente desistindo do jogo ainda em quadra. Feio. Os franceses serão os próximos adversários do time brasileiro, na estréia da equipe nacional jogando em casa. As partidas estão marcadas para os dias 28 e 29 de junho no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo. Programão.

Futebol: o churrasco mercadológico canarinho

futebol Futebol: o churrasco mercadológico canarinho

A mudança da marca de patrocínio nos uniformes de treino da seleção brasileira tem alguns aspectos que devem ser melhor analisados além da troca pura e simples pelo não pagamento das parcelas mensais de patrocínio.

A Seara que chegou à seleção após patrocinar a equipe do Santos na época do trio Robinho, Ganso e Neymar (sim por ordem de destaque na época era essa a importância dos craques do peixe) inclusive fez extensa propaganda com os três com a “amarelinha” como diz Zagallo apostando que o trio estaria na Copa da África do Sul. Dos três apenas Robinho foi e a marca também. Bastante assediada pelo ex-presidente da CBF mudou de ares investindo pesado na seleção e, tempos depois, deixou o peixe.

Nesse mesmo período começaram as rusgas no Pão de Açúcar já que se aproximava a data da entrega do comando do Grupo por Abílio Diniz ao Casino conforme rezava contrato. Abílio empresário tão talentoso quanto esportista tem entre seus muitos feitos no esporte a criação do atual Audax que conquistou vaga nas principais divisões de futebol de São Paulo e Rio e recentemente foi colocado à venda por seu novo proprietário, o grupo francês Casino responsável pela atual gestão do Pão de Açúcar.

Abílio veio a público lamentar o final do clube que dentre outros talentos é dono de 50% do passe de Paulinho jogador do Corinthians e da seleção nacional. Paralelamente, como empresário, passou a investir na BRF dona das marcas Sadia e Perdigão e em eleição assumiu a presidência do conselho da empresa.

Coincidências no esporte e no marketing a ele ligado, não existem e fato é que a marca Sadia vai ocupar o espaço que era da Seara. Claro que a substituição atropelada fez com que o time de Felipão aparecesse para treinar com as camisas com um adesivo branco sobre a marca do antigo patrocinador no melhor estilo time de bairro. Pena.

Para a Sadia e para Abílio Diniz foi um ótimo negócio independente do investimento, pois para o executivo um posicionamento pessoal em prol do esporte onde estiver contribui grandemente para sua imagem. Para a BRF e a Sadia a ampliação das ações de patrocínio num momento estratégico enquanto os concorrentes investiram em ativos ela investiu em imagem num grande lance.

Para a CBF fica o enigma de saber por que não esperar o posicionamento do novo proprietário da marca Seara recém comprada por meros 5,85 bilhões de reais.

A JBS compradora da marca é, simplesmente, a maior empresa de carnes do mundo.

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Vôlei: Brasil volta a ser o melhor do mundo?

bernardinho ok Vôlei: Brasil volta a ser o melhor do mundo?

Novamente os comandados de Bernardinho venceram a seleção da Polônia. Desta vez num jogo mais difícil, com muitos erros, o placar foi de 3x2. O Brasil teve o jogo na mão para fazer um 3x0, mas com erros incomuns no final do terceiro set, a Polônia se aproveitou disso e virou o placar e levou também o quarto set.

No time brasileiro mais uma revelação. O meio de rede Isac, que joga no São Bernardo do auxiliar técnico Rubinho, fez uma ótima estreia e substituiu Lucão muito bem. O Brasil que durante muito tempo teve uma de suas fraquezas nessa posição hoje exibe uma verdadeira galeria de talentos capazes de jogar em qualquer equipe do mundo.

A boa volta e Leandro Vissotto ao time depois de um grande susto com uma arritmia cardíaca no ano passado foi excelente e, mesmo com a vitória sofrida o Brasil, ocupa o segundo lugar no grupo da morte atrás da Bulgária pelo set average, já que ambas equipes têm 5 pontos.

William e Wallace, que têm entrado na inversão do 5-1, têm desempenhado muito bem a opção de virar o jogo e o levantador William encaixou muito bem no grupo parecendo um veterano da seleção.

