O melhor do mundo aqui. E agora

Mesmo em férias não é possível desligar do esporte. Afinal tão forte no meu DNA por razões que já coloquei aqui por herança de meus pais atletas que sempre tiveram no esporte a parte mais bonita de suas vidas, inclusive se conhecendo por meio dele.

O topo do esporte mundial em termos de organização, competitividade, espetáculo e presenças vip é o basquete americano da NBA e ela está aqui, ao vivo e a cores para sua pré-temporada no Brasil.

Como todo grande espetáculo, começa muito antes de se abrirem as cortinas como dizia o saudoso Fiori Gigliotti. Todas as atividades das equipes do Cleveland Cavaliers e Miami Heat que farão a partida na Arena da Barra, com lotação máxima e muitos jornalistas, fãs e curiosos criando um agito pré-evento enorme. Isso repercute e muito. Sempre foi assim e continuará sendo. Para os que sabem lidar com o esporte como emoção, entretenimento e espetáculo, mais uma forte ferramenta de trabalho.

Sempre fui muito interessado nas questões da NBA e, a cada viagem de trabalho para cobrir o melhor basquete do mundo, aprendia mais e sempre que possível participei de eventos r cursos por eles organizados. Meu irmão, que foi dirigente de vôlei do Banespa e um dos criadores do projeto, sempre me pedia material e informações da NBA dizendo que era o caminho profissional do esporte onde atletas bem remunerados, dirigentes profissionais e uma organização impecável faziam com que milhões se apaixonassem pelo esporte.

Como o inesquecível Luciano do Valle perguntava quando alguém dizia que a NBA não era tudo isso: “aonde mais você pode ver o Jack Nicholson torcendo apaixonadamente sem nenhum interesse em disfarçar suas emoções? A NBA é tudo isso e muito mais”. Cesta de três do Bolacha,que fazia questão de mandar a equipe para as finais e o All Star Game. Assim fui a dezenas de jogos da NBA e narrei as finais de 1997 e 1998. Ambas colocaram frente a frente o Chicago e o Utah. Luciano não foi, pois em 97 tinha a Copa das Confederações e Na Copa da França, em 1998, alguns jogos coincidiram. Assim tive o privilégio de narrar o quinto e o sexto titulo de Jordan.Um dos maiores momentos da minha vida profissional.

A NBA está fechando uma parceria com a Liga Nacional de Basquete. Se por aqui existem duvidas com relação ao basquete masculino brasileiro, para a NBA as coisas não são assim. Com vários jogadores brasileiros atuando na NBA fortalecer a LNB aqui é, consequentemente, fortalecer a Liga Profissional lá e, ao mesmo tempo buscar com que o basquete volte a ser o segundo esporte do Brasil.

Num mundo onde os mercados são globalizados, a participação da NBA aqui não causa estranheza, apenas mostra que os que lidam com negócios no esporte por aqui estão, na grande maioria das vezes, atuando de forma reativa e não pró-ativa como os americanos gostam tanto. A NBA acabou de fechar com a Cisco uma extensão de seu contrato de parceria que iniciou em 2007. Curiosamente a empresa americana de tecnologia tem um foco no Brasil onde que fortalecer a marca por aqui e estabelecer novos caminhos pelo esporte para experiências em um novo patamar.

Isso é um grande marco para o esporte brasileiro. A entrada da maior e mais organizada liga esportiva do planeta como parceira do basquete nacional, pode, tal como a Cisco deseja, levar a modalidade a uma posição até hoje não ocupada por esporte algum independente de brilhantes resultados e conquistas. Isso é mérito total da NBA Brasil.Fica o meu agradecimento ao Samy pela assessoria e ao Arnon pela competente direção da mais bem sucedida operação de marketing esportivo do planeta.

Finalizando, como meu pai dizia a grande conquista do jornalista não é a matéria exclusiva, o grande furo, o reconhecimento. A maior das conquistas que um jornalista pode ter é inspirar pessoas. Saber que fui inspirador de alguns dos grandes novos jornalistas é motivo de muita alegria e orgulho.

Ao Fabio Balassiano responsável pelo excelente e de leitura obrigatória Bala na Cesta meu muito obrigado.

O melhor basquete do mundo aqui. E agora...

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Basquete e vôlei com essas mulheres maravilhosas

 Basquete e vôlei com essas mulheres maravilhosas

As seleções femininas do Brasil voltaram às quadras em seus respectivos mundiais e suas partidas tiveram resultados esperados.

