Bolt, basquete e ouro nas Olimpíadas da Juventude

UsainBolt StuForsterGettyImages Bolt, basquete e ouro nas Olimpíadas da Juventude

O tempo passa e as competições todas que aparecem, inevitavelmente, servem de parâmetros e avaliação para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Mesmo com um tempo razoável, em se tratando de preparação técnica, faltando até a abertura no Maracanã, a movimentação das equipes e atletas que deverão estar no evento maior do esporte mundial em competições importantes como campeonatos mundiais ou promocionais desperta grande interesse e atenção do publico e mídia.

Faltam 326 dias para o Pan de Toronto 2015. A maior competição antes dos Jogos do RIO 2016 e os resultados estão aparecendo .

Neste final de semana tivemos por aqui o desafio Bolt contra o tempo. Bom nome já que nada ou ninguém que corra com duas pernas, ao menos por enquanto, pode desafiar o jamaicano recordista olímpico e mundial. A praia do Leme Copacabana recebeu uma reta com quatro raias para a realização do desafio e Usain Bolt, claro, venceu. Não com um tempo digno de seus melhores dias, “apenas” 10,04 segundos para os 100 metros rasos. Marca apenas razoável para uma prova que o super atleta não disputava há um ano. Parecia que Bolt estava competindo em casa. Muita gente prestigiou e o Rio cada vez mais abraça em festa as ações ligadas aos Jogos e Bolt já sabe que terá uma grande torcida a seu favor por aqui em 2016. No feminino, o destaque foi o show da brasileira Rosângela Santos que venceu a jamaicana Schillonie Calvert e a americana Carmelita Jeter.

Nanquim ,na China ,viveu os primeiros triunfos do Brasil na Olimpíada da Juventude . Primeiro a natação e o revezamento 4x100 livre MISTO .Isso mesmo , 2 homens e 2 mulheres .Matheus Santana ,presença garantida nos Jogos do RIO 2016 e atual recordista mundial junior caiu na piscina em sétimo lugar e bateu em segundo . Prata para o Brasil .

O judô teve  a sul-matogrossense Layana Colman ,que superou na disputa da medalha de ouro a bulgara Betina Temelkova na categoria até 52 kg.Ela venceu por ippon ou um golpe perfeito  .Layana vem sendo apontada como um dos grandes destaques da nova geração do judô e agora é a melhor do mundo na sua idade.

Em Chicago, terra de Michael Jordan, o maior de todos os tempos no basquete, a seleção brasileira, comandada por Ruben Magnano teve um jogo amistosos preparatório para o Campeonato Mundial. Jogar sem encaixar um bom jogo é necessário acertar quase tudo, errar nada na defesa e ter nervos de aço. Não foi o que aconteceu.

O Brasil fez um bom jogo, mas irregular alternando bons e maus momentos. Por vezes defendia bem, mas a precipitação no ataque fazia lembrar gerações passadas que ficaram famosas tanto pelo talento como pela impaciência ofensiva e pela bola “queimando” nas mãos pedindo para ser arremessada. Essa instabilidade fez com que os brasileiros mostrassem muitas vezes um jogo parelho e, de repente, “brancos” ou “apagões” que faziam com que os americanos abrissem diferenças de 12 pontos após estarem um ponto atrás ou dois à frente. Se isso já é complicado contra um bom adversário, contra os EUA é fatal.

O curioso do placar da partida que foi de 95x78 para os americanos é que cada time venceu dois quartos: O primeiro foi 29x15 para os americanos, o segundo 22x16 para os brasileiros, o terceiro 26x23 também para o Brasil e o último 27x15 para os EUA. As parciais mostram a constância americana e a oscilação brasileira que chegou a ficar, no último quarto, quase três minutos sem marcar uma cesta.

Ruben Magnano mostrou um grupo muito forte e que tem todo potencial para estar entre os finalistas de qualquer competição, mas que precisa encaixar todo talento durante a maior parte do jogo. Para o técnico argentino que já foi campeão mundial com a seleção portenha o teste foi válido e poder contar com todos os grandes jogadores brasileiros que atuam na NBA traz um potencial enorme e de respeito para o time brasileiro. Os próprios jogadores americanos admitem  isso.

