Rio 2016: Organização e desempenho

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Se, como diz o velho ditado, a primeira impressão é a que fica a visita do Comitê Olímpico Internacional já pode ser considerada um sucesso. Afinal em tempos de turbulência política e econômica, a manifestação do COI pelo bom andamento das obras da olimpíada brasileira é um ótimo momento para o esporte nacional.

Longe dos puxões de orelha e recados cifrados de outras visitas, dessa vez o Presidente do COI Thomas Bach foi direto ao ponto ao dizer que está gostando muito de tudo o que está vendo por aqui mostra que o sincronismo antes buscado em todas as esferas governamentais está funcionando. Nos elogios os mais significativos na opinião deste jornalista foram os que vieram do vice-presidente do COI, o australiano John Coates que, em abril de 2014, havia declarado que o Brasil estava com “a pior organização da história” e que a perspectiva era que os problemas eram piores que em Atenas que sediou os Jogos de 2004 que são tidos como um dos mais desorganizados de todos os tempos. Afinal para uma competição que já foi parte até de uma feira em seus primórdios, isso não é nada elogioso.

Agora a comitiva olímpica internacional e nacional vai até Brasília para uma reunião com a presidência e os ministérios envolvidos com os Jogos do Rio em 2016. Na quarta feira deve ser divulgado um relatório após a visita de inspeção. Ao que tudo indica, com a lição de casa bem feita, os elogios passados aos jornalistas devem virar oficiais com todo merecimento.

Fora das obras e gabinetes os resultados dos atletas brasileiros continuam aparecendo. Fabiana Murer foi a terceira colocada no Galan Meeting em Estocolmo na Suécia no último final de semana com a marca de 4,60m. Vale lembrar que neste ano ela já saltou 4,83m em Nevers, França marca que lhe deu o recorde sul-americano indoor. A brasileira lidera o ranking indoor da Federação Internacional de Atletismo na temporada.

Nos tatames Rafaela Silva conquistou o ouro na categoria 57 kg e Phelipe Pelin conquistou o bronze na categoria 60 kg no GP de Dusseldorf, Alemanha. O judô realizou um intenso trabalho de preparação em Saquarema com a realização de um Desafio Internacional e um camping training com a presença de grandes nomes do judô mundial o que foi um marco em termos de pré-temporada na modalidade. Isso mostra que os progressos estão agora em todas as frentes; na organização e no desempenho.

Assim é que se conquistam resultados. Em todas as frentes...

Por que o tênis?

Nadal Por que o tênis?

Os mais antigos vão se lembrar. Essa era a pergunta básica que Baby Guinle fazia abrindo suas entrevistas nos torneios da modalidade no Brasil nos anos 80 e 90 quando o país chegou a ser um dos três maiores do mundo em termos de semanas de torneios realizados.

A pergunta sempre dirigida a um patrocinador ou apoiador do evento em questão abria a possibilidade aos menos conhecedores de marketing e marketing esportivo de se saber que ativação, relacionamento, sampling eram tão comuns e parte do dia a dia do esporte e que apenas tinham nomenclaturas diferentes e menos pomposas. Mas funcionavam e muito bem.

Nessa linha teve banco que para conquistar mercado e imagem mais sofisticada hoje conhecido como upgrade e mudança de patamar, quebrou o paradigma regional e patrocinou torneio na praia de Copacabana. Sim, eram cinco quadras de tênis na praia então mais famosa do país mundo afora e como detalhe todos os convidados do torneio hospedados no Copacabana Palace atravessavam uma passarela sobre a avenida para chegar ao estádio principal. Belo e eficiente.

Nessa época não eram poucas as promotoras de torneios no país e eventos de todos os tamanhos ou “customizados” no publicites de hoje atendiam a todas as demandas. Tínhamos vários jogadores talentosos surgindo e podendo jogar por aqui. Guga inclusive antes de ganhar seu primeiro Torneio de Roland Garros saiu de uma vitória numa Torneio em Curitiba.