O basquete que se classificou para a segunda fase do Mundial disputado na Turquia depois de uma única vitória na primeira fase, contra o Japão, encontrou pela frente as francesas que estão entre as favoritas à conquista do título. Perdeu por 61 a 48 e termina sua participação no Campeonato com uma participação pra lá de discreta. Isso deixa a preocupação com a modalidade para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Claro que a equipe de Zanon pode e vai evoluir, mas terá uma jornada difícil até os jogos do Rio e, na Olimpíada, uma missão ainda mais complicada.

Longe de saudosismo, mas para quem viu o Brasil Campeão Mundial e com duas das maiores atletas de todos os tempos em quadra, fica difícil enxergar um horizonte que não tenha chuvas e trovoadas e, se no masculino para o Rio temos alguma chance, com o feminino, mesmo com toda luta hoje demonstrada contra a França estamos muito longe de nossas grandes e vitoriosas tradições.

O que fazer? Falta patrocínio à CBB? Não. Falta organização? Aí já é outro problema. No domingo o time masculino do Flamengo repetiu o feito do Sírio em 1979 e foi Campeão Mundial Interclubes vencendo na Copa Intercontinental o Maccabi de Tel Aviv num jogo pra lá de emocionante. Poucos dias de diferença para resultados de distância gigantesca do tamanho daquela do Rio à Turquia. Talvez até mais.

Já no vôlei a equipe de Zé Roberto passou pelo Cazaquistão por 3x0 com relativa tranquilidade. O saque brasileiro depois da pausa entre o último jogo e a partida contra a equipe cazaque funcionou muito bem e quando o jogo dava uma apertada fazia a diferença. Thaísa que vinha se destacando apenas no bloqueio voltou a atacar muito bem numa mostra que o passe brasileiro melhorou e seu entrosamento com Dani Lins também.

As meninas do vôlei seguem sua trajetória na busca do único título que lhes falta. Tem entre suas rivais equipes fortes como a Rússia e os Estados Unidos, mas jogam de igual para igual contra todas e sempre são o time mais temido pelos adversários. Tal qual o basquete nos tempos de Paula e Hortência.

O que fazer para diminuir a distância entre os resultados das duas modalidades do Brasil? O melhor exemplo vem de outro esporte de quadra também campeão mundial: o handebol. Para se priorizar resultados de seleção é inevitável sacrificar o calendário de clubes. Foi assim no voleibol apesar de alguns acharem o contrário. A equipe que resultou na geração de prata de Los Angeles 84, em grande parte, começou no Mundial Juvenil disputado no Brasil em 77.

Foi, talvez, a primeira seleção permanente do Brasil. Clubes chiaram, mas o resultado veio. A partir daí empresas entraram mais forte e o esporte não parou de crescer nem resultados de aparecer. Fábricas de talentos surgiram e o vôlei parou de depender de o milagre do talento excepcional que poderia diminuir a diferença para as melhores equipes do mundo. O vôlei subiu e lá permanece. Quando não ganha está no pódio ou disputando a final. Sempre na medalha.

O handebol feminino colocou a seleção para jogar na Europa, com grande concentração das atletas em um só time, num convênio que também tinha o técnico Morten Soubak ambas as equipes. O Brasil foi campeão mundial num trabalho primoroso.

Para o basquete e o futebol feminino seleções permanentes seria um excelente caminho para 2016. Até lá a prioridade seria olímpica. A partir daí as atletas poderiam ser dividas entre equipes nacionais para desenvolver o esporte e o ciclo para 2020.

Para os clubes ou empresas haveria um tempo de planejamento para receberem as atletas e prepararem estruturas para esporte de alto nível que pudesse obedecer a um critério regionalizado ou de encaixe com formação de atletas.

Milagre de geração espontânea não existe. Pelo menos no esporte. O que existe são ideias, planejamento, trabalho, talentos, recursos e estrutura sem isso só resta esperar por milagres...

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Mundial de vôlei feminino. Brasil detona

A seleção brasileira de vôlei feminino está no Mundial da Itália, na bela cidade de Trieste, na região nordeste do país.

Trieste foi o principal porto do Império Austro-húngaro, quando o mundo era diferente, no inicio do século XX. Ali perto fica Verona, palco do amor e da luta de  Romeu e Julieta.

Luta. Essa é a batalha do vôlei do Brasil nessa terra de antigos impérios. E as meninas estão bem: Três jogos. Três vitórias.

Contra Camarões, além do resultado fácil por 3x0 teve algo que deve ser observado com mais atenção e cada vez mais raro no esporte. O congraçamento entre técnicos e equipes que as disputadas, cada vez mais acirradas, tiram da beleza do esporte.