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Vôlei. Brasil segue invicto e se classifica

Em seu jogo mais nervoso e difícil nesta edição do Grand Prix, o Brasil venceu os Estados Unidos de virada por 3x2 e assegurou sua classificação para as finais da competição.

Até aqui as meninas brasileiras tinham perdido apenas um set, possuíam uma distância mais que confortável para a equipe mais próxima e, tudo isso que parecia ser um handicap mais que favorável mostrou que, no melhor estilo feitiço virou contra o feiticeiro, passou a ser a maior dificuldade para a seleção brasileira.

Falta de concentração e uma recepção irregular tornaram o jogo difícil para a equipe de Zé Roberto. Como consequência uma distribuição de bolas previsível por parte do Brasil e um bloqueio ianque bem montado tornava a missão das americanas de vencer todas suas partidas, para uma classificação sem depender de uma combinação de resultados favorável, mais fácil. E isso foi que o que rolou nos dois primeiros sets. A responsabilidade americana de ganhar foi facilitada pela instabilidade brasileira.

No terceiro set o Brasil acordou e voltou ao seu jogo rápido, consistente e com as meninas esbanjando raça e alegria. As americanas sentiram a mudança do comportamento da equipe brasileira, mas pouco puderam fazer. No quarto set a situação emocional era inversa aos dois primeiros sets, as brasileiras tranquilas e focadas e as americanas saindo do jogo na questão emocional, mas buscando na raça evitar um quinto set.

No quarto set aconteceu o ponto mais importante do jogo. Dani Lins fez um bloqueio, a bola subiu e, em seguida ela atacou fazendo o 17º ponto brasileiro. A partir daí a distribuição de bolas que já havia melhorado ficou perfeita e a levantadora cheia de inspiração deixou várias vezes as atacantes brasileiras com bloqueio simples ou sem bloqueio algum.

O quinto set confirmou a virada e a invencibilidade da equipe de Zé Roberto. Agora os últimos dois compromissos dessa fase podem servir para ele colocar no mesmo ritmo das titulares algumas atletas que estão no grupo e podem ser muito importantes mais à frente.

Para a proposta de utilizar o Grand Prix como preparação para o Mundial, Zé Roberto e todo seu grupo tem um resultado memorável, uma invencibilidade convincente com jogos contra adversários capacitados que colocam a equipe brasileira sob pressão o que qualifica ainda mais os resultados obtidos até agora. Essa geração brasileira vem marcando sua trajetória com grandes conquistas e pode chegar ao Campeonato Mundial que será disputado na Itália com o décimo título do Grand Prix na bagagem.

Mas vamos com calma que tem muito chão, ou melhor, muita quadra pela frente...

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Treino é treino. Jogo é jogo.

Nunca a antiga máxima do futebol serviu tanto para outro esporte como para as meninas do vôlei brasileiro no jogo contra os Estados Unidos. Depois de perder por quatro vezes seguidas em jogos amistosos disputados na América do Norte, as brasileiras deram um show em São Paulo e mandaram um 3x0 nas americanas num Ibirapuera lotado.

 

 

 

Os três sets a zero não espelham as dificuldades da partida, já que o jogo foi muito duro. Dessa vez Zé Roberto contou com toda força do seu elenco e Jaqueline voltou a jogar muito bem como já havia feito contra a Rússia. Se na primeira rodada do Grand Prix disputada na Itália contra China, Itália e Republica Dominicana a equipe brasileira não encontrou muitas dificuldades, as russas e, principalmente, as americanas valorizaram e muito o feito da seleção brasileira.

 

 

 

A equipe foi forte em todos os fundamentos e teve paciência quando a eficiente defesa americana fazia aumentar o tempo dos ralis. Saque, defesa, bloqueio e ataque funcionaram muito bem e quando algum deles, eventualmente, não ia bem o jogo se mantinha forte por parte do Brasil nos outros fundamentos. Isso é um grande diferencial dos times vencedores. O volume de jogo sempre flui muito bem.

