Basquete & Vôlei

O título da coluna que cabe muito bem é do saudoso Professor e jornalista José Frascino que no início dos anos 70 teve a coragem de criar uma revista para dois dos grandes esportes de quadra do Brasil. A Basket & Volley era cobiçada por todos ligados às duas modalidades e aguardada com ansiedade. Frascino foi jogador, técnico, professor, jornalista e escritor e, em todas as áreas, atuou muito bem deixando um legado muito bacana.

No momento em que o Brasil está na Copa do Mundo de Basquete e já conta com duas vitórias, Ruben Magnano conseguiu uma mudança radical na forma do Brasil jogar. Hoje somos uma equipe com uma defesa muito forte que garante, mesmo quando o ataque, que sempre foi a grande arma verde amarela, não está bem. As vitórias de 65x63 contra a França na estréia e os 79x50 contra o Irã mostram uma equipe consistente que, mesmo com um início nervoso na estréia soube buscar na paciência seus pontos já que a tábua defensiva brasileira garantiu que o Brasil sempre estivesse no jogo com o placar nunca fugindo. Já contra o Irã os amistosos fáceis mostraram que quando vale a coisa é outra e a equipe do golfo foi bem melhor, mas o Brasil sempre controlou o jogo.

O destaque nessas primeiras partidas foi Marcelinho Huertas que não foi bem na fase de preparação e, além de jogar muito bem contra a França e o Irã, trouxe a torcida espanhola para o nosso lado e, convenhamos, sempre é bom no placar estar como local e não como visitante. Huertas atua na Espanha há tempos e tem uma ótima imagem por lá, isso com certeza também contribuiu para que encontrasse seu melhor jogo. Ponto para o Brasil.

Contra a Espanha claro que a torcida estará contra o Brasil, mas até agora o desempenho agrada e mostra que Magnano tem muito mais que grandes nomes no seu elenco. Tem um grupo e um grupo com ótimos atletas permite pensar em grandes coisas. Vamos aguardar.

No Volei a abertura no Mundial da Polônia teve certo ar nostálgico lembrando nossa geração de prata que vale ouro lotando o Maracanã em 1983 Desta vez não forma mais de noventa e cinco mil pessoas, mas as pouco mais de sessenta mil jogaram num estádio de futebol coberto e num evento oficial o que torna o feito o recorde mundial num Mundial. Justo para a Polônia onde o vôlei é o primeiro esporte.

Na quadra o Brasil depois de um início hesitante, normal para uma estréia, logo entrou nos eixos e aplicou um 3x0 na Alemanha que, para alguns, poderia oferecer riscos reais à equipe de Bernardinho. Quando o passe entrou e as defesas começaram a colocar a bola nas mãos de Bruno, o Brasil colocou velocidade no jogo e os alemães correram atrás o tempo todo. Para solucionar a questão do líbero, já que não conta mais com Serginho, o melhor do mundo, o técnico brasileiro optou por uma solução criativa alterna dois jogadores na posição: Mario Junior participa quando a questão é passe e Felipe entra para defender, coisa que fez muito bem hoje. Dessa maneira, o Brasil encontrou sua tradicional força no fundo de quadra tanto na linha de passe como na defesa e tornou as coisas mais fluidas. Os meios Lucão e Sidão bloquearam muito e também atacaram bem sendo que no primeiro set, Lucão fez cinco pontos seguidos. Fato incomum no voleibol.

Se hoje estivesse por aqui, o professor Frascino que nos deixou em 2009 teria um dia muito feliz. Conteúdo de qualidade para a revista, muita informação para analise técnica e a certeza de que muito do que ele plantou lá atrás está frutificando até hoje.

Uma pena dois mundiais tão importantes nas mesmas datas.

 

Essas mulheres maravilhosas

Primeiro foram as meninas do vôlei com a décima vitória no Grand Prix, depois vieram Duda e Ana Patrícia, Layana e Flavia que foram campeãs em vôlei de praia, judô e ginástica artística nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquin, mas as conquistas de nossas guerreiras não cessam.

Fabiana Murer conquistou em Zurique o ouro no salto com vara na Diamond League. Isso lhe dá o bi-campeonato no evento que reúne os melhores atletas do mundo no circuito de elite do atletismo mundial. Fabiana saltou 4 metros e 72 centímetros, conquistou o ouro e mostra que está mais que preparada para a pressão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. A Diamond League foi criada pela Federação Internacional de Atletismo em 2010 e desde então Fabiana sempre esteve no pódio. Campeã em 2010, segunda em 2012 e terceira em 2011 e 2013 a brasileira possui ainda a melhor marca deste ano conquistada na segunda etapa do evento, realizada em Nova Iorque quando saltou 4,80.