Poder jogar contra seu ídolo, confraternizar com ele numa situação de igual, ainda que a disparidade técnica tenha marcado o resultado da partida é o ideal de todo apaixonado pelo esporte. É o espírito puro da competição, da participação, da poesia que vem junto com a competição.

Tietagem à parte, a equipe de Zé Roberto jogou com as meninas do banco numa estratégia bastante inteligente de colocar todo o pessoal para jogar. Isso sempre é bom e na hora que a coisa aperta é bom ter todo mundo em ritmo de jogo. Se Fabi se aposentou da seleção tivemos na ponteira Gabi a demonstração da habilidade com a bola nos pés numa defesa espetacular. Marca do talento brasileiro. Camila Brait está jogando muito na posição de libero honrando muito bem a tradição da forte defesa brasileira.

Contra o Canadá outro atropelamento e mais um 3x0 para o Brasil. O descanso às titulares caiu muito bem e na volta da equipe base, Jaqueline foi o destaque e jogou muito tanto na defesa quanto no ataque e foi a mais efetiva do jogo com 16 pontos. Toda a equipe foi muito bem.

Jogar bem, independente da qualidade do adversário, já é um fator intimidador. O oponente sabe que lutar contra uma equipe focada e que erra pouco diminui muito suas chances e obriga a um desempenho muito acima da media para equilibrar o jogo e hoje, a equipe feminina brasileira, joga assim na grande maioria das vezes.

A evolução da equipe brasileira é consistente e coloca o time, sem duvida alguma, como um dos favoritos ao título. Os próximos jogos contra Turquia e Sérvia serão partidas mais difíceis, que podem ser consideradas etapas mais valiosas para a caminhada rumo ao objetivo final.

Com mais duas vitórias, o Brasil já está classificado para a próxima fase com um resultado impecável: três jogos, três vitórias por 3x0 sendo, até o momento, a melhor campanha do mundial. As únicas equipes que ainda podem alcançar o desempenho no Brasil nessa fase são Rússia e Itália.

Zé Roberto, assim como Bernardinho, não entra em nada para perder e o desempenho do Brasil na quadra mostra um trabalho muito sério, onde o técnico consegue afastar da quadra problemas e questões não pertinentes a ela. Isso é tão importante quanto ter a torcida a favor e Zé não só é admirado como técnico e jogou, muito bem, na Itália onde foi ídolo como atleta.  Em Trieste nas arquibancadas provavelmente ele tem mais de uma geração torcendo por ele e pelo Brasil.

A terra que pertenceu a vários impérios reverencia a dinastia brasileira.

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Mundial Feminino de Vôlei: Brasil estreia vencendo

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A equipe de Zé Roberto começou bem a busca pelo único título que ainda não possui: o Campeonato Mundial. Para as meninas a conquista que, somada ao bi olímpico tornará essa equipe uma lenda no vôlei, para o técnico, mais um grande feito ao seu portfólio. O Brasil passou pela Bulgária na sua estréia no Mundial da Itália com tranqüilidade três a zero com parciais de 25x19; 25x22 e 25x16.

Único campeão olímpico como técnico no masculino e feminino, Zé Roberto é muito mais que uma página do esporte brasileiro. É uma gloria do vôlei mundial e qualquer homenagem a ele prestada é muito justa, mas como sempre está em meio a alguma competição o tempo que lhe sobra para isso é pouco numa razão inversa às suas conquistas.

A partida poderia ser até mais fácil caso o Brasil não tivesse tido uma irregularidade bastante comum quando um favorito estréia num mundial. Por vezes o jogo que estava sossegado para as brasileiras se complicava por erros de passe ou ataques desperdiçados que tornaram o confronto com as búlgaras principalmente entre o final do primeiro set e o segundo mais complicado que deveria.

Para neutralizar a melhor arma búlgara, a atacante Vasileva, Zé mandou a equipe sacar nela e se a atleta é um fenômeno no ataque, sofre muito quando tem de passar. Todo jogador quando é visado num fundamento que não é o seu forte, cai em todos eles. Zé que foi técnico da búlgara na equipe da Amil de Campinas direcionou a ela o saque do seu time e teve resultado. Mesmo atuando bem no ataque, ela deu vários pontos para o Brasil diretos no passe ou em bolas que ficaram no bloqueio num jogo que acabou marcado já que a levantadora adversária não tinha um passe limpo para jogar com todas suas opções de ataque. Para o Brasil que tem Thaisa e Fabiana bloqueando pelo meio isso é mortal.