 

 

 

Para uma equipe que tem como objetivo maior na temporada o Campeonato Mundial, o Brasil está num excelente caminho. Todas as meninas que entram em quadra têm jogado bastante bem o que coloca ainda mais dificuldades para suas rivais. Karch Kiraly o técnico americano deve estar imaginando o que fazer para tentar para as brasileiras. Ele sabe melhor que ninguém que é preciso ser consistente em todo o jogo e não excepcional em um ou dois fundamentos apenas para vencer sempre. Aos que perguntam se Kiraly foi o melhor do mundo é fácil responder: foi campeão olímpico na quadra nos jogos de 84 em Los Angeles, Seul 88  e na praia nos Jogos de Altanta em 96(único a realizar tal feito). Passava como o melhor libero de hoje, atacava bola altas e rápidas com a mesma qualidade, bloqueava e defendia. Tudo muito bem e isso o tornava o cara que não devia receber o saque, aquele que tinha uma atenção especial do bloqueio, enfim a preocupação maior dos adversários, com isso sobrava os outros quatro atacantes para trabalhar. Sim foi o melhor disparado na frente.

 

 

 

Na canoagem Isaquias Queiroz venceu no Campeonato Mundial de Canoagem em Moscou, a prova dos 500 metros na categoria C1. Essa vitória lhe deu o bi-campeonato. Mais importante que a vitória foi a superação: no sábado Isaquias sofreu uma queda e ficou fora do pódio da categoria C1 1000 metros. O brasileiro também conquistou o bronze na C2 200 metros com Erlon de Souza. O brasileiro de apenas 20 anos é uma das grandes promessas para o Rio 2016.

 

 

 

E ainda teve mais: no GP Brasil de Atletismo disputado em Belém do Pará, Mauro Vinicius da Silva, o Duda venceu o salto em distância com a marca de 7,74 metros. O jamaicano Asafa Powell esteve presente e venceu a prova dos 100 metros rasos com o tempo de 10,02 segundos sua melhor marca na temporada. Um bom público esteve presente e viu um evento de bom nível. O atletismo é uma das maiores esperanças de medalha nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

 

 

Copa e Olimpíada. O momento mercadológico

Se a Copa deu certo e foi um sucesso reconhecido por todos que estiveram no Brasil como atletas, turistas e aqueles que apostaram no evento e não tiraram suas fichas do pano verde quando as manifestações ameaçaram o sucesso do empreendimento e trouxeram preocupação às agências de propaganda, anunciantes e empresas de marketing de relacionamento que, diante das dúvidas, não conseguiram realizar todo o potencial de seus infinitos projetos, para os Jogos Olímpicos do Rio o clima é completamente diferente.

 

Comercialmente esse deve ser o maior legado da Copa. Sim um legado para a Olimpíada já que para o mercado o momento é agora. Os dados jogam a favor dos investidores, já que a equação formada por obras em andamento, resultados brilhantes dos atletas brasileiros e a baixa nas movimentações inquietantes que, justas ou não, tornam patrocinadores e anunciantes reticentes a ações que exponham suas marcas, produtos e serviços; o Brasil, mesmo em ritmo de eleições, caminha para um ciclo de mercado altamente favorável para os jogos.

 

Para marcas e empresas que desejam estar no pódio da visibilidade é o momento de correr. Atletas, técnicos e equipes podem ser os vetores ideais para propostas vencedoras, mesmo não ganhando. Abrir portas para o conhecimento do que pode representar uma ação envolvendo o esporte é, para uma empresa, uma conquista única: a imagem positiva junto a todos os demais diferenciais que cada marca possui. Estar ao lado do esforço do homem para superar limites é um ativo intangível absorvido pelo consumidor. Isso assim como o primeiro lugar vale ouro.

