Olimpíada pode ter até sede compartilhada por outro país

A Assembleia Geral do Comitê Olímpico Internacional que será realizada em Mônaco no mês de dezembro pode decidir uma enorme mudança com relação às candidaturas e organização das futuras Olimpíadas.

Claro que nada disso entrará em vigor para os Jogos do Rio em 2016, mas a pauta de 40 recomendações apresentada pelo presidente do COI, o alemão Thomas Bach mostra a preocupação com a escalada dos custos das candidaturas e realização dos Jogos Olímpicos e a consequente diminuição de cidades interessadas em sediar os eventos de verão e inverno e, pior ainda, em casos que existe o interesse da cidade, o povo em plebiscito vota contra a sua realização mostrando que busca outras prioridades para o dinheiro público.

6fu2raulzx 9a5g21ugrz file Olimpíada pode ter até sede compartilhada por outro país

Essas decisões minam a imagem e o apelo olímpico e, na esteira disso tudo, afeta a arrecadação e o interesse das marcas no maior evento esportivo do mundo e o esporte, como quase tudo no planeta, é movido a investimentos e resultados.

Na questão sede compartilhada apesar de alguns acharem que a FIFA saiu na frente ao realizar a Copa 2002 no Japão e na Coreia, o que serviu para não só levar o ponto máximo do futebol ao milionário mercado asiático, mas também aproximar países que há muito tinham uma relação arranhada por conta da segunda guerra mundial, só que quem realizou o primeiro evento de sede compartilhada foi o próprio Comitê Olímpico Internacional que em 1956 teve as sedes de Melbourne e Estocolmo para os Jogos Olímpicos de Verão.

Melbourne sediou a quase totalidade dos Jogos e Estocolmo ficou com as disputas equestres já que por contas das leis australianas seria imposta uma grande quarentena aos animais que participariam daquela Olimpíada. Assim as disputas foram para a capital sueca e foram realizadas cinco meses antes do restante dos Jogos.

Essa Olimpíada ainda tem uma característica que fala direto a nós brasileiros, já que a cidade australiana ganhou por apenas um voto, sim um voto, de Buenos Aires o direito de sediar os jogos. Devemos, portanto aos amigos australianos o fato de ser o Brasil a primeira sede olímpica da América do Sul.

A adequação de custos e o compartilhamento de despesas aludido na pauta de Thomaz Bach abre brecha ainda para uma questão a meu ver muito mais importante que é a possibilidade da aproximação de países ou cidades politicamente distantes ou rivais até. Essa é uma das grandes funções do esporte: aproximar, promover a união entre os povos. Um país rico poderia ter como contingência de sediar os Jogos possibilitar um vizinho próximo sem esses recursos todos de também participar da organização de uma parte das competições, ou mesmo no caso de países ricos dividirem a conta minimizando o que o povo paga por longos anos.

É um jogo novo e pode dar ao esporte olímpico a oportunidade de uma renovação no atoa da realização de candidaturas e realização dos Jogos de Verão e Inverno possibilitando a mais países e cidades sonharem com chances reais a sediarem a maior festa do esporte. A Assembleia do COI em Mônaco vai decidir isso e, curiosamente, o principado não tem condição de receber os Jogos, mas tem recursos e poderia receber algumas competições se um vizinho fosse a outra sede.

 

Rio 2016: os mascotes estão chegando

O primeiro deles foi o Schuss nos Jogos de Inverno em Grenoble em 68, mas foi o pequeno cão Waldi nos Jogos Olímpicos de Munique, em 72 que começou a roubar a cena. Assim como na vida real, o cãozinho dachshund ou “salsicha” ou Cofap como ficou conhecido tornando-se sinônimo do amortecedor, em mais uma criação genial do Washington Olivetto, tomou conta e fez do mascote olímpico uma figura tão importante quanto qualquer medalhista, muitas vezes sendo até mais popular que os frequentadores do pódio.

De lá para cá tivemos de tudo. De bichos simpáticos e figuras criativas a algumas coisas de profundo mau gosto que, com toda certeza, não ajudaram na divulgação dos Jogos Olímpicos e muito menos nas receitas.