Fabiana venceu quatro das seis etapas do Circuito da Diamond League: Nova Iorque, Glasgow, Mônaco e a final em Zurique. Portfólio para lá de respeitável já que a brasileira não sabe o que é ficar fora dos primeiros lugares na competição.

No judô Mayra Aguiar tornou-se a melhor do mundo na categoria até 78 kg ao vencer o Campeonato Mundial que está sendo disputado em Chelyabinsk na Rússia. A brasileira que tinha três pódios conquistados nas últimas edições do evento com uma prata em Tóquio 2010 e dois bronzes em Paris 2011 e no Rio em 2013. Tão importante quanto o título foram as vitórias de Mayra na semifinal contra a americana Kayla Harrison que foi campeã mundial em Tóquio, bronze em Paris e campeã olímpica em Londres 2012. A luta teve sabor especial já que no Mundial do Japão foi para ela que Mayra perdeu, assim como na semi dos Jogos Olímpicos de Londres. Daí esse ouro valer muito mais. Na final a adversária foi a francesa Audrey Tcheuméo derrotada com um wazari. A francesa foi campeã mundial em 2011 e bronze no Rio e nos Jogos Olímpicos de Londres.

Mayra conquistou a segunda medalha para o Brasil no Mundial de Judô, já que Érika Miranda havia levado o bronze na categoria até 52 kg. No Mundial no Rio realizado no ano passado Érika foi prata.

Feitos como esses mostram um caminho certo e seguro para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. As mulheres brasileiras estão pavimentando uma Via Olímpica onde podermos ver, com certeza, grandes feitos.

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Giovani Bruno-Anarello agora só no sonho

Giovani Bruno foi muito mais que um restauranteur. Cultivava e colecionava amigos com uma facilidade impressionante e sua participação na vida paulistana extrapola as fronteiras da gastronomia.

Sinto-me um privilegiado por haver vivido em seus restaurantes momentos inesquecíveis que me enchem os olhos d’água de boas lembranças. Tempos fantásticos e pessoas idem, muitas delas que, infelizmente já não estão mais por aqui. Não é à toa que a frase emblemática de Giovanni era “O que vale na vida são os momentos” e ele os proporcionava como ninguém desde os seus tempos de Gigetto.

Meu pai conheceu o Giovanni nesta época, quando o Gigetto varava a madrugada paulistana e nele os mais diferentes tipos apareciam para comer bem. Artistas, moças da noite, seus empresários, delegados, jornalistas e pessoas que curtiam a madrugada. Naquela época não era incomum o mês dos jornalistas ter mais de, digamos, sessenta dias e poucos veículos pagavam em dia dentre eles a saudosa Última Hora onde meu pai trabalhava. Não era por conta de falta de grana que algum amigo do Giovanni ficava sem jantar. Atendimento impecável e depois do jantar a conta depois ia para o bolso do Anarello para que o amigo pudesse pagar depois.  Claro que esses tempos só vivi nas histórias contadas por meu pai, muitas vezes no restaurante do Giovanni.

Já como proprietário Giovanni manteve sua tradição e desenvolveu uma maneira única de receber que foi sua grande marca, além de conversar com quem ia lá pela primeira vez, perguntar suas preferências e indicar pratos que, além de lhe trazer novos amigos, traziam mais fiéis e admiradores.

Durante alguns anos meu pai, além de jornalista, foi professor e depois diretor da escola de árbitros da Federação Paulista de Futebol. Também foi auditor do TJD e, sempre depois das reuniões eram comuns os jantares no Giovanni Bruno na rua Martinho Prado. Grandes mesas, histórias inesquecíveis, onde casos e “causos” do futebol eram lembrados. Lembro de uma vez quando Mauro Pinheiro e meu pai, aconselhados por Giovanni passaram, após o corte e antes de acender seus charutos num “amaretto speciale” que deixaria o charuto muito melhor. Meu pai e Mauro, tão conhecidos como jornalistas como fumantes de charuto molharam seus havanas no licor. Na vez seguinte que lá estavam, antes de jantar, fumando vieram os cálices com o licor. Lá em sua cantina surgiu a solução para que Hector Silva então jogador do Palmeiras e alvo da Portuguesa fosse para a lusa.