Nesse grupo ainda falta ver uma novidade. O oposto Renan, também do São Bernardo que vem mostrado bastante serviço nas últimas edições da Superliga e pode ser mais uma grande surpresa do time brasileiro.

A transição do grupo olímpico de Bernardinho começou muito bem. Não só pelos resultados, mas pelo entrosamento do grupo e do desempenho dos novos sem medo de assumir suas responsabilidades. Uma boa dor de cabeça para o multicampeão quando tiver todos os seus jogadores à disposição.

A próxima rodada do Brasil é contra a Argentina é lá e como os portenhos já estão classificados estes jogos são bastante perigosos...

Vôlei: Brasil vence e Lucarelli brilha

O Brasil fez uma ótima estreia na Liga Mundial. 3x1 na Polônia na cidade de Lodz. Os poloneses, atuais campeões do torneio jogaram o ano passado com o Brasil cinco vezes durante as várias etapas do evento e venceram quatro.

Para os comandados de Bernardinho, mais que uma forra foi a demonstração de um belo trabalho de renovação e a volta de alguns talentos que estiveram ausentes no ano passado por problemas. Caso de Leandro Vissotto que teve uma arritmia cardíaca séria, mas já solucionada, assumiu a posição titular de oposto e não decepcionou.

Lucarelli foi excelente. O técnico polonês, o italiano Andrea Anastasi, que como atleta cansou de ganhar do Brasil e fez essa moçada polonesa, que era quase freguesa de caderneta, perder o respeito e engrossar e muito todos os jogos contra nós se tornando uma dor de cabeça permanente.

Lucarelli deu um show e fazia o italiano coçar (muito) a cabeça para tentar pará-lo, o que não foi possível. O levantador William que também fez sua estreia na seleção mostrou toda sua qualidade e mostra que hoje o país tem uma excelente escola de levantadores.

Claro que foi só primeiro jogo dessa nova equipe, mas pelo entrosamento e potencial demonstrado o Brasil tem, novamente, um grupo vencedor e ganhar é praticamente sinônimo de Bernardinho.

Ainda no vôlei a talentosa multicampeã mundial Juliana voltou atrás, se desculpou e se coloca à disposição para uma reintegração a seleção brasileira feminina de vôlei de praia. Disse que externou para a imprensa um conceito ainda em formação e se arrende dos erros: de falar e de não esperar antes de falar. Talento ela tem de sobra e junto com Larissa fez uma das duplas mais vencedoras do vôlei de praia, mas há um fato que merece ser lembrado.

Antes dos Jogos de Pequim ela teve uma lesão no joelho às vésperas da Olimpíada. Ela tentou até o último momento jogar, mas era grave e obviamente Juliana não teve condições de participar. Sua parceira Larissa fez uma dupla formada às pressas com Ana Paula e que com muito pouco treino chegou às quartas de final.

Apesar de todas as peculiaridades, liberdades e aspecto outsider do vôlei de praia, onde os atletas escolhem seus parceiros, ele é um esporte de equipe e um time só é formado com a união de todos em torno de um único objetivo. Talvez essa volta de Juliana, após a saída de sua sempre parceira Larissa para engravidar, seja o início de um novo aprendizado de time.

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Vôlei: grupo da morte. Outra vez

bernardinho Vôlei: grupo da morte. Outra vez

Entra ano sai ano e o time brasileiro sempre cai no grupo mais difícil da Liga Mundial. Nem com o Ary da Graça como presidente da federação internacional, a FIVB, a coisa mudou e os comandados de Bernardinho vão ter de remar muito para chegar, novamente, às finais do torneio.

Com adversários como Argentina (já classificada por ser a sede das finais), Bulgária, EUA, França e a Polônia, campeã da edição de 2012, o Brasil, sem Murilo terá sérias dificuldades com equipes bem estruturadas e mesmo com aquelas não tão bem ranqueadas como a Argentina, mas que na maioria das vezes, engrossam com o Brasil.

Como teste para a renovação do grupo olímpico, nada melhor já que muitos dos convocados como os meios de rede Isac e Mauricio, os levantadores Murilo Radke e William e os pontas Ary e Mauricio Borges e o oposto Renan ainda não tem a rodagem necessária em termos de jogos internacionais da magnitude da Liga Mundial e a mescla entre renovação e experiência com esse grupo tem tudo para dar certo.