Por outro lado quem não se lembra do urso Misha chorando no encerramento dos Jogos em Moscou 80? Difícil não se lembrar daquelas imagens emocionantes das lagrimas que caiam do mascote mais lembrado de todos os tempos que, logo depois, subiu céu afora carregado por balões de gás. Cerimônia simples para os padrões de hoje, mas impossível de não se emocionar.

Essa é a função do mascote. Emocionar. Conectar todos com os jogos ao vivo e pela televisão. Um bom mascote ajuda não só a imagem do evento, mas quando é um sucesso de vendas otimiza o alcance dos Jogos, cativa as crianças e arrecada muito, mas muito mesmo.

De cada uma das edições dos Jogos Olímpicos que cobri, claro trouxe um exemplar do mascote oficial. Desde cedo minha filha Fernanda gostava muito dos bonecos, mas sabia que não eram para brincar. Zelosa ajudou durante muito tempo a guardá-los e, a cada mudança, perguntava se a “coleção” estava protegida ou se já tinha sido levada para a casa nova. Esse cuidado fez com que hoje, quando sou chamado para uma palestra ou papo sobre olimpíada leve, eventualmente, alguns que sempre despertam muita atenção e curiosidade. Mesmo em empresários de grande sucesso e publicitários multipremiados. Mascote vende e emociona. Qualquer um.

Nesta quinta desembarcam no Rio – Cidade Olímpica, os mascotes Misha – Moscou 80; Athena – Atenas 2004; Fu Niu Lele – Pequim 2008 e Mandeville e Wenlock – Londres 2012 para um tour que envolve as crianças do Programa de Educação do Rio 2016.

Misha é, sem dúvida, o mascote mais querido da história dos Jogos Olímpicos e, nesses tempos em que Putin não é o nenhum rei de popularidade, Misha atua como um ótimo embaixador da boa vontade. Escolhido pelo COI por ser o mais popular da história olímpica, coincide com um momento em que coisas boas da Rússia precisam ser lembradas.

A vinda desses mascotes ao Brasil é um “esquenta” para o lançamento dos representantes nacionais aos Jogos do Rio em 2016. Que sejam belos, criativos e emocionem. Que comecem vencendo em suas trajetórias e ajudem a consolidar a Olimpíada no Brasil. Nos olhos e nos corações.

Atletismo: Brasil pode brilhar ainda mais na Diamond League

fabiana jpeg Atletismo: Brasil pode brilhar ainda mais na Diamond League

Marilyn Monroe, uma das mulheres mais famosas e belas de todos os tempos, dizia que os diamantes são o melhor amigo de uma mulher. Fabiana Murer foi campeã no salto com vara nos anos de 2010 e 2014 da Diamond League. O Circuito Top do Atletismo Mundial.

Agora, além de Fabiana o Brasil pode brilhar mais no evento. O Rio se candidatou a sediar uma das etapas do evento a partir do ano que vem. Para um país que vai receber os Jogos Olímpicos em 2016 é uma oportunidade de ouro para colocar as instalações do Engenhão, ou Estádio Olímpico, que já estarão com sua reforma concluída.

A concorrência é forte, já que Pequim, Ostrava e Rabat também são candidatas. A cidade chinesa já foi sede olímpica, mas tem contra si o fato de haver uma etapa que é disputada em Xangai, mas em se tratando dos chineses, tudo é possível. Ostrava, cidade tcheca e mais uma etapa europeia faria subir ainda mais o numero etapas no velho continente. Das quatorze etapas disputadas este ano, apenas três foram fora do velho continente. Estados Unidos, Catar e a China foram os países do resto do planeta que receberam o evento. Daí pensar em que o Brasil pode receber mais um top e que servirá para preparação para a Olimpíada é muito bom.

Quem está por trás da tentativa de trazer a Diamond League ao Brasil é o presidente da CBAt Antonio Fernandes que conta já ter o apoio da Caixa – patrocinadora oficial do atletismo brasileiro – da Nike e da tevê. Além disso, é claro que a prefeitura do Rio tem interesse na realização da etapa brasileira e já deu apoio formal à candidatura.