Oswaldo Teixeira Duarte manifestou o interesse no uruguaio que tinha vínculo com o alviverde hoje centenário, mas por se tratar de estrangeiro ele teria de voltar para o Uruguai ao final de seu contrato e pedir novo visto de trabalho. Meu pai virou para o amigo e presidente da lusa e mandou: “ô Oswaldinho, a solução é simples. O Palmeiras renova o contrato dele e o empresta para a Portuguesa”. Como Leivinha havia sido recém contratado junto à lusa, não houve objeção à alternativa que mantinha todo vínculo legal e foi assim resolvido dias depois. O Palmeirense Giovanni Bruno gostou.

Quando queríamos impressionar alguma garota meu irmão e eu tínhamos uma tática infalível. Marcávamos um jantar no Giovanni era a certeza do sucesso. A atenção que Anarello nos dispensava era fantástica como se lá estivéssemos com papai e a comida fantástica e o mix que lá comparecia fazia qualquer pessoa ter uma grande noite. Ao término do jantar agradecia nossa presença e a conta não chegava para surpresa de nossas companhias.

Giovanni Bruno fez história inspirou o autor Benedito Rui Barbosa, que também foi jornalista da Última Hora, a criar o personagem Bruno da novela Vida Nova e, além disso, foi comentarista do campeonato italiano na tevê Bandeirantes,quando eu estava lá e fazia as jornadas com Silvio Luiz e J.Júnior.

Agora Anarello só no sonho...

 

Vôlei: Grand Prix ano dez

Começar uma competição perdendo, principalmente vindo de uma fase classificatória com uma invencibilidade incontestável, é bem difícil. Mais ainda quando os adversários são muito qualificados e se apresentam bem. Aí a coisa fica feia.

A inesperada derrota para a Turquia se assustou pelo lado resultado, já que tornava a jornada da seleção brasileira feminina muito mais difícil, pelo lado psicológico jogou por terra logo o peso de jogar com o lastro da invencibilidade e toda a tensão que advém dessa condição.

Zé Roberto, aquele que já ganhou quase tudo o que disputou e agora vai para a batalha da conquista do Campeonato Mundial, único troféu que as meninas do vôlei ainda não possuem com mais uma conquista na sua mais que vitoriosa bagagem: o décimo título do Grand Prix que em 14 jogos, sua equipe venceu nada menos que 13 vezes, sendo a única derrota o primeiro jogo da fase final contra a Turquia onde de um resultado de dois sets atrás o Brasil mostrou uma grande reação e a participação fundamental de jogadoras que estavam no banco que entraram e igualaram o jogo que foi decidido apenas no tie-break a favor das turcas, mas que rendeu um precioso ponto para as brasileiras.

image Vôlei: Grand Prix ano dez

Diferentes técnicos têm diferentes posturas quando à utilização de seus reservas. Zé Roberto que aproveitou ao máximo as possibilidades que o calendário dessa temporada lhe deu utilizou ao máximo as jogadoras de seu grupo, promoveu mudanças, renovação, apostou em sua filosofia e ganhou sempre que precisou. Perder faz parte do esporte, principalmente numa modalidade onde o empate não existe, mas as meninas brasileiras só perderam quando podiam. Ao promover a volta Jaqueline para a seleção, Zé sabia que teria a consistência do passe que fez falta nos primeiros eventos da temporada. Mesmo ainda sem clube para esta temporada, Jaqueline foi um dos grandes destaques do Brasil no Grand Prix. Camila Brait jogou muito e se mostrou numa sucessora à altura de Fabi que deixou a seleção. Hoje o líbero muito mais que um passador/defensor é um jogador estratégico e, se no feminino o altíssimo padrão se manteve, no masculino uma das dificuldades da equipe de Bernardinho é a ausência de Serginho.

Mais que uma equipe azeitada, Zé tem um grupo vencedor. Passa por toda estrutura, Comissão Técnica onde seu auxiliar Paulo Coco, que era seu reserva no time do Banespa, mostrou ao juiz um posicionamento errado do Japão e ganhou um ponto para o Brasil no momento em que as japonesas estavam melhores na partida. Grupo bom e unido traz alegria no trabalho e aí desempenho é conseqüência de talento, coisa que todos ali têm para dar e vender, além de treinamento. Isso é outra coisa que Zé Roberto sempre foi voraz.