Questionado antes da partida sobre as questões referentes à CBV e Federação Internacional, sabiamente preferiu não emitir opinião antes de uma competição muito importante colocando o foco na quadra e não fora dela. Ele está certo já que seu campeonato iniciou agora. Bernardinho pode ir para esse lado já que o mundial masculino terminou e ficou em segundo na Polônia. Agora sim é a hora de se colocar os problemas que lá ocorreram e ele tem o apoio dos jogadores nisso pelas declarações de alguns deles.

O Brasil ainda tem pela frente nessa primeira fase as equipe de Camarões, Turquia, Servia e Canadá e deve sair em primeiro lugar levando, assim como mo masculino, seus resultados para a próxima fase. Curioso é que, nessa fase do campeonato, não existe o uso do desafio. Estranho jogar um campeonato onde você tem mudanças durante o evento principalmente com relação ao uso de uma tecnologia que influenciou diretamente resultados no mundial masculino. Não se trata de ser contra ou não, até porque sou a favor, apenas de que o uso disso deve ser disponibilizado em todas as fases do evento ou em nenhuma delas.

Vale lembrar que durante o mundial masculino vimos várias vezes técnicos utilizarem o recurso com juma espécie de pedido de tempo para esfriar o adversário, ou mesmo irritá-lo quando estava numa reação. Normal afinal se é algo disponível pelo regulamento, fazer seu uso dentro das regras ainda que com objetivo diferente daquele para o qual o desafio foi criado é um direito e uma estratégia válida.

Agora não ter numa fase e ter nas outras é esquisito. Dá margem a pensar que são poucos equipamentos e que não tem para todas as sedes, ou ainda que os equipamentos estejam chegando da Polônia onde o Mundial acabou no domingo.

Seja lá qual for a razão fica a dúvida. E aí dá para pedir o desafio?

Mundial de Vôlei: Pinta a nova campeã

A Polônia fez uma virada histórica e conquistou o Campeonato Mundial. Depois de perder um primeiro set por 25 a 18 e, literalmente, não ver a bola, os poloneses conquistaram seu segundo título depois de um longo tempo. O primeiro foi no México em 1974.

O Brasil fez um primeiro set perfeito. Uma verdadeira aula de vôlei para não se esquecer. Saques fortes alternados com táticos dificultaram o passe polonês e aí o bloqueio do time de Bernardinho trabalhou muito bem fazendo cinco pontos. Marca muito significativa para uma final de mundial e também a melhor ferramenta para calar um ginásio que era o sétimo jogador de camisa vermelha e branca. O oposto Wlazly cotado como um dos melhores do mundial sumiu em quadra e foi substituído.

O segundo set foi, em termos de emoção, digno de uma final de campeonato. A Polônia voltou com tudo no jogo para que o Brasil não abrisse novamente uma vantagem fácil de administrar e também colocou seu sétimo jogador em quadra. A torcida foi muito mais importante para animar os poloneses que atrapalhar os brasileiros que, mesmo não jogando como no primeiro set estavam firmes na partida tirando uma diferença de seis pontos e igualando as ações, mas o saque polonês que esteve praticamente ausente no primeiro set apareceu e a Polônia levou o set por 25x23.

Consistência e paciência são a chave para se vencer um set ou jogo que está muito equilibrado. Não errar pontos fáceis e também administrar os nervos. Esse é o caminho da vitória. O Brasil não teve tudo isso no terceiro e no quarto sets. A inversão de rede do 5x1 que havia funcionado muito bem até a final não deu certo e Leandro Visotto ficou em algumas bolas com bloqueio simples. A Polônia virou o jogo no quando encaixou saque e também com a mudança do levantador. Tirou Dryzga e colocou o veterano Zagumny e se o Brasil tinha nervos, a Polônia tinha consistência e nas bolas fáceis não errava. Resultado 25x23 e 25x22. Polônia campeã mundial com todos os méritos.

Para o Brasil o resultado não deixa de ser muito importante para a Olimpíada do Rio em 2016. Claro que queríamos todos ser tetracampeões mundiais num feito sem precedentes na história do esporte mundial. Seria a primeira vez que uma equipe de um esporte coletivo integrante do programa dos Jogos Olímpicos de Verão teria um tetra consecutivo, mas isso, infelizmente, já é passado.