Em termos de calendário a proposta é interessante já que o evento aqui seria depois das etapas disputadas nos EUA (Eugene e New York). Isso serviria além do teste de instalações como preparo e avaliação dos atletas brasileiros que irão aos Jogos Pan-americanos que serão realizados em Toronto a partir de10 de julho. Encaixe ideal para avaliação do Engenhão e dos atletas brasileiros já que na Diamond League participam os melhores do mundo e no Pan apenas os atletas das Américas.

Isso custa, é claro, e obviamente não é pouco. O valor para a realização gira em torno dos três milhões de dólares e, para ter os melhores, a premiação deve ser de acordo, daí a conta pode subir mais. Porém se considerarmos o potencial do evento, sua qualidade técnica e a oportunidade para os atletas brasileiros, a chance de inserir um evento como esse pode significar além das vantagens técnicas, um legado para o Rio já que a manutenção da etapa por aqui traria uma utilização adequada ao Engenhão além de manter o Brasil no calendário mundial dos grandes eventos do esporte.

Chance do Brasil brilhar, assim como os diamantes.

 

Volta de férias

Depois de um descanso estamos de volta de forma efetiva ao nosso espaço. Impossível desconectar do esporte que a cada instante tem novidades em notícias e personagens num moto quase perpétuo. Mesmo de folga postei algumas coisas e coloquei em andamento o projeto de um livro.

Como dizia meu pai escrever é hábito e, em qualquer lugar, isso é possível. O disparo para retomar esses textos sobre minhas viagens foi durante o caminho entre Sampa e a Cidade Maravilhosa, no que pode ser chamado de Caminho Olímpico já que a Dutra é a rota para os Jogos do Rio em 2016.

A estrada sempre é uma ótima companheira e viajar só, muitas vezes significa viajar em dobro já que paisagens, músicas, pensamentos e lembranças nos conduzem a sensações privilegiadas. É fácil entender porque muitos se apaixonam permanentemente pelas viagens rodoviárias e alguns fazem disso sua profissão por opção.

Lembrei como comecei no esporte, minhas primeiras viagens, se fatos, casos e causos, grandes amigos e companheiros com os quais convivo até hoje e alguns, que fazem o céu ser mais azul nos dias mais bonitos. Dei grandes gargalhadas com histórias hilárias e vi muitos rostos e estive com pessoas que fizeram boa parte da história do esporte.

Afinal, só de Jogos Olímpicos já foram nove ao vivo, além de um feito do estúdio. Juntando Mundiais, NBA, Pan-americanos, Sul-americanos, F1e outras viagens, vi que se não botasse em ordem meus textos logo não dava um livro e sim alguns. Conversei com meu irmão; jornalista tardio ou não já que aos 16 anos escrevia alguns textos para a coluna de nosso pai que usava isso para ver como estávamos de texto; e ele vai dar uma mão na empreitada já que tenho muita coisa para contar e, com o final das férias, muitas coisas a fazer.

Nesse período de descanso estive no lançamento de dois livros: o primeiro do Marcus Vinicius do COB um exemplo do dirigente esportivo moderno, comprometido com resultados e transparência. O outro do grande Washington Olivetto um dos maiores publicitários que o mundo já viu e um talento que vai mundo além do mundo da propaganda. Foi uma festa estar com os dois e com muita gente boa.

Assim como as redações que fazíamos na escola ao final das férias, estamos de volta e amanhã comentamos, novamente, o esporte.

 

F1- Lembranças velozes

A semana do GP Brasil de F1 sempre traz ótimas pautas. Mesmo com o comportamento obrigatório de “bons meninos” ao qual os pilotos hoje são submetidos sempre tem coisa boa que aparece.

Se a notícia não vem dos protagonistas de hoje, elas chegam dos campeões de sempre que não tem papas na língua e não são submetidos aos contratos que os tornam, na grande maioria das vezes, declamadores de releases. Nelson Piquet sempre foi um contraponto ao comportamento protocolar. Direto ao ponto, sem sonegar informações e dizendo o que pensa e agindo de acordo chegou ao tricampeonato mundial e conquistou, definitivamente, um lugar entre os maiores de todos os tempos.

Sua estreia com um carro competitivo foi na Argentina em 80 e eu estava lá. Junto com Galvão Bueno, Fernando Solera e Giu Ferreira na equipe da Bandeirantes que ficou com os direitos para aquela temporada depois que a Globo não teve paciência com a falta de resultados para o Brasil nos anos de 76 a 79 quando Emerson, sem carros competitivos ficou longe do pódio – excetuando o GP do Brasil em 78 disputado no hoje Parque Olímpico de Jacarepaguá – e os índices foram lá para baixo.