 

Hoje no Rio Open vejo uma estrutura de primeiríssimo mundo para um evento idem. Se antes tínhamos sempre a diferença entre um evento grandioso com tenistas razoáveis e bons e poucos aceitavam vir jogar aqui mesmo com garantia em dinheiro, hoje temos uma estrutura magnífica e tenistas de primeira linha no maior evento da modalidade na América do Sul. Desnecessário arguir a algum patrocinador se está satisfeito de participar disso. Basta prestar atenção às conversas nas áreas vip e nas ações de relacionamento que essa modalidade sempre proporcionou.

O Jockey Club Brasileiro é um clube belíssimo e com uma área magnífica recebe o Rio Open num dos três grandes ATP 500 de saibro ao lado de Barcelona e Hamburgo. O Rio Open é um prenuncio das grandes disputas de tênis que teremos o privilégio de ver nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

O tênis entrou nos Jogos de 84 em Los Angeles ainda como exibição e já em Seul 88 valendo medalha. Sempre foi disputado em piso rápido à exceção de Barcelona 92 quando foi jogado no saibro, mesmo piso do Rio Open.

A grande estrela do Rio Open, Rafael Nadal apesar de ser o melhor do mundo no saibro, também é excepcional no piso rápido e nele venceu os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Para os brasileiros nas simples será muito difícil termos chances de medalha pelos desempenhos que nossos atletas apresentam hoje. No momento as melhores chances estão nas duplas com Bruno Soares e Marcelo Melo.

Quanto ao indiscutível sucesso do evento volto à pergunta sobre a qual todos brincavam por ser o bordão do Baby e respondo. Poucas modalidades oferecem a oportunidade de um clima tão envolvente, uma disputa emocionante e proporcionam tempo para permanência no local que possibilitem tantos contatos e oportunidade de relacionamento.

É esse um dos muitos porquês do tênis. Viva!

Rio 2016: As águas vão limpar?

rio 2016 logo Rio 2016: As águas vão limpar?

Tá certo que em semana pré-carnaval o foco da grande maioria vai para os feriados da folia de Momo e a grande festa que é uma das marcas do Brasil mundo afora. Lembranças de pessoas, sambas enredo, marchinhas e aí nessa fase de agua quase tão rara veio o antigo refrão adaptado para 2016.

A despoluição da Baia de Guanabara é um processo que vai muito além da agenda do esporte, embora por conta dos Jogos Olímpicos de 2016 esteja na ordem do dia permanentemente por conta das competições de vela. Os atletas que tem treinado por aqui, na grande maioria das vezes tem sido gentis em dizer que esperam que até os Jogos a coisa esteja boa, mas nunca deixam de manifestar sua preocupação com a qualidade das aguas da cidade maravilhosa.

Da limpeza e despoluição de 80% da Baia de Guanabara, o numero foi mantido, mas a informação agora é de que 80% do esgoto jogado na enseada carioca é que será tratado e que no local onde serão as raias da vela olímpica, o percentual do volume tratado é de 50% atualmente. Foi ainda garantido que não existirão televisões boiando nem sacos plásticos. É confortador saber que os velejadores aparecerão apenas para as tevês que estiveram com equipes ali nas raias e não fazendo slalom nos aparelhos flutuantes como num campo minado.

Já no sistema lagunar de Jacarepaguá e da Barra a coisa está mais complicada. Passo muito por ali quando estou no Rio e as línguas de agua verde com sofás e outras tranqueiras boiando dão uma enorme tristeza naquela paisagem de cair o queixo. Os jacarés dali do pedaço que já foram meio escorraçados pelo avanço imobiliário da região se acumulam aonde tem agua e nessa falta, vão disputando no mano a mano com a população que vai encher seus baldes.