 

Na área de relacionamento então a coisa voa mais alto. Seja no aspecto com potenciais clientes e sua base já estabelecida, seja com veículos e público, a olimpíada no Rio oferece aos criativos um portfólio de possibilidades tão extenso como as belezas cariocas.

 

O esporte tem crescido significativamente em audiência na tevê. Nos últimos sete anos o salto foi de 53%. Isso envolve transmissões, eventos, documentários sem contar a Copa do Mundo. O entretenimento é a indústria que mais cresce no mundo e o esporte é um de seus produtos mais valiosos. Várias empresas já viram isso e direcionam, cada vez mais, verbas para ações no esporte.

 

Toda vez que alguém me pergunta sobre as vantagens de investir no esporte, uma das primeiras coisas que me vêm à cabeça é uma situação acontecida num torneio de tênis, patrocinado pelo então existente e de longa história no marketing esportivo brasileiro, o Banespa, no Rio de Janeiro. Quadras na praia de Copacabana pela primeira vez, passarela do Copacabana Palace para o estádio principal, mais de cinco mil pessoas na final e uma pergunta feita na sala vip por um curioso: “por que o Banco do Estado de São Paulo patrocina um evento desses no Rio gastando uma fortuna?” A resposta veio rápida. O questionador foi apresentado duas pessoas; uma delas diretor de uma grande multinacional que fechara com o banco para que ele ficasse responsável pelas contas aqui e lá fora da companhia. A operação fechada muito mais que pagava o investimento, melhorava muito a posição do banco. Outra era o diretor de uma estatal federal que também fechou para o Banespa ser o banco lá fora. Além de tudo isso o patrocínio melhorou muito a imagem do banco no Rio e sua posição no ranking local.

 

O esporte possibilita expansão de horizontes para empresas que enxergam o mundo e as pessoas. No caso do Rio sempre me lembro dele, pois o questionador era, simplesmente, um diretor do próprio Banespa que precisou aprender ali, na frente de muitos, dentre os quais eu que transmitia o torneio, o que o esporte podia fazer pela empresa na qual ele trabalhava.

 

 

Rio 2016. Estamos a dois anos da ABERTURA

Acostumado a viajar mundo afora para cobrir grandes eventos esportivos há muito tempo, acredito ser um cara de muita sorte profissionalmente. Primeiro viajei nos livros, grandes companheiros desde criança e, claro sempre sonhando com as viagens protagonizadas por meu pai, algumas das quais já falei um pouco por aqui, depois quando entrei no jornalismo as viagens passaram a fazer parte de meu dia a dia e vários passaportes cheios e centenas de credenciais me trazem grandes recordações.

Essa sorte está para chegar ao seu momento maior; os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016. A Olimpíada no Brasil. Quando iniciei no jornalismo isso era tão distante quanto nos anos 50 alguém falar que o homem um dia chegaria à Lua. Pois é, Neil Armstrong andou na superfície lunar em 69 e ela deixou de ser dos poetas, românticos e dos namorados para ser também dos cientistas e dos militares como diz Herbert Viana. Da mesma forma o esporte brasileiro estava muito, muito longe de uma realização como essa. O último grande evento era a Copa de 50 com Maracanazzo e, mesmo com a conquista do tri, organizar um novo Mundial de Futebol também estava a uma distância galática.

No esporte nosso vôlei ainda não tinha um estilo definido e após copiar a escola soviética da força, passava para a velocidade asiática. Apesar de termos grandes talentos na época como Bebeto e Bernard apenas para citar dois, estávamos longe do pódio, lugar comum nos dias de hoje. Nosso feminino dependia de convites para alguns torneios já que nem sempre conseguia classificação e hoje as meninas brasileiras são o time a ser batido. Quanta diferença!

Impossível não me emocionar com a data de hoje. Pensar que daqui a apenas dois anos estaremos na abertura do maior evento esportivo do planeta, onde a mensagem de paz e congraçamento dos povos é o mais importante num momento em que o mundo e os homens do poder se colocam cada vez mais em posições beligerantes e intransigentes. Pensar que poderei, mesmo trabalhando, estar perto de minha filha Fernanda com quem pouco pude estar em sua infância já que as viagens me levavam pelo mundo no tapete mágico do esporte e, mesmo com a qualidade dos momentos em que estivemos juntos, claro que sentimos muita falta um do outro.