Trabalhar com Galvão, Solera e Gui era muito divertido. Giu como ex-piloto sabia tudo de automobilismo e dava um conteúdo que virou o padrão nas transmissões da F1 desde então. As transmissões eram animadas e descontraídas e, mesmo durante aqueles anos de chumbo, as viagens e os papos eram ótimos.

Antes da prova na Argentina entrevistei Piquet sobre o desempenho de seu Brabham BT 49 que havia treinado muito bem em Paul Ricard, mas ainda não rendia da forma que ele esperava em Buenos Aires. Direto ao ponto respondeu que o calor não influenciava e que a questão era “apenas” a falta de velocidade que o impedia de obter tempos melhores. Dito isso virou as costas, colocou a balaclava, capacete, entrou no carro e foi em busca da melhora.

Na prova, Piquet disputou lado a lado com o “dono da casa” Carlos Reutemann, o Lole, e sem pudor algum alargou sua trajetória numa escolha errada do Hermano colocando-o para comprar uma terra como dizia o Zampa que também estava por lá. Piquet ficou com a melhor trajetória e não abriu e chegou em segundo lugar. Alan Jones da Williams ganhou e Keke –pai de Nico – Rosberg com um Fittipaldi ficou em terceiro

Depois de uma temporada fantástica onde em Long Beach venceu seu primeiro GP com Emerson em terceiro num pódio mágico, Nelson Piquet foi vice-campeão com decisão na última corrida. Emoção pura, audiência grande e uma experiência fantástica.

Piquet deu entrevista estes dias dizendo que, como está, a F1 está medíocre já que qualquer um consegue fazer ultrapassagens com a asa móvel e a potência extra oferecida pelo sistema de recuperação de energia, o ERS. Segundo o tricampeão limitaram a coisa por baixo e tiraram a estratégia e a técnica da ultrapassagem. Para quem fez no GP da Hungria de 86 sobre Ayrton Senna aquela que muitos especialistas consideram a maior ultrapassagem da história da F1o recado está dado.

Direto ao ponto como sempre.

O céu está em cesta

coca O céu está em cesta

Aos amigos leitores que me acompanham saibam que eu não me enganei. É cesta mesmo. Infelizmente mais uma craque deixa o time daqui de baixo e reforça o pessoal que joga de branco na paz e na luz. Dessa vez foi a Coca.

Zilda Ulbrich era de uma geração de atletas, literalmente, polivalentes. Ao mesmo tempo foi convocada para as seleções brasileiras de vôlei e basquete, coisa absolutamente impensável hoje em dia. Não pela especialização precoce dos atletas, mas, principalmente pela qualidade excepcional de alguns superdotados de gerações passadas do esporte que não são mais vistos.

Minha mãe Ruth e minha tia Marta jogaram com a Coca no Pinheiros e eram bastante amigas. Coca acompanhou o namoro de minha mãe com meu pai e sempre que me via era uma festa, afinal ela me conhecia muito antes que eu aparecesse por aqui. Foi uma das grandes incentivadoras quando comecei a jogar basquete e, uma vez, ao encontrar meu pai quando conversaram e ele disse que estava indo comprar uma cama nova já que eu não cabia mais na antiga, ela mandou direto: “Paes Leme, o Alvinho se continuar crescendo assim vai longe no bola ao cesto!” Era como aquela geração chamava o esporte.

Não fui longe, mas quando comecei no jornalismo esportivo a encontrei muitas vezes nos jogos de basquete e vôlei e sempre era uma festa. Descobria a cada encontro algumas histórias novas de minha vida quando ainda nem estava por aqui e outras das quais mal me lembrava. Com a Coca soube mais da vida de atleta de minha mãe e dos tempos dela no EC Pinheiros com as irmãs Bahde, sobrenome de solteira de minha mãe.

Hoje o EC Pinheiros que é uma verdadeira fábrica de talentos para o esporte brasileiro está com suas cores desiguais. Está muito mais preto que azul, está de luto como todos que tivemos o privilégio de conhecer a Coca e seus feitos que para os mais novos podem beirar a fantasia, mas a placa em sua homenagem no clube mostra a importância e o reconhecimento por tudo que ela fez, por tudo que ela é.