Lembro quando nos anos 80 apareceu um jacaré no rio Pinheiros em São Paulo. Diante do baile que ele dava nas patrulhas para sua captura ganhou o apelido de teimoso. Na época o diretor geral da Lacoste no Brasil era o Antônio Monteiro, português nobre, bom amigo e extremamente sagaz. Durante um torneio de tênis quando contaram a história do jacaré a ele e que o zoo não sabia se poderia ficar com mais um pela despesa ele emendou: “não posso deixar o símbolo da Lacoste sem casa. Se ele for capturado adoto o jacaré”. E assim foi feito. A grife francesa passou a ter um mascote no zoo paulistano e a sacada abriu bons espaços na mídia para a marca, o que não era o objetivo do negócio, mas que não fazia mal algum e era muito bem vindo.

E aí, vamos todos adotar as belezas do Rio Olímpico? Aí com toda certeza as águas vão limpar, nossos corações também...

 

Rugby: Brasil já é potência fora do campo

145119199 Rugby: Brasil já é potência fora do campo

Todo esporte sonha com uma administração profissional. O Rugby tem. A Confederação tem um CEO, ou seja, um executivo responsável por sua gestão e resultados. Sai o “amador” apaixonado e entra em campo o profissional focado em resultados.

Também todo esporte busca o maior numero possível de patrocinadores, parceiros, investidores e apoiadores para que recursos não faltem ao desenvolvimento do esporte. O Rugby tem 23 empresas com ele.

Isso é muito, mas não é tudo afinal para todo esporte gerar talentos em quantidade suficiente para formar boas equipes é preciso um projeto que tenha um trabalho de massificação e centros de treinamento de elite para as equipes nacionais sejam capacitadas internacionalmente. Isso o Rugby também tem.

Planejamento estratégico quadrienal para, tal qual uma boa empresa avaliar metas e resultados além de apresentar isso tudo aos patrocinadores e parceiros. Eles já têm isso.

Num momento em que o mercado está retraído e difícil, o Rugby teve um crescimento nos investimentos que sai de 900 mil para 20 milhões de reais de 2010 para cá. Aumento de fazer inveja a qualquer modalidade medalhada que temos por aqui.

Neste final de semana, foi disputado na Arena Barueri o Super Desafio BRA de Rugby Sevens Feminino. A equipe brasileira repetiu seu maior feito na modalidade e conquistou a oitava colocação mostrando uma evolução técnica e se colocando como protagonista nas posições de quinto a décimo. Claro que para um time que vai jogar a Olimpíada em casa pode parecer pouco, mas a evolução de equipe é sensível e, tal qual no tênis, o bloco dos cinco primeiros países ainda está bem acima dos demais. Essa agora é a diferença a ser buscada.

O evento teve geração local para transmissão mundial já que o Rugby é uma modalidade das mais praticadas do mundo e em todos os continentes. Como referência, a Copa do Mundo da modalidade alcança a marca de quatro bilhões de telespectadores no mundo perdendo apenas para o Campeonato Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos. Marca impressionante.

Conversando em Barueri com um amigo que é do Conselho Fiscal da CBRu a administração da modalidade tem uma estrutura moderna que bem poderia servir de modelo a outros esportes. Com seu modelo gestão que tem na transparência dos seus números e de balanços publicados e disponíveis uma governança corporativa que areja o esporte e indica caminhos.

Com toda certeza os vários patrocinadores e apoiadores veem numa gestão profissional uma oportunidade de retorno maior e a tranquilidade de saber que a gestão do esporte é séria e, a partir daí, esperar o resultado em campo é muito mais fácil ainda que o caminho seja árduo para os atletas. Vencer na organização do esporte e fazê-lo crescer é um legado das marcas que apoiam o Rugby e mérito dos que lutam nos campos para defender as cores do Brasil.

Parabéns a todos que estão fazendo a história do Rugby brasileiro!