Lucarelli é aposta certa como titular e pelo que vem jogando desde a Superliga deve ser destaque. Vale lembrar que ele esteve no grupo que foi aos jogos olímpicos que conquistou a prata, mas não como jogador inscrito.

A novidade da Liga Mundial deste ano é que a primeira fase será disputada por 18 equipes o Grupo C ficou com os times ranqueados a partir da 12ª. posição do ranking da FIVB em 13 de agosto do ano passado. A diferença é que deste Grupo sai apenas o vencedor ao passo que nos dois outros os dois primeiros se classificam.

A Argentina é franco-atiradora já que tem vaga garantida nas finais e por conta disso torna-se ainda mais perigosa já que nada tem a perder nesta fase classificatória.

O Brasil estreia fora contra a Polônia. Pauleira pura, mas Bernardinho tem um grupo de talento e qualidade que pode dar muitas alegrias neste novo ciclo olímpico.

É esperar para ver.

 

Volta às origens

Muricy Ramalho não é mais o técnico do Santos. Multivencedor, o treinador deixa a vila depois de pouco mais de dois anos de trabalho após uma derrota para o Botafogo pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

Caiu pela derrota? Claro que não até porque para quem assistiu à partida viu dois Santos em um mesmo jogo. O do primeiro tempo apático e envolvido por um Botafogo objetivo e contundente e, se não fosse o goleiro Rafael o placar seria mais de dois com certeza.

No segundo tempo a entrada dos moleques campeões da Copa Junior – antiga Taça São Paulo de Futebol Juvenil – onde vi na primeira edição o Inter de Porto alegre revelar Paulo Roberto Falcão, o primeiro de muitos craques que viriam do maior celeiro do futebol brasileiro nos últimos 60 anos; mudou completamente o jogo Neilton e Gabriel o Gabigol surgiram e mostraram que o Santos vai levar um tempo para se arrumar com a saída de Neymar, o maior da era pós-Pelé, mas que tem time e futuro para deixar a sua torcida sempre crescente feliz e esperançosa.

Já se vai há muito o tempo em que o Santos perdia um craque e contratava outro para a posição ou mesmo aproveitava e se reforçava ainda mais. Isso é da época em que o peixe era chamado para dezenas de amistoso internacionais durante o ano e com Pelé em seu elenco ia, jogava, maravilhava o mundo e voltava com as malas repletas de dólares criando uma situação que não podia ser acompanhada pelas outras equipes.

Depois da fase áurea as agruras de ser um time comum sofrendo os mesmos problemas dos outros e com o mercado lá fora se fechando por falta de qualidade da equipe e a mudança dos calendários internacionais. O Brasil só olhou para o seu umbigo e criou um calendário que inviabiliza aos times fazerem excursões internacionais em prol de bizarrices inomináveis.

O Santos descobriu outra forma e atuar que também teve a mão do Rei: a de trabalhar a base e formar talentos em casa. Nos empós de lei do passe isso era a garantia de futuro e receita. A lei mudou, mas o peixe seguiu na trilha de formador de jogadores num caminho que é o chamariz para milhares de jovens que sonham um dia em serem profissionais, melhorarem de vida e chegarem ao topo.

Projeto vencedor é ser formador de talentos. É a certeza de renovação e sucesso. Assim como existe a certeza que não haverá um novo Pelé é claro que o Santos sempre terá garotos talentosos e sonhadores chegando à Vila Belmiro para sonharem com o estrelato vestindo a mágica camisa branca do Santos.

Muito trabalho aguarda o próximo maestro do peixe. Alegrias na mesma proporção...

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Nem tudo são mazelas

TK Nem tudo são mazelas

Tony Kanaan vence em Indianápolis

Depois dos problemas com estádios, caxirolas e outros quetais referentes ao futebol, o sol brilha para o esporte brasileiro. Tony Kanaan vence em Indianápolis, Paula indicada para o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete – FIBA, e há 50 anos e uns dias éramos, com a seleção masculina da modalidade, bi-campeões mundiais no Rio.