Sorte que a outra cor do Pinheiros é o azul, não por acaso, mesma cor do céu que está em festa, ou melhor em cesta...

 

O esporte e a web

508124751 O esporte e a web

Nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 96 o uso da web para comunicação em tempo real ainda era uma coisa distante e o que proporcionava informação eram a televisão (aberta numa absoluta maioria), o rádio e a mídia impressa.

Eu estava lá e o espaço dado aos web jornalistas era minúsculo para dizer muito. Mas a mudança foi tão rápida quando as conexões que hoje dispomos para saber sobre o mundo num simples clique. A Formula 1 foi a primeira a ver a importância da internet para o esporte e hoje não há esporte que não tenha, em qualquer evento, uma página, blog, perfil em rede ou mídia social avançando sobre as atividades dos esportistas muito além das quadras, campos, pistas, piscinas e ginásios.

A ausência de conexão hoje, para quem lida com informação é quase como estar trancafiado numa masmorra, naufrago numa ilha deserta daquelas das piadinhas onde só existe um coqueiro, menos de um metro de areia ao redor, zero de água e o oceano e o céu infinitos. Escrever sobre o que se falta a informação que possa disparar o processo criativo do texto? Qual assunto? O passado das informações esportivas que rondaram por nossas cabeças parecem de uma distância tão grande quanto aquela da web nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996. Lá quando aconteceu o atentado eu estava muito perto. Corri para o nosso centro de transmissão que em nada se parece com as estruturas de hoje e relatei o ocorrido. Aos poucos outras notícias chegavam e mais informações também.

Imagino tal situação hoje. Com toda certeza haveria alguém que faria a filmagem e colocaria na rede no ato. Se fosse jornalista iria para a rede na qual trabalha e abriria todos os informativos de todas as mídias. Fosse atleta, provavelmente não teria mais tempo de competir de tanto assédio para informações desde autoridades aos veículos de comunicação e passando pelos fãs e seguidores que aí já estariam na casa do milhão. Uma coisa assim teria mais visualizações que um recorde olímpico.

Hoje a web e estratégia de comunicação de todas as empresas, esportes, atletas e eventos. Em tempo real é, literalmente, você no mundo.

Os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 serão um marco também pela questão da web no esporte e na história da transmissão esportiva. Isso dois anos antes de começar é uma medalha e um legado já conquistado pela olimpíada brasileira. Topo de pódio com toda certeza.

Agora voltando ao presente ô provedor que tal terminar a “manutenção” e devolver meu sinal já que eu preciso trabalhar e escrever a minha coluna?

 

O melhor do mundo aqui. E agora

Mesmo em férias não é possível desligar do esporte. Afinal tão forte no meu DNA por razões que já coloquei aqui por herança de meus pais atletas que sempre tiveram no esporte a parte mais bonita de suas vidas, inclusive se conhecendo por meio dele.

O topo do esporte mundial em termos de organização, competitividade, espetáculo e presenças vip é o basquete americano da NBA e ela está aqui, ao vivo e a cores para sua pré-temporada no Brasil.

Como todo grande espetáculo, começa muito antes de se abrirem as cortinas como dizia o saudoso Fiori Gigliotti. Todas as atividades das equipes do Cleveland Cavaliers e Miami Heat que farão a partida na Arena da Barra, com lotação máxima e muitos jornalistas, fãs e curiosos criando um agito pré-evento enorme. Isso repercute e muito. Sempre foi assim e continuará sendo. Para os que sabem lidar com o esporte como emoção, entretenimento e espetáculo, mais uma forte ferramenta de trabalho.

Sempre fui muito interessado nas questões da NBA e, a cada viagem de trabalho para cobrir o melhor basquete do mundo, aprendia mais e sempre que possível participei de eventos r cursos por eles organizados. Meu irmão, que foi dirigente de vôlei do Banespa e um dos criadores do projeto, sempre me pedia material e informações da NBA dizendo que era o caminho profissional do esporte onde atletas bem remunerados, dirigentes profissionais e uma organização impecável faziam com que milhões se apaixonassem pelo esporte.