A possibilidade de estarmos todos, em casa, no maior evento esportivo é a chance definitiva de mostrarmos o quanto mudamos, o quanto evoluímos e que podemos fazer uma excepcional edição olímpica. Uma daquelas para entrar para a história. Talvez tão grande como Pequim 2008, a maior de toda a história, ou ainda como Londres 2012, ou até Los Angeles 1984. A certeza que temos hoje é a de que estaremos prontos. A estrutura está caminhando em todas as frentes e nossos atletas estão sendo preparados como nunca o que prenuncia bons resultados.

Tudo isso torna, para mim, os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 como a mais importante cobertura de minha carreira. Estar no Parque Olímpico e pouco depois com meus filhos será uma emoção única e, com toda certeza, uma das maiores de minha vida. Agora é tempo de espera. Com muito trabalho, mas será uma é uma doce e emocionante espera até o dia 5 de agosto de 2016, às 18:00 horas onde estaremos no Maracanã.

 

Brasil vai invadir a China nos Jogos Olímpicos da Juventude

A China é o país mais populoso do mundo sem dúvida, mas o Brasil que ocupa a quinta colocação no ranking em termos de habitantes será o segundo maior contingente nos Jogos Olímpicos da Juventude que se iniciam no dia 16 e vão até o dia 28 de agosto, em Nanquim.

Diferentemente da Olimpíada adulta, os Jogos da Juventude têm limitação nos integrantes de delegação a 70 atletas nas modalidades individuais e mais uma por gênero por equipes. Dessa maneira serão 97 atletas brasileiros nas terras chinesas, ou seja, o Brasil conseguiu classificar a cota máxima de atletas. Isso já é um feito.

Essas promessas são os que podem chegar aos Jogos Olímpicos de Tókio em 2020. Claro que excepcionalmente alguém pode já estar presente no Rio de Janeiro em 2016, mas essa não será a regra. O vestibular do esporte é duro e significa o primeiro degrau para sair do estágio de promessa para realidade, feito que nem todos conseguem.

Trabalho de base é uma coisa muito séria e sem ele não existe renovação e, conseqüentemente, resultados. Sabemos muito bem que sem resultados a indústria do esporte não gira. Tão sério isso é levado mundo afora que a seleção de futebol da Alemanha acaba de conquistar o Campeonato Europeu sub 19, ou seja, os campeões do mundo já têm seus sucessores por aí e devemos ver alguns deles na Copa de 2018.

A delegação brasileira será novamente chefiada por Adriana Behar. Nossa medalhista olímpica – prata em Sydney 2000 e Athenas 2004, ambas com Shelda na dupla – e multi-campeã no vôlei de praia faz parte da nova geração de dirigentes esportivos que estão sendo formados pelo COB. Realização dentro e fora das quadras qualifica cada vez mais o esporte brasileiro para seus desafios futuros.

Os Jogos da Juventude reúnem os melhores atletas do mundo dos 15 aos 18 anos. Nessa faixa etária em que os virtuoses aparecem nos Jogos Olímpicos ou mesmo esportes como ginástica olímpica tem seus maiores destaques, portanto a competição pode ser um ótimo espelho do que veremos logo à frente.

Dentre nosso talentoso grupo vejo como destaques Marcus Vinícius D’Almeida no tiro com arco e Matheus Santana na natação. Ambos possuem grandes marcas, sendo que Marcus Vinícius foi vencedor do Mundial e Matheus também tem o recorde mundial dos 100 metros livre na sua categoria.

Que num momento extremamente conturbado do planeta o esporte leve, como sempre, sua mensagem de paz e congraçamento a todos os povos.