A equipe dirigida por Togo Renan Soares, o Kanela, venceu em um Maracanãzinho lotado a poderosa equipe dos Estados Unidos num jogo memorável. Àqueles que dizem a bobagem da seleção americana não ser digna de representar as melhores tradições do basquete americano, vale lembrar que alguns dos integrantes daquele time após o mundial fizeram sua passagem para a NBA e por lá jogaram com bastante destaque durante muitos anos, portanto a história da geração perdida por conta da guerra não é bem assim. Isso é desmerecer uma conquista que levou primeiro o Rio e depois todo o país a uma loucura e da qual o basquete masculino continua longe.

Eram tempos de bi. Futebol, basquete e a magnífica Maria Esther Bueno já era bi em Wimbledon – onde até hoje é recebida com todas as honras que merece – e no US Open em simples e duplas. Depois, Esterzinha ganhou mais uma vez em Wimbledon - 3 títulos em Londres e 4 no US Open, em simples. Sete Grand Slams conquistados individualmente. Tempo mágico de uma geração brasileira que assombrou o mundo.

Paula junto aos melhores e imortais do basquete de todos os tempos. Nada mais justo. Mudou o padrão do jogo feminino de basquete na posição de armadora aliando uma visão única de jogo com uma pontaria mortal. Campeã Mundial e Vice Olímpica, quando surgiu os EUA criaram a versão feminina da NBA, Paula foi uma das primeiras chamadas a compor o elenco estelar do campeonato. Simples e objetiva como sempre foi enquanto jogadora, negou. Tornou-se uma brilhante gestora esportiva com projetos que abrangem desde a inclusão social e formação de atletas, até trabalho com equipes de alto nível e confederações esportivas. Desde 2006 faz parte do Hall da Fama do basquete feminino nos EUA, portanto vai conquistar mais um bi inédito para o Brasil.

Tony Kanaan venceu uma prova épica em Indianápolis e com uma peculiaridade. Apesar da corrida terminar em bandeira amarela por conta de uma batida, raras formam as situações assim durante a prova contrariando uma das características da prova. Desde a largada andou entre os primeiros e fez valer seus valores éticos já que quando sofreu a pane seca aqui em São Paulo foi questionado pelo noviciado e tamanho de sua equipe. Rápido disparou: “eu ganho e perco com eles”.

TK, como é chamado pelos americanos, era o preferido entre os quase 500 mil presentes ao mítico circuito. Numa das bandeiras amarelas locutor perguntou se era o dia de Ryan Hunter-Reay ou de Marco Andretti. Para os americanos muitos aplausos, mas quando perguntou se era o dia de TK as arquibancadas pareciam não Interlagos, mas um Maracanã, o antigo, totalmente lotado com toda galera aplaudindo. De pé.

Veio, viu e venceu. Parabéns Tony! O Brasil todo agradece.

 

Teste gelado, chuvas e caxirolas

foto 1 Teste gelado, chuvas e caxirolas

O jogo entre Santos e Flamengo, realizado no estádio Mané Garrincha no último fim de semana, mostrou uma triste realidade. Apesar de estarmos às portas da Copa das Confederações, ainda falta muito – apesar do pouco tempo – para o evento.

Ao negociar com o Santos a renda do clássico, a federação brasiliense fez uma ótima receita, pois pagou ao peixe R$ 800 mil para um jogo que arrecadou mais de R$ 6 milhões. Nada mau mesmo.

O lucro e o público parecem ter sido os pontos positivos do evento, pois no credenciamento de imprensa filas de até quatro horas para que os profissionais que iriam trabalhar pudessem retirar seus passes. Que beleza!

No domingo, dia do jogo, não adiantou a quem chegou cedo. Filas enormes com mais de três horas para que os torcedores ou consumidores, como preferem os órgãos de defesa traziam aquele triste espetáculo de que parece que o brasileiro gosta e merece sempre estar na fila...

Com a demora, a revista com detectores de metal no padrão FIFA deixou de ser feita e a entrada apressada para que o público pudesse entrar até o final do primeiro tempo. Ué pagaram meio ingresso para assistir meio espetáculo?

O excesso de areia no gramado, utilizada para nivelá-lo em razão do plantio tardio, colaborou para que a despedida de Neymar dos gramados brasileiros com a camisa do Santos não tivesse o brilho merecido, além de tirar boa parte do encanto da partida.