 

Atletismo Rio 2016: uma final por dia dá saúde e alegria!

toninho2450x338 Atletismo Rio 2016: uma final por dia dá saúde e alegria!

Na tabela da programação olímpica, a atletismo conquistou um posicionamento como modalidade diferenciada que já é uma das grandes atrações dos Jogos e pode ser ainda maior com a programação para o Rio 2016 já que para o consumidor eventual do esporte na tevê, a disputa de medalha é a pedra de toque para a preferência sobre uma modalidade ou outra.

Isso é altamente benéfico para o atletismo brasileiro, já que o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, José Antonio Martins Fernandes, o popular Toninho, conta com essa mega exposição do esporte para atrair novos talentos para a modalidade. Não que um trabalho de base não esteja sendo feito, longe disso, mas o disparo feito por um evento dessa magnitude pode gerar uma massa crítica enorme da qual muita qualidade pode sair. É disso que o esporte precisa. É disso que o esporte vive na questão da renovação.

Vale lembrar que teremos vários canais transmitindo os jogos tanto na tevê aberta como nos canais a cabo, daí o potencial de impacto do atletismo junto ao publico telespectador brasileiro ser, disparado, o maior na história do esporte.

De 12 a 21 de agosto do ano que vem a atletismo vai tomar conta como espetáculo televisivo nos três períodos do dia. O Engenhão vai ser o palco do grande espetáculo. Como todo espetáculo tem uma estrela maior, Usain Bolt deverá estar na final dos 100 metros rasos que acontecerá no dia 14 às 22h25min. O jamaicano vai tentar se tornar o unico tri-campeão olimpico dos 100 m e o ingresso custa pouco mais de mil e duzentos reais para um momento único.

Aqui a ressalva que no espetáculo do esporte a emoção sempre está presente, mas a lógica não, portanto para ver o mais rápido do mundo melhor assistir também as eliminatórias.

Crianças normalmente se identificam pela primeira vez com um esporte quando assistem algo que as marca e emociona ou ouvem histórias que lhes influenciam positivamente. Assim é no automobilismo que ainda hoje tem pilotos chegando à F1 inspirados pelas atuações de Ayrton Senna nos domingos pela manhã. Alguns que não viram escutaram seus pais e depois, já maiores, buscaram na internet imagens que materializassem aquelas histórias que ouviram.

Para o atletismo brasileiro, mesmo antes de qualquer pódio, o que é bem possível nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, a primeira conquista já existe. A programação do atletismo de cara já dá à CBAt uma medalha: a da disseminação da modalidade. Isso vale muito.

Finalizando quanto ao slogan da chamada ou “lead” no jargão jornalístico, não lembro o produto que nos anos 70 que tinha a chamada de um por dia dá saúde e alegria. No caso do atletismo isso é real. Saúde para as crianças brasileiras que praticam o esporte e alegria com suas futuras conquistas.

É isso. Uma final por dia dá saúde e alegria. Se tiver o Brasil muito melhor, mas aí já é outro slogan...

Handebol masculino: França leva o Mundial e já está no Rio 2016

Num evento que colocou o handebol com um grande espetáculo num lugar que lhe é de direito pela emoção que esse esporte proporciona, a França venceu os donos da casa no Qatar e foi, com toda justiça, campeã mundial pela quinta vez sendo a primeira seleção a conseguir tal feito.

Além da vitória, a classificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro que já tinha o Brasil como pré-classificado na condição de país sede.

Pela primeira vez em todo meu tempo de jornalismo vi a Federação Internacional convidar vários colegas para a cobertura do evento o que deu um raro espaço à modalidade no que diz respeito aos eventos internacionais. O handebol por aqui que já era grande tecnicamente pelos praticantes e, forjado na luta de muitos que batalharam incessantemente para que ele atingisse esse patamar, todos os envolvidos na história desse esporte podem, também, se sentir vencedores.