Desde os tempos de jogador Zé Roberto era o cara que chegava antes, treinava muito e saía depois dos outros. Competitivo mesmo com seu 1,78 metro desafiava quem fazia a bola ir mais alto no ataque, quem batia mais bolas seguidas durante o aquecimento dentro dos três metros e por aí vai. Jogou muito, inclusive internacionalmente com sucesso. Não se limitava às coisas da quadra. Ajudou na formação do primeiro grupo que integrou a equipe do Banespa e lá ficou até ir para São Carlos seu último time como jogador e, dos tempos de Banespa além de Paulo Coco que é seu assistente, Boni também integra a Comissão Técnica da seleção.

Nas finais do Grand Prix, o Japão que foi vice-campeão da competição inovou com uma volta ao passado. Várias vezes utilizou a rede com a levantadora no meio e atacantes apenas na entrada e na saída. E no caso das japonesas a aposta funcionou. Com apenas uma central com altura razoável para bloquear no meio e duas levantadoras que mal passam as mãos no ato do bloqueio, o técnico japonês Manabe surpreendeu e jogando boa parte do tempo com uma rede no passado fez sua equipe chegar ao pódio, local que estava distante há tempos das meninas japonesas.

Mais que usar uma tática do passado, Manabe fez sua equipe voltar aos tempos de glória quando o pódio era lugar certo para o país do sol nascente. Tal qual hoje é para o nosso verde amarelo, mas, esqueceu ou não sabia que o Zé também jogou como no levantador no meio da rede.

Jogos Olímpicos da Juventude: Brasil brilha

Ainda faltam alguns dias para o término da chamada Olimpíada da Juventude, mas o Brasil já superou o feito de sua última participação na primeira edição da competição, na cidade de Singapura em 2010.

Com sete dias ainda para o final do evento, a delegação brasileira até agora conquistou seis medalhas, mas já tem mais uma da final do tênis masculino. Esses resultados mostram a renovação do esporte brasileiro e novas caras que podem estar em evidência no Rio em 2016. Afinal faltam 715 dias para a cerimônia de abertura no Maracanã e a cada dia que nos aproxima do maior evento do esporte mundial, novos resultados surgem e, com eles, novas esperanças de conquistas para o Brasil.

Nem sempre grandes resultados conquistados na juventude são garantia de que atletas vão manter suas performances em alto nível, mas a escola dos Jogos Olímpicos da Juventude tem oferecido aos atletas brasileiros além dos desafios técnicos, situações de pressão que só os mais bem preparados podem levar bem e conquistar resultados. O caso da medalha de ouro no judô feminino, categoria até 52 kg mostra isso.

Layana Colman que conquistou o primeiro ouro brasileiro em Nanquim teve um desempenho espetacular. Em sua terceira luta, já na semifinal, a judoca brasileira aplicou um ippon em Mariam Janshvili, da Geórgia, o que determinaria o final do combate. Mas não foi assim. O juiz central, teve sua decisão alterada após intervenção dos árbitros laterais e o ponto foi anulado. Pressão total, mas Layana com muita força mental levou a luta até o fim e ganhou por duas punições contra a georgiana. Na luta final contra a búlgara Betina Thamelkova aplicou um ippon, que desta vez não foi questionado pelos árbitros e levou o ouro. O judô sempre leva o Brasil adiante. É uma autêntica fábrica de talentos e de medalhas para o esporte brasileiro. E Layana levou a prata na competição por equipes.

medalha Jogos Olímpicos da Juventude: Brasil brilha

No taekwando Edival Marques também conquistou ouro na categoria até 63 kg. Atual Campeão Mundial Juvenil o paraibano chegou a Nanquim como favorito e, isso, muitas vezes é um peso difícil de carregar, principalmente nessa idade, mas Edival não se fez de rogado e Netinho, como é mais conhecido, venceu sua luta final com sangue frio em altas doses e com muita emoção. Após liderar o combate com um ponto de vantagem quando faltavam quatro segundos sofreu um golpe que igualou o marcador. Pacientemente esperou para utilizar sua melhor arma e com um contra golpe faltando apenas um segundo para o termino do combate conquistou o ouro. Emocionado após vencer festejou e já disse que está pensando nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

Mas o grande nome do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude é Matheus Santana. Com duas medalhas de prata no acervo êle pulou na água do Najing Natatorium para sua terceira final - Os cem metros nado livre e arrasou . Quarenta e oito segundos e vinte e cinco centésimos depois saiu com o novo recorde mundial junior e a medalha de ouro.