Ficou claro o quanto o Brasil depende de Murilo e Lucarelli para jogar bem. Murilo que foi o melhor do mundo no mundial de 2010 ainda não está 100%. Tem 33 anos e terá 35 no Rio. Lucarelli vai chegar lá voando e muito mais experiente. Coisa que lhe faltou em alguns momentos, mas que não comprometeu em absoluto sua atuação. O problema que Bernardinho terá pela frente é o de quem irá compor a linha de passe do Brasil que já não tem a segurança de Serginho na quadra.

O Brasil que já teve William, Mauricio e Ricardinho todos eles na condição de melhores do mundo em três diferentes e consecutivas gerações, tem hoje o guerreiro Bruno que, quando recebe a bola em razoáveis condições faz todo o time jogar, não desistindo nunca e arriscando como poucos ousariam fazer. No meio com Lucão, Sidão, Eder, Renan e Gustavão dentre outros o técnico brasileiro está muito bem servido em termos de opções assim como na saída de rede a começar pelo craque Wallace que, mais maduro, com certeza vai fazer chover mais ainda em quadra.

Giba, Giovane, Murilo, Nalbert e Dante ocuparam a função de ponteiro passador com uma grande qualidade em todos os fundamentos. Murilo que sempre se cuidou muito pode chegar bem ao Rio, mas quem serão os outros?

 

 

Mundial de vôlei: Brasil arrasador

186185803 Mundial de vôlei: Brasil arrasador

Depois de sofrer com um sorteio pra lá de estranho onde ficou numa chave com dois times que se classificaram em segundo lugar e ter o direito de um dia de folga entre suas duas partidas passar para os anfitriões, o Brasil mostrou que quem busca um título mundial deve vencer todos os jogos dentro e fora da quadra.

Na quadra contra a Polônia não deu. Depois de ter chances de liquidar o jogo após colocar os poloneses de cabeça baixa, tomamos uma virada inesperada e perdemos por 3 x 2.

Isso tudo com Murilo e Wallace contundidos o que diminuiu tremendamente o poder do passe e a efetividade do ataque do time de Bernardinho. Ali a coisa ficou preocupante, mas nada como um dia após outro e para uma equipe como a do Brasil 24 horas são um tempo enorme.

Com a obrigação de vencer a Rússia, o Brasil entrou ligado no jogo e distante dos russos que tentaram as provocações de praxe quando estiveram próximos no placar, mas a coisa dessa vez, não colou.

A volta de Murilo que jogou com limitações físicas, mas foi um gigante em quadra e de Wallace que devolveu o grande poder ofensivo ao time brasileiro apenas uma hora e dezessete minutos foram suficientes para o time de Bernardinho liquidar a Rússia por um 3 x 0 acachapante com parciais de 25 x 22; 25 x 20 e 25 x 21. O resultado joga a bomba nas mãos de russos e poloneses ambos precisando jogar muito para conquistar a outra vaga para a fase semifinal. Os russos têm de vencer por 3 x 0 ou, no máximo, 3 x 1.

Difícil, mas não impossível. Numa analise fria das equipes os russos são bem superiores. A vitória polonesa sobre o Brasil não deixou de ser uma surpresa, mesmo com os desfalques. O caldeirão fervendo pesou e o Brasil não teve tranqüilidade quando colocou a Polônia de joelhos e fez 2x1.

Os russos não tem alternativa senão ligar seu rolo compressor liderado por Muserskyi que hoje não foi lá muito regular, mas a outra rede russa, a de Apalikov é que ficou devendo muito e é a dor de cabeça para o técnico Andrei Voronkov no jogo contra os poloneses.

Ao final do jogo na entrevista Bruno disse que a entrada de Murilo no sacrifício fez com que todos os jogadores se sentissem obrigados a dar, no mínimo, seus 110%. Murilo foi o melhor jogador do último mundial.

A FIVB deveria ter ficado quieta já que a declaração sobre a mudança da tabela na questão da folga foi determinada por um pedido da Polônia e da emissora responsável pela transmissão. Nas palavras do dirigente Aleksandar Borisic vice presidente da entidade é "muito fácil responder sobre isso. O comitê tinha previsto isso, mas em 24 horas você pode mudar tudo. É uma condição geral. No Brasil você pode escolher quando quer jogar, no Japão também, e é o mesmo aqui. Nós estamos na Polônia. A Polônia pediu, e a Polsat (detentora dos direitos de transmissão no país) também. Às vezes você tem sorte, outras vezes tem azar".

É verdade. Azar da Polônia e da FIVB...