Como o inesquecível Luciano do Valle perguntava quando alguém dizia que a NBA não era tudo isso: “aonde mais você pode ver o Jack Nicholson torcendo apaixonadamente sem nenhum interesse em disfarçar suas emoções? A NBA é tudo isso e muito mais”. Cesta de três do Bolacha,que fazia questão de mandar a equipe para as finais e o All Star Game. Assim fui a dezenas de jogos da NBA e narrei as finais de 1997 e 1998. Ambas colocaram frente a frente o Chicago e o Utah. Luciano não foi, pois em 97 tinha a Copa das Confederações e Na Copa da França, em 1998, alguns jogos coincidiram. Assim tive o privilégio de narrar o quinto e o sexto titulo de Jordan.Um dos maiores momentos da minha vida profissional.

A NBA está fechando uma parceria com a Liga Nacional de Basquete. Se por aqui existem duvidas com relação ao basquete masculino brasileiro, para a NBA as coisas não são assim. Com vários jogadores brasileiros atuando na NBA fortalecer a LNB aqui é, consequentemente, fortalecer a Liga Profissional lá e, ao mesmo tempo buscar com que o basquete volte a ser o segundo esporte do Brasil.

Num mundo onde os mercados são globalizados, a participação da NBA aqui não causa estranheza, apenas mostra que os que lidam com negócios no esporte por aqui estão, na grande maioria das vezes, atuando de forma reativa e não pró-ativa como os americanos gostam tanto. A NBA acabou de fechar com a Cisco uma extensão de seu contrato de parceria que iniciou em 2007. Curiosamente a empresa americana de tecnologia tem um foco no Brasil onde que fortalecer a marca por aqui e estabelecer novos caminhos pelo esporte para experiências em um novo patamar.

Isso é um grande marco para o esporte brasileiro. A entrada da maior e mais organizada liga esportiva do planeta como parceira do basquete nacional, pode, tal como a Cisco deseja, levar a modalidade a uma posição até hoje não ocupada por esporte algum independente de brilhantes resultados e conquistas. Isso é mérito total da NBA Brasil.Fica o meu agradecimento ao Samy pela assessoria e ao Arnon pela competente direção da mais bem sucedida operação de marketing esportivo do planeta.

Finalizando, como meu pai dizia a grande conquista do jornalista não é a matéria exclusiva, o grande furo, o reconhecimento. A maior das conquistas que um jornalista pode ter é inspirar pessoas. Saber que fui inspirador de alguns dos grandes novos jornalistas é motivo de muita alegria e orgulho.

Ao Fabio Balassiano responsável pelo excelente e de leitura obrigatória Bala na Cesta meu muito obrigado.

O melhor basquete do mundo aqui. E agora...

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Basquete e vôlei com essas mulheres maravilhosas

 Basquete e vôlei com essas mulheres maravilhosas

As seleções femininas do Brasil voltaram às quadras em seus respectivos mundiais e suas partidas tiveram resultados esperados.

O basquete que se classificou para a segunda fase do Mundial disputado na Turquia depois de uma única vitória na primeira fase, contra o Japão, encontrou pela frente as francesas que estão entre as favoritas à conquista do título. Perdeu por 61 a 48 e termina sua participação no Campeonato com uma participação pra lá de discreta. Isso deixa a preocupação com a modalidade para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Claro que a equipe de Zanon pode e vai evoluir, mas terá uma jornada difícil até os jogos do Rio e, na Olimpíada, uma missão ainda mais complicada.

Longe de saudosismo, mas para quem viu o Brasil Campeão Mundial e com duas das maiores atletas de todos os tempos em quadra, fica difícil enxergar um horizonte que não tenha chuvas e trovoadas e, se no masculino para o Rio temos alguma chance, com o feminino, mesmo com toda luta hoje demonstrada contra a França estamos muito longe de nossas grandes e vitoriosas tradições.

O que fazer? Falta patrocínio à CBB? Não. Falta organização? Aí já é outro problema. No domingo o time masculino do Flamengo repetiu o feito do Sírio em 1979 e foi Campeão Mundial Interclubes vencendo na Copa Intercontinental o Maccabi de Tel Aviv num jogo pra lá de emocionante. Poucos dias de diferença para resultados de distância gigantesca do tamanho daquela do Rio à Turquia. Talvez até mais.