Pressionado pelo chinês Yu Hexin ,vencedor dos 50 m livres,Matheus provou que é a fera nas águas nesses jogos .Prata nos 50 m livre,prata no 4 x 100 misto e ouro nos 100 m livre atestam isso .

Sempre lembro que uma das propagandas ligadas ao esporte e que melhor define o que é a batalha esportiva é uma da marca de relógios Tag Heuer que tinha o inesquecível Ayrton Senna como garoto propaganda. Uma foto dele, sério, concentrado e o relógio com o slogan: “Não quebra sob pressão”.

Matheus,Layana e Edival se encaixam muito bem nesse perfil. Foram submetidos a fortes pressões e saíram com o ouro no peito. Isso é ótimo para o Brasil. Ouro neles.

Bolt, basquete e ouro nas Olimpíadas da Juventude

UsainBolt StuForsterGettyImages Bolt, basquete e ouro nas Olimpíadas da Juventude

O tempo passa e as competições todas que aparecem, inevitavelmente, servem de parâmetros e avaliação para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Mesmo com um tempo razoável, em se tratando de preparação técnica, faltando até a abertura no Maracanã, a movimentação das equipes e atletas que deverão estar no evento maior do esporte mundial em competições importantes como campeonatos mundiais ou promocionais desperta grande interesse e atenção do publico e mídia.

Faltam 326 dias para o Pan de Toronto 2015. A maior competição antes dos Jogos do RIO 2016 e os resultados estão aparecendo .

Neste final de semana tivemos por aqui o desafio Bolt contra o tempo. Bom nome já que nada ou ninguém que corra com duas pernas, ao menos por enquanto, pode desafiar o jamaicano recordista olímpico e mundial. A praia do Leme Copacabana recebeu uma reta com quatro raias para a realização do desafio e Usain Bolt, claro, venceu. Não com um tempo digno de seus melhores dias, “apenas” 10,04 segundos para os 100 metros rasos. Marca apenas razoável para uma prova que o super atleta não disputava há um ano. Parecia que Bolt estava competindo em casa. Muita gente prestigiou e o Rio cada vez mais abraça em festa as ações ligadas aos Jogos e Bolt já sabe que terá uma grande torcida a seu favor por aqui em 2016. No feminino, o destaque foi o show da brasileira Rosângela Santos que venceu a jamaicana Schillonie Calvert e a americana Carmelita Jeter.

Nanquim ,na China ,viveu os primeiros triunfos do Brasil na Olimpíada da Juventude . Primeiro a natação e o revezamento 4x100 livre MISTO .Isso mesmo , 2 homens e 2 mulheres .Matheus Santana ,presença garantida nos Jogos do RIO 2016 e atual recordista mundial junior caiu na piscina em sétimo lugar e bateu em segundo . Prata para o Brasil .

O judô teve  a sul-matogrossense Layana Colman ,que superou na disputa da medalha de ouro a bulgara Betina Temelkova na categoria até 52 kg.Ela venceu por ippon ou um golpe perfeito  .Layana vem sendo apontada como um dos grandes destaques da nova geração do judô e agora é a melhor do mundo na sua idade.

Em Chicago, terra de Michael Jordan, o maior de todos os tempos no basquete, a seleção brasileira, comandada por Ruben Magnano teve um jogo amistosos preparatório para o Campeonato Mundial. Jogar sem encaixar um bom jogo é necessário acertar quase tudo, errar nada na defesa e ter nervos de aço. Não foi o que aconteceu.

O Brasil fez um bom jogo, mas irregular alternando bons e maus momentos. Por vezes defendia bem, mas a precipitação no ataque fazia lembrar gerações passadas que ficaram famosas tanto pelo talento como pela impaciência ofensiva e pela bola “queimando” nas mãos pedindo para ser arremessada. Essa instabilidade fez com que os brasileiros mostrassem muitas vezes um jogo parelho e, de repente, “brancos” ou “apagões” que faziam com que os americanos abrissem diferenças de 12 pontos após estarem um ponto atrás ou dois à frente. Se isso já é complicado contra um bom adversário, contra os EUA é fatal.

O curioso do placar da partida que foi de 95x78 para os americanos é que cada time venceu dois quartos: O primeiro foi 29x15 para os americanos, o segundo 22x16 para os brasileiros, o terceiro 26x23 também para o Brasil e o último 27x15 para os EUA. As parciais mostram a constância americana e a oscilação brasileira que chegou a ficar, no último quarto, quase três minutos sem marcar uma cesta.