Para a seleção brasileira comandada com muita competência por Jordi Ribera, fica a certeza de que, por aqui, com muito treino e o apoio da torcida os jogos duros contra seleções melhor ranqueadas poderão ter resultados diferentes e o que hoje é o sonho de estar numa disputa de quartas de final com reais chances de avançar pode virar uma realidade logo ali, no ano que vem.

Para a França fica a responsabilidade de lutar para manter nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a hegemonia conquistada pelo seu quinto título mundial que se somou à conquista olímpica de Londres em 2012. A equipe francesa jogou muito durante o torneio e teve também num atleta naturalizado, o nascido na então Iugoslávia Nikolas Karabatic seu grande destaque. A grande diferença é que ele Karabatic, filho de jogador de handebol foi para a França com apenas três anos e por lá foi criado.

Com relação à seleção do Qatar com seu elenco parecendo uma assembleia da ONU, o Presidente da Federação Internacional de Handebol declarou que essa é uma possibilidade que não infringe nenhuma regra já que foi decidida numa Assembléia do Conselho Mundial e, apensa ele pode mudar isso. Vale lembrar que o ex-jogador e atual presidente, o egípcio Hassan Moustafa, foi reeleito para o cargo em 2013 em Congresso realizado no próprio país sede do mundial com e com mais de 90% dos votos, portanto é pouco provável que aconteçam mudanças na questão dos naturalizados aos baldes.

O Qatar realizou um grande evento e desde os magníficos ginásios à impecável organização tudo foi, para quem estava lá e também para quem viu daqui, perfeito como um grande esporte merece.

Em dezembro que vai para a quadra são as meninas que vão brigar para manter seu título mundial, brilhantemente conquistado na Sérvia, em 2013 contra as donas da casa. Agora o desafio será na Dinamarca no mês de dezembro.

Handebol masculino: Brasil joga muito, mas cai no Mundial

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Na melhor apresentação em sua campanha no Campeonato Mundial disputado no Qatar, a seleção brasileira masculina de handebol perdeu para a Croácia por apenas um gol de diferença e ficou fora das quartas de final do evento.

Com uma atitude extremamente competitiva desde o início da partida, o time de Jordi Ribera jogou muito como se disputasse o ouro ou a afirmação do bom trabalho que está sendo realizado na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. O grupo era o mesmo, mas a postura da equipe não. Com uma garra enorme e a mesma intensidade de determinação, os brasileiros comandaram, na maior parte do tempo, o placar do jogo que sempre foi muito disputado. Isso era mais que esperado já que a Croácia figura entre as favoritas ao título.

A expectativa da Comissão Técnica e dos atletas era de passar de fase pelo menos, mas a estreia do Brasil contra os donos da casa com derrota colocou, de cara, a equipe nacional numa situação difícil. Mesmo com uma seleção “catada” como escrevi anteriormente, os brasileiros não estiveram perto do que desempenharam depois. Pena.

O que complicou a situação brasileira foi a atuação contra a Eslovênia num jogo nervoso em que o desempenho ficou muito aquém do apresentado contra a Croácia. Mesmo com o placar de 35x32 para a equipe europeia foi a partida mais irregular da equipe o que acabou por jogar o time brasileiro num tudo ou nada contra a equipe croata. O Brasil alternou bons momentos no ataque e descuidos na marcação defensiva tornando o jogo tenso.

O estágio em que o masculino se encontra é o de progresso e a possibilidade de um bom desempenho na Olimpíada do Rio e bastante real. O trabalho de Jordi Ribera é sério e o grupo brasileiro é bom e possui uma mescla interessante de jovens talentos e jogadores experientes sendo que a maioria tem uma boa experiência internacional. Do grupo de 17 atletas, nove deles atuam no continente europeu, nata do esporte em todos os tempos.