 

Tênis e vôlei, um BRASIL de emoções

Domingo cheio, afinal o vôlei brasileiro encara a Rússia na Polônia , enquanto o tênis vai para o tudo ou nada contra a Espanha no Ibirapuera.
A Copa Davis é a mais antiga competição entre países de qualquer esporte. O confronto com a Espanha vale vaga no grupo Mundial.
Sexta e sábado. O Ibirapuera viu nosso país conquistar duas vitórias com Bellucci e a dupla - 2 a 1. Decisão no domingo.
Agora o vôlei:

Uma vitória que valeu por uma final.

O Brasil fez um primeiro set impecável.Digno da melhor equipe do mundo. Tudo funcionou à perfeição. Do saque que fez muitos aces com vários jogadores executando com perfeição a função como Bruno, Lucão, Lucarelli e Sidão. Um levantamento perfeito com Bruno colocando seus atacantes várias vezes com bloqueio simples ou até sem ninguém do outro lado para compor o muro soviético. O Brasil deu um verdadeiro show.

O gigante Muserskiy tomou um verdadeiro baile e correu atrás dos atacantes brasileiros o tempo todo. Sem encontrá-los. Isso contribuiu muito para certa intranquilidade entre a equipe russa. Afinal com um saque irregular e sem bloqueio estava muito difícil jogar contra o Brasil.

Num autêntico “tudo ou nada” ou russos foram para cima no segundo set tentando irritar o brasileiros e estabelecer um ponto onde pudessem explorar o time brasileiro e equilibrar uma partida que estava tomada pelas cores verde e amarela.

Mesmo com os saques de Muserskiy entrando o que colocava o Brasil em situação bastante desconfortável, o Brasil se manteve no jogo e, mesmo perdendo a parcial por 26x24 o time de Bernardinho esteve oi tempo todo ligado e brigando com os russos.

Vi muitos jogos que poderiam valer medalha e este, sem dúvida alguma, foi um deles. Não pelo fato do Brasil haver vencido, mas, principalmente, pela emoção da partida que com toda certeza valeu por uma final. Por medalha.

Se já sobrava emoção no jogo, as duas equipes tiveram desfalques por lesão. O Brasil ficou sem Wallace e a Rússia sem Morov. Curiosamente os dois opostos torceram o pé ao cair sobre seus adversários. Isso deu uma grande vantagem ao Brasil que tinha Leandro Visotto entre os relacionados para a partida e os russo ficaram com a opção de adaptar algum atacante de ponta para a função já que Pavlov já estava contundido e fora da relação dos inscritos para a partida. Vale lembrar que uma improvisação na função de Muserskiy deu o ouro para os russos em Londres numa virada histórica quando perdiam por 2x0 para o Brasil.

Desta vez o Brasil estava preparado e a surpresa de Londres não surtiu efeito algum, com o Brasil controlando o jogo e a Rússia ficou sem uma opção efetiva para a função e aí o time de Bernardinho abriu caminho para uma grande vitória.

Com o resultado o Brasil agora passa a ser o único invicto deste Mundial o que só aumenta a responsabilidade. Dois dias de folga na tabela são fundamentais para a recuperação de Wallace, Murilo e Sidão que tiveram grande destaque na vitória de hoje e em toda a brilhante campanha brasileira.

O time de Bernardinho ainda não venceu, mas as últimas vitórias contra a Rússia já colocam o Brasil, novamente numa situação favorável contra a Rússia, o que não vinha acontecendo.

E o tênis?

Thomaz Bellucci foi com tudo para cima de Bautista-Agut,décimo quinto do ranking mundial de simples. Fechou o primeiro set por 6-, depois perdeu o segundo 3-6 e aí ganhou confiança e foi agressivo 6-3 e 6-2. Três set a um que levaram o Brasil de volta ao grupo mundial. A elite dos 16 melhores do planeta.

Melhores? Como se a Espanha foi rebaixada. Isso mesmo, a subida do país contrasta com a queda da mais forte escola do tênis mundial.

E aqui é só reclamação. BRASIL só conseguiu subir porque os espanhóis não vieram com Ferrer e Nadal.

Pera aí. Os dois estão machucados, sem nenhuma condição de jogo.Nenhum esporte exige tanto do corpo quando o tines. Isso o Guga pode dizer.

Assim em meio ao chororô e mimimi  de muitos  entendidos em tênis, o Brasil subiu e a Espanha caiu e ponto final.

 

Vôlei. Brasil segue invicto no Mundial

O jogo contra o Canadá mostrou que o Brasil está muito bem preparado neste Mundial que se acontece na Polônia já que é um dos únicos invictos até o momento. O outro é a Rússia.