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Brasil chega ao ouro no Mundial de Atletismo Junior. RIO 2016 promete

Era mais um final de semana na cidade de Eugene, estado do Oregon nos EUA um lugar mítico para o atletismo. Afinal foi por lá que apareceu Steve Prefontaine o fundista que encantou o mundo e primeiro americano recordista de todas as distâncias entre os 2 mil e 10 mil metros.

Lá também surgiu a Nike, criada por Phil Knight e Bill Bowerman, treinador de Prefontaine. Inicialmente uma marca para corredores e hoje uma gigante global do mundo dos esportes e que teve seu logo criado por uma designer que recebeu a fortuna de 20 dólares por ele.

Eugene também foi a casa de Joaquim Cruz a partir de 83 quando ganhou uma bolsa de estudos e dali foi para o ouro olímpico em Los Angeles no ano seguinte e a prata em Seul 88. Antes de Joaquim, o último ouro olímpico brasileiro no atletismo havia sido de Adhemar Ferreira da Silva em Melbourne, Austrália no distante ano de 1956.

No último final de semana Eugene recebeu o Mundial Juvenil de Atletismo. Na mesma pista onde lendas do atletismo competiram, a nova geração do nosso atletismo esteve e o Brasil fez bonito. Muito bonito.

Na melhor tradição dos triplistas brasileiros, Mateus Sá conquistou a medalha de bronze com a marca de 16,47 metros o que mostra que a seqüência de talentos na modalidade que foi iniciada por Adhemar e passa por Nelson Prudêncio, João do Pulo e Jadel Gregório possui um novo, talentoso e promissor integrante.

No arremesso do disco feminino, Izabela Rodrigues conquistou, pela primeira vez, uma medalha de ouro para o Brasil na modalidade. A marca de 58 metros e 03 centímetros colocou a atleta que foi revelada em competições escolares na história do atletismo brasileiro.

O atletismo é um esporte natural para o homem e que vem desde sua luta pela sobrevivência. Correr, saltar, arremessar. Atos tão corriqueiros que são transformados em arte por talentos que tornam simples movimentos de nosso dia a dia em grandes marcas e imagens de superação.

Mateus e Izabela fazem parte de uma geração que tem todas as condições de, numa boa sequência de trabalho trazer novas e grandes marcas ao atletismo brasileiro.

O atletismo é a modalidade que mais distribui medalhas nos Jogos Olímpicos. Querer uma boa classificação passa, obrigatoriamente, por uma boa performance no mais tradicional dos esportes. O final de semana em Eugene mostrou um ótimo caminho.

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Pan: Faltam 350 dias para o show

Com o final da Copa o assunto do esporte passou a ser os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro e a Olimpíada no Brasil é assunto em todo mundo, mas vamos com calma. Entre os dois maiores eventos do planeta temos os Jogos Pan Americanos de Toronto no ano que vem.

Com a lição aprendida nos Jogos Olímpicos de 1976 que aconteceram em Montreal os quais só tiveram sua bilionária conta liquidada mais de trinta anos depois, o Canadá fez um cuidadoso planejamento tanto em infra-estrutura como na questão orçamentária e vem mostrando excelentes resultados na organização. Lições que doem no bolso são ótimos remédios e, normalmente, mostram bons caminhos para o futuro.

Instalações que podem ser acompanhadas por câmeras via web mostram o andamento das obras. Preocupação com a destinação das instalações e um equilíbrio financeiro típico dos canadenses mostra que o Pan de 2015 está andando muito bem e tudo ficará pronto com tempo de sobra. A expectativa para o publico é de um grande evento e isso tudo traz ingredientes que permitem prever um show de transmissão.

A apresentação do Planejamento do Time Brasil para os Jogos do Rio em 2016 dá uma ótima base de analise do que poderá ser o desempenho dos atletas brasileiros no Pan de 2015 em Toronto.

Os investimentos é o maior da história do esporte brasileiro e podem chegar a 1,3 bilhão de reais que traz consigo a responsabilidade de resultados. Essa parte vem sendo plenamente atendida já que o ano de 2013 foi o maior da história do desporto nacional e além dos resultados nas modalidades tradicionalmente fortes, o Brasil está surpreendendo em esportes até então pouco praticados e que não tinham resultados expressivos.