O que é muito importante é o Brasil jogar de igual para igual contra os maiores do mundo. Vencer é o passo seguinte, mas se voltarmos no tempo e lembrarmos do vôlei em sua jornada de desenvolvimento, beliscar um set da União Soviética que depois virou apenas Rússia e engrossar jogos era motivo de justa comemoração pela evolução competitiva da equipe então dirigida por Bebeto de Freitas.

Hoje, no handebol, o excelente trabalho de Jordi Ribera coloca a seleção nacional jogando de igual para igual contra os grandes com os próprios jogadores se emocionando após uma luta intensa por uma vitória histórica.

Ainda não foi desta vez, mas que ela está chegando cada vez mais perto é um fato...

Vela: Robert Scheidt quer ouro do PAN e no mundial

Scheidt MARCELO FERRELLI Gazeta Press 450 1 Vela: Robert Scheidt quer ouro do PAN e no mundial

O multicampeão da vela Robert Scheidt, tem um calendário duro neste ano. Aos 41 anos o bicampeão olímpico em Atlanta 96 e Atenas 04 vai encarar o Mundial Laser e os Jogos Pan-Americanos colados. Com 172 títulos, 229 pódios sendo 125 internacionais, com 85 primeiros lugares conquistados mundo afora, o brasileiro inicia seu ano esperando bons ventos.

Mesmo com as duas competições sendo disputadas no Canadá, sendo a primeira em Kingston durante o período de 29 de junho a 08 de julho e, apenas quatro dias depois a segunda em Toronto de 12 a 19 de julho. O desgaste físico e emocional numa sequencia dessas é enorme. Claro que isso vale para todos o que pode acabar sendo uma vantagem para o brasileiro que, com toda sua experiência pode fazer o vento soprar para seu lado.

No Mundial Robert vai atrás de sua 12ª. conquista na classe laser e essa é sua principal meta da temporada ele que voltou para a categoria após a classe Star sair do programa olímpico. Em seu primeiro Mundial depois da volta foi campeão no Omã em 2013 e no ano passado foi quinto no evento disputado na Espanha. Robert mostra como velejador que é que como os melhores e mais raros vinhos. O tempo só traz mais qualidade.

Robert é um frequentador dos pódios olímpicos desde Atlanta 96. Foi prata em Sydney 2000 e depois do ouro de Atenas foi prata outra vez em Pequim 2008 e bronze em Londres 2012 o que o torna uma lenda viva do esporte brasileiro e mundial.

Tranquilo, o alemão, como é conhecido pelos mais próximos segue agora para a Copa do Mundo de Vela que será disputada em Miami no período de 26 a 31 deste mês de janeiro.

As crianças de alguns anos atrás vão se lembrar do personagem Mutley do desenho animado que sempre queria “medalha, medalha”. Mesmo sendo ficção ele não dá para largada com o brasileiro Robert que as conquista com ventos contra e a favor, em mais de uma categoria, numa carreira que, com certeza, orgulha todos os brasileiros do Oiapoque ao Chuí.

Vamos lá alemão: “medalha, medalha”!

Handebol: Brasil vence no Mundial

Depois de duas derrotas, a seleção brasileira de handebol masculino venceu sua primeira partida no campeonato Mundial que está sendo disputado no Qatar. Derrotamos a Bielo-Rússia por 34x29 numa atuação convincente.

A equipe do Brasil mostrou uma mescla muito interessante de jovens e experientes jogadores num trabalho muito sério e competente do técnico Jordi Ribera que vem colocando sua equipe numa posição de destaque no cenário mundial. Claro que a situação do masculino não é a mesma do feminino onde as meninas são as atuais campeãs mundiais, mas o desempenho da equipe masculina permite esperar um bom desempenho nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

Em suas primeiras partidas, o Brasil perdeu para a seleção “catada” do Qatar que tinha entre seus integrantes atletas nascidos em Cuba e também na França, Espanha e Montenegro numa autêntica equipe da ONU. Isso permite antever como será a equipe de futebol do país sede da Copa do Mundo de 2022. Uma equipe assim formada pode trazer resultado, mas não traz vinculo algum com o país. O lindo ginásio com muitos lugares vazios era uma mostra disso.