Ruben Magnano mostrou um grupo muito forte e que tem todo potencial para estar entre os finalistas de qualquer competição, mas que precisa encaixar todo talento durante a maior parte do jogo. Para o técnico argentino que já foi campeão mundial com a seleção portenha o teste foi válido e poder contar com todos os grandes jogadores brasileiros que atuam na NBA traz um potencial enorme e de respeito para o time brasileiro. Os próprios jogadores americanos admitem  isso.

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Vôlei. Brasil segue invicto e se classifica

Em seu jogo mais nervoso e difícil nesta edição do Grand Prix, o Brasil venceu os Estados Unidos de virada por 3x2 e assegurou sua classificação para as finais da competição.

Até aqui as meninas brasileiras tinham perdido apenas um set, possuíam uma distância mais que confortável para a equipe mais próxima e, tudo isso que parecia ser um handicap mais que favorável mostrou que, no melhor estilo feitiço virou contra o feiticeiro, passou a ser a maior dificuldade para a seleção brasileira.

Falta de concentração e uma recepção irregular tornaram o jogo difícil para a equipe de Zé Roberto. Como consequência uma distribuição de bolas previsível por parte do Brasil e um bloqueio ianque bem montado tornava a missão das americanas de vencer todas suas partidas, para uma classificação sem depender de uma combinação de resultados favorável, mais fácil. E isso foi que o que rolou nos dois primeiros sets. A responsabilidade americana de ganhar foi facilitada pela instabilidade brasileira.

No terceiro set o Brasil acordou e voltou ao seu jogo rápido, consistente e com as meninas esbanjando raça e alegria. As americanas sentiram a mudança do comportamento da equipe brasileira, mas pouco puderam fazer. No quarto set a situação emocional era inversa aos dois primeiros sets, as brasileiras tranquilas e focadas e as americanas saindo do jogo na questão emocional, mas buscando na raça evitar um quinto set.

No quarto set aconteceu o ponto mais importante do jogo. Dani Lins fez um bloqueio, a bola subiu e, em seguida ela atacou fazendo o 17º ponto brasileiro. A partir daí a distribuição de bolas que já havia melhorado ficou perfeita e a levantadora cheia de inspiração deixou várias vezes as atacantes brasileiras com bloqueio simples ou sem bloqueio algum.

O quinto set confirmou a virada e a invencibilidade da equipe de Zé Roberto. Agora os últimos dois compromissos dessa fase podem servir para ele colocar no mesmo ritmo das titulares algumas atletas que estão no grupo e podem ser muito importantes mais à frente.

Para a proposta de utilizar o Grand Prix como preparação para o Mundial, Zé Roberto e todo seu grupo tem um resultado memorável, uma invencibilidade convincente com jogos contra adversários capacitados que colocam a equipe brasileira sob pressão o que qualifica ainda mais os resultados obtidos até agora. Essa geração brasileira vem marcando sua trajetória com grandes conquistas e pode chegar ao Campeonato Mundial que será disputado na Itália com o décimo título do Grand Prix na bagagem.

Mas vamos com calma que tem muito chão, ou melhor, muita quadra pela frente...

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Treino é treino. Jogo é jogo.

Nunca a antiga máxima do futebol serviu tanto para outro esporte como para as meninas do vôlei brasileiro no jogo contra os Estados Unidos. Depois de perder por quatro vezes seguidas em jogos amistosos disputados na América do Norte, as brasileiras deram um show em São Paulo e mandaram um 3x0 nas americanas num Ibirapuera lotado.

 

 

 

Os três sets a zero não espelham as dificuldades da partida, já que o jogo foi muito duro. Dessa vez Zé Roberto contou com toda força do seu elenco e Jaqueline voltou a jogar muito bem como já havia feito contra a Rússia. Se na primeira rodada do Grand Prix disputada na Itália contra China, Itália e Republica Dominicana a equipe brasileira não encontrou muitas dificuldades, as russas e, principalmente, as americanas valorizaram e muito o feito da seleção brasileira.

 

 

 

A equipe foi forte em todos os fundamentos e teve paciência quando a eficiente defesa americana fazia aumentar o tempo dos ralis. Saque, defesa, bloqueio e ataque funcionaram muito bem e quando algum deles, eventualmente, não ia bem o jogo se mantinha forte por parte do Brasil nos outros fundamentos. Isso é um grande diferencial dos times vencedores. O volume de jogo sempre flui muito bem.