 

Numa campanha impecável com oito vitórias em oito jogos e com apenas o jogo da Coreia vencido em cinco sets, o Brasil tem uma campanha, até o momento, quase perfeita já que perdeu apenas três sets até o momento. Um para Cuba e dois para a Coreia do Sul.

 

Até o momento o ponto fraco do Brasil tem sido o início das partidas. O Jogo contra a Bulgária foi exceção, onde o Brasil iniciou com um arrasador cinco a zero que mexeu com os búlgaros que ficaram correndo atrás do placar todo o tempo. Numa das vitórias mais tranquilas do campeonato. Contra a Rússia é fundamental começar bem já que a rivalidade é a maior do vôlei atual e, se vencemos as últimas duas partidas jogadas que foram na Liga Mundial, os russos nos venceram na final olímpica em Londres 2012 e na Liga Mundial do ano passado. Logo a questão força mental neste jogo será fundamental.

 

Mesmo que seja apenas para decidir quem se classifica em primeiro para a formação dos grupos para a próxima fase do Mundial jogar bem contra os russos é consolidar a campanha realizada até agora e isso, numa fase final, pesa muito.

 

O Mundial da Polônia é o grande evento do ano do vôlei. A Liga Mundial foi utilizada por todas as grandes equipes como evento de preparação de luxo, com grandes jogos para os favoritos que puderam testar seus grupos e afinar suas equipes para o Mundial. Mesmo o Brasil que começou muito irregular a Liga Mundial chegou voando na Polônia e mostra que o planejamento bem realizado pode transformar rapidamente resultados ruins em aprendizado e ajustes na preparação de um time.

 

O passe que antes do Mundial vinha sendo um problema se acertou e, cada vez mais, Bruno tem a bola nas mãos para escolher com quem jogar no ataque. Isso para os adversários é um enorme problema. Da mesma forma, o saque que não entrava está presente na maior parte do tempo e os adversários também têm de lidar com isso facilitando a vida do bloqueio brasileiro que está jogando muito.

 

A chave para o Brasil seguir vencendo na Polônia é a concentração. Isso tem feito a diferença quando a equipe faz o resultado. Começar desligado e apertar o botão do turbo quando a contagem está em cinco até agora deu certo, mas não é a melhor forma de jogar. Com certeza esse é um dos pontos que Bernardinho vai tentar trabalhar para resolver para os jogos daqui em diante, já que quando o funil aperta as chances de começar bem uma partida não podem ser desperdiçadas e vencer é fundamental para seguir adiante. Cada ponto conta.

A mescla desse grupo de Bernardinho mostra um sólido caminho para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. O calendário do vôlei tem ainda antes da Olimpíada os Jogos Pan americanos e a Liga Mundial do ano que vem. Tempo de sobra para chegar ao Rio como um dos favoritos, mas antes disso vamos seguir no caminho do tetra com muita pedreira pela frente.

 

Basquete e Vôlei. Alegrias e tristezas

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Foi um dia de emoções antagônicas nos dois grandes esportes de quadra brasileiros. De um lado o vôlei de Bernardinho jogou muito, não deu chances à Bulgária e iniciou a segunda fase do Mundial com força e consistência, de outro, o basquete que tinha protagonizado emoções memoráveis, não jogou bem e saiu da briga por medalhas ao perder da Sérvia.

No melhor estilo da frase que “o esporte é uma caixinha de surpresas” o basquete que havia derrotado a equipe da Sérvia na primeira fase da Copa do Mundo levou uma derrota de 84x56 sendo que no terceiro quarto os brasileiros perderam de 29 a 12. A defesa que até aqui tinha sido o ponto alto da equipe não se encontrou em nenhum momento e o time brasileiro sempre esteve correndo atrás. Durante o primeiro tempo esteve na partida, mas, com um terceiro quarto pavoroso, o jogo e o sonho foram embora. Fim do mundo? Não mesmo. Triste sim e até decepcionante pelo que a equipe de Ruben Magnano vinha apresentando. Tudo indicava que as oscilações de desempenho haviam ficado no passado e a consistência – fator fundamental para qualquer grupo se firmar – havia chegado de vez, mas não foi o que aconteceu.