Para completar, após o jogo a surpresa final: banho gelado na moçada! No melhor estilo castigo de colégio interno pelo espetáculo ruim todo mundo tomou banho frio.

Como o estádio só custou um pouquinho a mais que o programado e também demorou um nadica a mais para ser entregue, uma única frase retrata tudo isso: Que gelada!

Como se isso não bastasse o desabamento de parte da cobertura da nova Fonte Nova por conta das chuvas e a proibição (felizmente) das caxirolas pela FIFA e pelo COL na Copa das Confederações mostra que a intenção de Carlinhos Brown de termos um instrumento oficial da Copa não passou pela proximidade da torcida com os gramados sem alambrados ou vidros separando público do espetáculo.

Me pergunto se isso não está chamando tragédia para depois da Copa...

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Tempo de reflexão

maurren Tempo de reflexão

A campeã olímpica Maurren Maggi afirmou pela primeira vez que pode encerrar sua carreira antes dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Na última semana participou dos Gps Nacionais e seu melhor salto foi de 5,92 metros. Pouco para ela.

Maurren ficou fora dos Jogos de Atenas em 2004 quando era a favorita ao ouro naquele que era, até então, o melhor momento de sua vida atlética. Punida por doping amargou dois anos de gancho por conta de um creme cicatrizante. Foi vítima da vaidade e da falta de informação de quem dela tratou.

Acho um absurdo um médico quando vai cuidar de um atleta de alto nível não saber quais substâncias são proibidas ou não. Salvo caso de uma urgência absoluta onde não há tempo para se informar derrubar uma carreira assim é, simplesmente, o fim.

Em Pequim, quando já não era a favorita lavou a alma de todas as mulheres brasileiras conquistando a primeira medalha de ouro individual do Brasil. Justo prêmio ao seu talento e potencial que poderiam tê-la levado ainda mais longe.

Na ausência das pistas e dos saltos ganhou seu prêmio maior: sua filha Sofia, sua maior motivação e para quem merecidamente Maurren dedica suas conquistas.

Celebridade pop Maurren hoje está se capacitando para atuar fora das pistas e dos saltos como gestora esportiva. Esse é um campo onde ela poderá continuar a conquistar muito para o Brasil. Quem sabe já em 2016.

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Esporte olímpico e a volta aos anos 70

Na década de 70, quando cobri minha primeira edição dos Jogos Olímpicos (Montreal 76 daqui do Brasil), o esporte olímpico aqui ainda era chamado de “esporte amador”, alcunha terrível para uma situação que não espelhava a realidade, já que em muitas modalidades como basquete e o vôlei os atletas recebiam para jogar.

Tudo bem, não eram os salários de hoje, muito menos podiam se dar ao luxo de largar seus empregos para treinar o dia todo. Via de regra, a receita era estudo e trabalho ou só o último de dia e treinos à noite. Não foram poucas as vezes que alguns de nossos melhores atletas pediram dispensa das equipes nacionais para não perderem seus empregos ou bombarem por faltas na faculdade. Muito longe da realidade atual.

Hoje existe uma coisa em comum com esses tempos: as instalações militares como base das equipes nacionais. CEFAN, Escola de Educação Física do Exército e a Ilha das Cobras equipamentos utilizados pelas seleções nacionais para seus períodos de treinamento e concentração em décadas passadas estão – à exceção da ilha – socorrendo as equipes brasileiras que estão sem equipamentos no Rio em razão das demolições e reformas.

A Escola Naval vai receber investimentos no valor de 350 mil reais para melhoria de equipamentos e instalações que hospedar as equipes de vela, nado sincronizado, polo aquático e tiro na sua preparação para os Jogos de 2016.

O local durante os Jogos será a sede da equipe de vela brasileira e era pleiteado pela Austrália, Grã Bretanha e Estados Unidos sendo essa a primeira competição olímpica vencida pelo Brasil. Feito de Marcus Vinícius Freire Diretor Superintendente do COB e ex-atleta de voleibol que desde a seleção juvenil frequentou as instalações militares.

Tomara que as instalações ajudem o esporte brasileiro. Tomara mesmo.

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