Na segunda partida a seleção brasileira jogou de igual para igual com os atuais campeões mundiais, a Espanha e perdeu por apenas dois gols de diferença mostrando que o técnico dispõe de um grupo bastante forte e coeso para alcançar suas metas. Ao final do jogo Jordi Ribera disse que as partidas seguintes seriam todas finais. A primeira delas foi vencida de maneira convincente. Agora é esperar pelos jogos de quarta feira contra a Eslovênia e sexta com o Chile, sendo que duas vitórias colocam a equipe na próxima fase que é o primeiro dos objetivos do Brasil neste Mundial.

Lembro quando pela primeira vez uma transmissão de handebol nas olimpíadas aconteceu e, para surpresa de muitos, a audiência disparou. Uma enxurrada de pedidos para colocar o esporte mais vezes chegou, mas a organização da modalidade e a logística para isso ainda estavam muito longe das potencialidades desse esporte.

O handebol é um esporte emocionante e um de meus favoritos. Joguei por um bom tempo antes de me tornar jornalista e, depois continuei batendo uma bola com o pessoal durante alguns anos. Hoje muitos atletas da época em que joguei batem uma bola no EC Banespa às terças feiras à noite. Amigos que jogaram no Pinheiros, Corinthians, Tênis Clube, Bragança, Bandeirantes, no próprio Banespa e em outros clubes que fizeram a história desse esporte vão lá e depois comemoram suas histórias e esse ótimo e merecido momento do esporte que ajudaram a construir.

Acho que vou jogar lá também.

Rio 2016. Começa a corrida dos ingressos

Hoje é uma data fundamental para quem quer acompanhar os Jogos Olímpicos do Rio ao vivo. Inicia-se hoje o cadastramento para a compra dos ingressos.

Com preços para todos os bolsos, os valores vão de quarenta reais a quatro mil e duzentos, o mais caro que é válido para a abertura do evento. Um dos ingressos mais cobiçados em todas as edições olímpicas é o da final dos 100 metros rasos, que deverá ter Usain Bolt e, possivelmente, a conquista do jamaicano no inédito título de tricampeão. Oportunidade rara e que vale muito mais que os mil e duzentos reais do ingresso.

Uma chance para poucos felizardos entre público e jornalistas. Se considerarmos os tempos de Bolt para a prova dos 100 metros que é a cereja do bolo dos Jogos Olímpicos o valor do ingresso para uma atração como esta e um feito único não estão tão caros assim. Se lavarmos por base o último tempo que ele fez aqui no Brasil numa exibição na praia de Copacabana, 10,04 segundos teremos um valor de quase 120 reais por segundo. Segundos de ouro, literalmente.

Extremamente carismático e com uma grande empatia com os brasileiros, Usain Bolt, em todas suas passagens por aqui só fez aumentar seu enorme numero de fãs para alegria do esporte e de seus patrocinadores.

O cadastramento estava inicialmente previsto para novembro, mas o adiamento deu-se por uma maior transparência no processo, um legado da Copa que teve sérios problemas na área, com membros e Comitês podendo ser punidos por cambismo.

No total serão 7,5 milhões de ingressos à venda e, portanto tem pra todos os fãs do esporte. O parcelamento é possível e esse é um momento histórico para o Brasil. O maior evento do esporte mundial fica mais perto, mais perto daqueles que realmente importam para o sucesso de tudo: as pessoas.

Elas são as molas dos saltos dos atletas, motivam, emocionam e fazem com que fenômenos como Usain Bolt realizem façanhas memoráveis.

Só que a primeira corrida não é a de Bolt. É a do ingresso.

Vamos que dá para muitos chegarem lá.

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