 

 

 

Para uma equipe que tem como objetivo maior na temporada o Campeonato Mundial, o Brasil está num excelente caminho. Todas as meninas que entram em quadra têm jogado bastante bem o que coloca ainda mais dificuldades para suas rivais. Karch Kiraly o técnico americano deve estar imaginando o que fazer para tentar para as brasileiras. Ele sabe melhor que ninguém que é preciso ser consistente em todo o jogo e não excepcional em um ou dois fundamentos apenas para vencer sempre. Aos que perguntam se Kiraly foi o melhor do mundo é fácil responder: foi campeão olímpico na quadra nos jogos de 84 em Los Angeles, Seul 88  e na praia nos Jogos de Altanta em 96(único a realizar tal feito). Passava como o melhor libero de hoje, atacava bola altas e rápidas com a mesma qualidade, bloqueava e defendia. Tudo muito bem e isso o tornava o cara que não devia receber o saque, aquele que tinha uma atenção especial do bloqueio, enfim a preocupação maior dos adversários, com isso sobrava os outros quatro atacantes para trabalhar. Sim foi o melhor disparado na frente.

 

 

 

Na canoagem Isaquias Queiroz venceu no Campeonato Mundial de Canoagem em Moscou, a prova dos 500 metros na categoria C1. Essa vitória lhe deu o bi-campeonato. Mais importante que a vitória foi a superação: no sábado Isaquias sofreu uma queda e ficou fora do pódio da categoria C1 1000 metros. O brasileiro também conquistou o bronze na C2 200 metros com Erlon de Souza. O brasileiro de apenas 20 anos é uma das grandes promessas para o Rio 2016.

 

 

 

E ainda teve mais: no GP Brasil de Atletismo disputado em Belém do Pará, Mauro Vinicius da Silva, o Duda venceu o salto em distância com a marca de 7,74 metros. O jamaicano Asafa Powell esteve presente e venceu a prova dos 100 metros rasos com o tempo de 10,02 segundos sua melhor marca na temporada. Um bom público esteve presente e viu um evento de bom nível. O atletismo é uma das maiores esperanças de medalha nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

 

 

Copa e Olimpíada. O momento mercadológico

Se a Copa deu certo e foi um sucesso reconhecido por todos que estiveram no Brasil como atletas, turistas e aqueles que apostaram no evento e não tiraram suas fichas do pano verde quando as manifestações ameaçaram o sucesso do empreendimento e trouxeram preocupação às agências de propaganda, anunciantes e empresas de marketing de relacionamento que, diante das dúvidas, não conseguiram realizar todo o potencial de seus infinitos projetos, para os Jogos Olímpicos do Rio o clima é completamente diferente.

 

Comercialmente esse deve ser o maior legado da Copa. Sim um legado para a Olimpíada já que para o mercado o momento é agora. Os dados jogam a favor dos investidores, já que a equação formada por obras em andamento, resultados brilhantes dos atletas brasileiros e a baixa nas movimentações inquietantes que, justas ou não, tornam patrocinadores e anunciantes reticentes a ações que exponham suas marcas, produtos e serviços; o Brasil, mesmo em ritmo de eleições, caminha para um ciclo de mercado altamente favorável para os jogos.

 

Para marcas e empresas que desejam estar no pódio da visibilidade é o momento de correr. Atletas, técnicos e equipes podem ser os vetores ideais para propostas vencedoras, mesmo não ganhando. Abrir portas para o conhecimento do que pode representar uma ação envolvendo o esporte é, para uma empresa, uma conquista única: a imagem positiva junto a todos os demais diferenciais que cada marca possui. Estar ao lado do esforço do homem para superar limites é um ativo intangível absorvido pelo consumidor. Isso assim como o primeiro lugar vale ouro.

 

Na área de relacionamento então a coisa voa mais alto. Seja no aspecto com potenciais clientes e sua base já estabelecida, seja com veículos e público, a olimpíada no Rio oferece aos criativos um portfólio de possibilidades tão extenso como as belezas cariocas.

 

O esporte tem crescido significativamente em audiência na tevê. Nos últimos sete anos o salto foi de 53%. Isso envolve transmissões, eventos, documentários sem contar a Copa do Mundo. O entretenimento é a indústria que mais cresce no mundo e o esporte é um de seus produtos mais valiosos. Várias empresas já viram isso e direcionam, cada vez mais, verbas para ações no esporte.