Se a meta para os Jogos Olímpicos do Rio é de 27 medalhas no total, o que pelo critério de números absolutos de pódios nos colocaria entre os dez primeiros, para o Pan, essa preparação pode trazer um resultado geral fantástico, que permita ao Brasil um forte aval técnico para a Olimpíada de 2016.

A meta olímpica já foi superada em números pelos resultados obtidos no ano passado. Foram 28 pódios, sendo oito títulos mundiais. Claro que numa Olimpíada a ser disputada em casa, fatores externos entram nos campos, quadras e piscinas, mas a progressão dos resultados dos atletas brasileiros permite uma projeção bastante positiva.

Em agosto teremos na China, na cidade de Nanquim o desfile das mais novas estrelas do esporte brasileiro. Os Jogos Olímpicos da Juventude. Dali alguns talentos passarão a realidades e irão carimbar suas idas ao Pan de Toronto e de lá, quem sabe, Rio 2016.  Isso mostra mais uma importância do Pan: integrar jovens atletas aos mais experimentados numa competição de alto nível. Esse rito de passagem tem exceções, é claro, mas vale para a grande maioria dos atletas.

Resultado sempre é fruto de talento, mas vale sempre lembrar que talento rima com planejamento e essa rima é fundamental para o sucesso no esporte.

Vôlei: Brasil é vice

A Liga Mundial termina para o Brasil com um bom prenúncio para a seleção brasileira. Depois de uma difícil fase classificatória onde a equipe se encontrou apenas na última rodada contra a Itália, o vice campeonato é um prêmio para o grupo de Bernardinho.

Poucos poderiam imaginar que após as primeiras rodadas de classificação contra Itália, Polônia e Irã disputadas aqui no Brasil e onde a equipe conquistou apenas duas vitórias em seis partidas jogando de uma maneira irregular e, por vezes, irreconhecível.

Sem Murilo nas melhores condições e sem o libero Serginho, o Brasil sofreu muito para ter uma linha de passe e a irregularidade neste fundamento junto com os muitos baixos e poucos altos no saque relegaram a seleção brasileira a uma situação bem difícil de ser revertida e pior, ao final das rodadas aqui disputadas, o time foi para o Irã desfalcado das meninas da estatística parte fundamental do trabalho em qualquer situação, mais ainda quando a equipe não está bem. Mesmo com eventuais substitutos na área já que mulheres não são permitidas em ginásios com competições masculinas nas terras iranianas, foi no segundo jogo lá disputado que a vitória por 3x2 nos colocou novamente na briga pela classificação.

A Itália que até então nadava de braçada e havia vencido todas suas partidas começou a colocar seus reservas para jogar e dificultar ainda mais a missão brasileira. Uma tática perigosa que pela qual o técnico Mauro Berruto pagou caro, seu time desandou, e quando chegou a hora de enfrentar o Brasil perdeu, em casa, seus dois jogos já com todos os titulares. Vitórias que deram mais confiança ao Brasil além da classificação para as finais.

Ao vencer a Rússia em seu primeiro jogo da fase final, o Brasil não só classificou-se como passou a poder analisar o andamento de seus adversários e pode poupar Murilo e Sidão em seu segundo jogo contra o Irã. Perdeu e curiosamente foi, novamente, enfrentar a Itália por uma vaga na final. Uma coisa é indiscutível: no momento, por melhor que estejam os italianos, o jogo do time de Bernardinho encaixa com eles e com uma vitória por 3x0 fomos à final contra os EUA.

Na final o jogo brasileiro não fluiu e os 3x1 impostos pelos americanos deixaram a equipe sem mais um título. Essa foi a terceira derrota em finais para os EUA sendo as duas anteriores nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984 e Pequim em 2008.