Na primeira fase, o Brasil passou pela mesma Sérvia e também teve a crise do terceiro quarto. Numa vitória épica, nossos jogadores, que haviam conseguido uma parcial de 18 pontos, tomaram a virada, mas foram buscar. Dessa vez não deu. Para o jogo de hoje, mesmo jogando forte e bem desde o início, a Sérvia se preparou para o terceiro quarto e, tal qual a primeira partida, aplicou uma surra naquela parcial. Com a diferença que, agora, estava precavida e não deixou o Brasil reagir. Morremos na praia na Copa do Mundo num jogo em que os sérvios aprenderam com a derrota na primeira fase. Cabe agora o lado de cá aprender e crescer.

Claro que esse grupo tem muito a dar para a seleção, principalmente com relação aos Jogos Olímpicos de 2016. O Brasil é sim, candidatíssimo a uma medalha no Rio e o progresso do time é grande. Infelizmente perder é parte do esporte mesmo quando isso nos atinja como foi agora, mas o Rio está logo ali e a equipe mostra que pode chegar ao pódio e reconquistar uma posição que o basquete brasileiro já teve com todos os méritos.

No vôlei o Brasil de Bernardinho fez o melhor início de todas as partidas até agora jogadas. Rápido e decidido colocou logo de cara um 5x0 na Bulgária que havia dado muito trabalho aos nossos grandes adversários, os russos. A volta de Bruno que jogou muito e teve um passe nas mãos para fazer uma excelente distribuição de jogadas que fez o bloqueio búlgaro correr atrás todo o tempo, mostrou uma ótima estréia na segunda fase da equipe brasileira.

O tradicional 3x0 rapidinho em 76 minutos com parciais de 25x15 e 25x21 nos dois últimos sets mostrou um time focado que esteve muito bem em todos os fundamentos. Numa equipe com os valores que o Brasil tem quando isso acontece o fato é que nenhum adversário, seja ele qual for, consegue encarar, mas num Mundial todos os jogos são ou podem ser complicados então agora resta trabalhar bem para o jogo contra a China amanhã.

Brasil arrasador

RubenMagnano GasparNobregaDivulgacaoCBB Brasil arrasador

Ruben Magnano ensinou que, ao contrário do ditado, o melhor ataque é a defesa. Isso foi a lição do jogo entre Brasil e Argentina ontem (7) válido pela Copa do Mundo e que nos leva adiante após uma vitoria histórica, das mais importantes do basquete masculino em todos os tempos.

Ok, ainda não ganhamos nada ao contrário dos títulos de 59 e 63, do bronze em Londres 48, aí nas primeiras Olimpíadas por lá realizadas, nem o ouro do Pan de 87 quando o Brasil mudou a história do basquete para sempre. Fato é que em todas essas conquistas tivemos equipes ofensivas, no melhor estilo brasileiro onde o talento no ataque supre as deficiências lá atrás. Só que as coisas não funcionam mais assim. No esporte globalizado se impõe quem coloca os talentos em esquemas táticos que funcionem,

O esporte mudou  e agora é fundamental que os jogadores dificultem os adversários e não impeçam craques de fazer o seu melhor.

Isso é o que Ruben Magnano está fazendo com o Brasil. Fez de uma seleção tradicionalmente forte em termos ofensivos, mas dependente de lampejos obrigatórios de genialidade, em um grupo altamente competitivo que pode jogar bem mesmo quando os arremessos não entram com a freqüência ideal.

Dessa forma o psicológico do time se mantém alto e a equipe nao sai de jogo.

Isso se viu até agora na Espanha. Um trabalho e tanto de Ruben Magnano. De uma seleção que foi convidada para o evento, uma vitoria por vinte pontos de vantagem contra a Argentina que sistematicamente vinha eliminando o Brasil em todos os confrontos validos é o resultado de um grande trabalho.

Como disse antes ainda nao ganhamos nada, mas a placa do caminhão que atropelou os "hermanos" era BRA8565. Vamos em frente.

E não posso deixar de falar sobre a prata no mundial de tiro com arco :

Marcus Vinicius D´Almeida se tornou o mais jovem finalistada história de um mundial da modalidade . Com apenas 16 anos ,ele foi para o duelo da medalha de ouro com o norte americano  Brady Ellison , de 25 anos .

Eles empataram com 28 pontos e aí o tiro desempate valendo o título de campeão do mundo .

Marcus conseguiu um nove .Brady empatou ,mas seu tiro foi mais perto do centro do alvo . Ouro para os EUA e prata para o Brasil .

Mais jovem arqueiro a alcançar uma final de mundial e o único no campeão a chegar à final sem perder um set.

Séculos atrás, o arco e flecha foi o máximo da tecnologia bélica. Hoje, como esporte, o tiro com arco surpreende com um menino brasileiro que pode ser a sensação nos próximos anos.

O alvo é dele.

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