 

Toda vez que alguém me pergunta sobre as vantagens de investir no esporte, uma das primeiras coisas que me vêm à cabeça é uma situação acontecida num torneio de tênis, patrocinado pelo então existente e de longa história no marketing esportivo brasileiro, o Banespa, no Rio de Janeiro. Quadras na praia de Copacabana pela primeira vez, passarela do Copacabana Palace para o estádio principal, mais de cinco mil pessoas na final e uma pergunta feita na sala vip por um curioso: “por que o Banco do Estado de São Paulo patrocina um evento desses no Rio gastando uma fortuna?” A resposta veio rápida. O questionador foi apresentado duas pessoas; uma delas diretor de uma grande multinacional que fechara com o banco para que ele ficasse responsável pelas contas aqui e lá fora da companhia. A operação fechada muito mais que pagava o investimento, melhorava muito a posição do banco. Outra era o diretor de uma estatal federal que também fechou para o Banespa ser o banco lá fora. Além de tudo isso o patrocínio melhorou muito a imagem do banco no Rio e sua posição no ranking local.

 

O esporte possibilita expansão de horizontes para empresas que enxergam o mundo e as pessoas. No caso do Rio sempre me lembro dele, pois o questionador era, simplesmente, um diretor do próprio Banespa que precisou aprender ali, na frente de muitos, dentre os quais eu que transmitia o torneio, o que o esporte podia fazer pela empresa na qual ele trabalhava.

 

 

Rio 2016. Estamos a dois anos da ABERTURA

Acostumado a viajar mundo afora para cobrir grandes eventos esportivos há muito tempo, acredito ser um cara de muita sorte profissionalmente. Primeiro viajei nos livros, grandes companheiros desde criança e, claro sempre sonhando com as viagens protagonizadas por meu pai, algumas das quais já falei um pouco por aqui, depois quando entrei no jornalismo as viagens passaram a fazer parte de meu dia a dia e vários passaportes cheios e centenas de credenciais me trazem grandes recordações.

Essa sorte está para chegar ao seu momento maior; os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016. A Olimpíada no Brasil. Quando iniciei no jornalismo isso era tão distante quanto nos anos 50 alguém falar que o homem um dia chegaria à Lua. Pois é, Neil Armstrong andou na superfície lunar em 69 e ela deixou de ser dos poetas, românticos e dos namorados para ser também dos cientistas e dos militares como diz Herbert Viana. Da mesma forma o esporte brasileiro estava muito, muito longe de uma realização como essa. O último grande evento era a Copa de 50 com Maracanazzo e, mesmo com a conquista do tri, organizar um novo Mundial de Futebol também estava a uma distância galática.

No esporte nosso vôlei ainda não tinha um estilo definido e após copiar a escola soviética da força, passava para a velocidade asiática. Apesar de termos grandes talentos na época como Bebeto e Bernard apenas para citar dois, estávamos longe do pódio, lugar comum nos dias de hoje. Nosso feminino dependia de convites para alguns torneios já que nem sempre conseguia classificação e hoje as meninas brasileiras são o time a ser batido. Quanta diferença!

Impossível não me emocionar com a data de hoje. Pensar que daqui a apenas dois anos estaremos na abertura do maior evento esportivo do planeta, onde a mensagem de paz e congraçamento dos povos é o mais importante num momento em que o mundo e os homens do poder se colocam cada vez mais em posições beligerantes e intransigentes. Pensar que poderei, mesmo trabalhando, estar perto de minha filha Fernanda com quem pouco pude estar em sua infância já que as viagens me levavam pelo mundo no tapete mágico do esporte e, mesmo com a qualidade dos momentos em que estivemos juntos, claro que sentimos muita falta um do outro.

A possibilidade de estarmos todos, em casa, no maior evento esportivo é a chance definitiva de mostrarmos o quanto mudamos, o quanto evoluímos e que podemos fazer uma excepcional edição olímpica. Uma daquelas para entrar para a história. Talvez tão grande como Pequim 2008, a maior de toda a história, ou ainda como Londres 2012, ou até Los Angeles 1984. A certeza que temos hoje é a de que estaremos prontos. A estrutura está caminhando em todas as frentes e nossos atletas estão sendo preparados como nunca o que prenuncia bons resultados.

Tudo isso torna, para mim, os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 como a mais importante cobertura de minha carreira. Estar no Parque Olímpico e pouco depois com meus filhos será uma emoção única e, com toda certeza, uma das maiores de minha vida. Agora é tempo de espera. Com muito trabalho, mas será uma é uma doce e emocionante espera até o dia 5 de agosto de 2016, às 18:00 horas onde estaremos no Maracanã.

 

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