Mesmo não fazendo uma boa final o time mostrou que tem tudo para fazer uma boa participação no Mundial que será jogado na Polônia a partir de 30 de agosto. A recuperação de Murilo trouxe não só qualidade ao passe, mas um bloqueio mais forte e uma regularidade ao ataque na ponta. Dessa maneira Lucarelli jogou mais tranqüilo, errou menos e pode ajudar mais a seleção, além do saque e bloqueio que funcionaram muito bem nesta fase.

Ganhar da Rússia também foi um fato importante, pois desde a final dos Jogos Olímpicos de Londres não vencíamos os conterrâneos de Putin. Superar essa marca negativa, de uma maneira bastante consistente com a equipe russa completa foi muito bom.

O Brasil vai para o Mundial da Polônia como um dos favoritos, mas no mesmo patamar de outras equipes como Rússia, EUA, Itália e também os donos da casa. Não tem nada fácil.

Jogos Olímpicos: agora só elogios para o Rio 2016

agua Jogos Olímpicos: agora só elogios para o Rio 2016

Pouco antes do início da Copa o Comitê Olímpico Internacional bateu forte na organização dos Jogos do Rio 2016. Atrasos nas obras, indefinição de responsabilidades e a colocação de um executivo para ficar “de olho” no andamento das coisas para que as coisas entrassem nos eixos.

Depois do sucesso da Copa do Mundo, a surpresa de Thomas Bach, presidente do COI foi manifestada por uma série de elogios impensáveis até pouco tempo. A certeza de que tudo estará pronto e a Olimpíada será maravilhosa agora são palavras comuns na boca do alemão.

O que mudou? Simples, as obras dos estádios ficaram prontas e, se não cumpriram os prazos estabelecidos, foram elogiadas por todos: atletas, imprensa e publico fazendo bonito mundo afora. Essa surpresa de todos, aliada à receptividade do Brasil fez o COI mudar o discurso, além disso, tem a seu favor o tempo que permite que todas as obras sejam terminadas a tempo.

Toda uma nova leva de profissionais que foram formados para a Copa pode, e deve ser utilizada na Olimpíada, principalmente na área de hospitalidade. Quanto às sedes da Copa, agora começa a dança do acasalamento para conseguirem sediar grupos do futebol olímpico tanto no masculino como no feminino. Lembro que o numero de participantes no masculino é de 16 como nos antigos mundiais e no feminino de 12 o que restringe a possibilidade de muitas cidades receberem o futebol. Quem está mais perto tem vantagem.

Também novos profissionais na área de atendimento em arenas está no mercado e os Jogos do Rio também já tem esse legado da Copa para usufruir. Voluntários capacitados para atender uma clientela de todo o mundo, uma mão de obra que foi muito elogiada por todos que estiveram no Mundial de Futebol pode ser absorvida e já credenciar os Jogos do Rio para ser um grande sucesso nessa área.

Para quem sofreu os boatos de mudança de sede, os Jogos do Rio obtiveram com a Copa a primeira de suas vitórias. Pode ser que não ocorra na velocidade à qual os executivos internacionais estejam acostumados em termos de obras, mas para eles, hoje não existe dúvida que as obras estarão prontas. A Vila Olímpica, Deodoro e outras instalações do projeto olímpico brasileiro que foram tão criticadas por atraso nas obras, agora são vistas como possíveis marcos de um evento que, segundo Bach, será “inesquecível”.

Mais importante que a lua de mel entre COI e o Brasil com relação aos Jogos do Rio em decorrência do sucesso da Copa, é sempre bom lembrar que apesar do Mundial de Futebol ser um dos maiores eventos do mundo, ele não é o maior. Perde para os Jogos Olímpicos. A concentração de competições que tem sua grande maioria em uma única cidade, no caso o Rio facilita em termos logísticos, mas o tamanho e a complexidade são maiores.

Bom que estamos na fase da alegria e elogios. Só lembro que a missão quase impossível para os jogos é a despoluição da Baía de Guanabara, num momento em que a bola está totalmente a nosso favor, talvez fosse a hora de pensar que todo o Rio de Janeiro é lindo e seu mar, logo ali na frente, é muito limpo.

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