Já no vôlei a equipe de Zé Roberto passou pelo Cazaquistão por 3x0 com relativa tranquilidade. O saque brasileiro depois da pausa entre o último jogo e a partida contra a equipe cazaque funcionou muito bem e quando o jogo dava uma apertada fazia a diferença. Thaísa que vinha se destacando apenas no bloqueio voltou a atacar muito bem numa mostra que o passe brasileiro melhorou e seu entrosamento com Dani Lins também.

As meninas do vôlei seguem sua trajetória na busca do único título que lhes falta. Tem entre suas rivais equipes fortes como a Rússia e os Estados Unidos, mas jogam de igual para igual contra todas e sempre são o time mais temido pelos adversários. Tal qual o basquete nos tempos de Paula e Hortência.

O que fazer para diminuir a distância entre os resultados das duas modalidades do Brasil? O melhor exemplo vem de outro esporte de quadra também campeão mundial: o handebol. Para se priorizar resultados de seleção é inevitável sacrificar o calendário de clubes. Foi assim no voleibol apesar de alguns acharem o contrário. A equipe que resultou na geração de prata de Los Angeles 84, em grande parte, começou no Mundial Juvenil disputado no Brasil em 77.

Foi, talvez, a primeira seleção permanente do Brasil. Clubes chiaram, mas o resultado veio. A partir daí empresas entraram mais forte e o esporte não parou de crescer nem resultados de aparecer. Fábricas de talentos surgiram e o vôlei parou de depender de o milagre do talento excepcional que poderia diminuir a diferença para as melhores equipes do mundo. O vôlei subiu e lá permanece. Quando não ganha está no pódio ou disputando a final. Sempre na medalha.

O handebol feminino colocou a seleção para jogar na Europa, com grande concentração das atletas em um só time, num convênio que também tinha o técnico Morten Soubak ambas as equipes. O Brasil foi campeão mundial num trabalho primoroso.

Para o basquete e o futebol feminino seleções permanentes seria um excelente caminho para 2016. Até lá a prioridade seria olímpica. A partir daí as atletas poderiam ser dividas entre equipes nacionais para desenvolver o esporte e o ciclo para 2020.

Para os clubes ou empresas haveria um tempo de planejamento para receberem as atletas e prepararem estruturas para esporte de alto nível que pudesse obedecer a um critério regionalizado ou de encaixe com formação de atletas.

Milagre de geração espontânea não existe. Pelo menos no esporte. O que existe são ideias, planejamento, trabalho, talentos, recursos e estrutura sem isso só resta esperar por milagres...

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Mundial de vôlei feminino. Brasil detona

A seleção brasileira de vôlei feminino está no Mundial da Itália, na bela cidade de Trieste, na região nordeste do país.

Trieste foi o principal porto do Império Austro-húngaro, quando o mundo era diferente, no inicio do século XX. Ali perto fica Verona, palco do amor e da luta de  Romeu e Julieta.

Luta. Essa é a batalha do vôlei do Brasil nessa terra de antigos impérios. E as meninas estão bem: Três jogos. Três vitórias.

Contra Camarões, além do resultado fácil por 3x0 teve algo que deve ser observado com mais atenção e cada vez mais raro no esporte. O congraçamento entre técnicos e equipes que as disputadas, cada vez mais acirradas, tiram da beleza do esporte.

Poder jogar contra seu ídolo, confraternizar com ele numa situação de igual, ainda que a disparidade técnica tenha marcado o resultado da partida é o ideal de todo apaixonado pelo esporte. É o espírito puro da competição, da participação, da poesia que vem junto com a competição.

Tietagem à parte, a equipe de Zé Roberto jogou com as meninas do banco numa estratégia bastante inteligente de colocar todo o pessoal para jogar. Isso sempre é bom e na hora que a coisa aperta é bom ter todo mundo em ritmo de jogo. Se Fabi se aposentou da seleção tivemos na ponteira Gabi a demonstração da habilidade com a bola nos pés numa defesa espetacular. Marca do talento brasileiro. Camila Brait está jogando muito na posição de libero honrando muito bem a tradição da forte defesa brasileira.

Contra o Canadá outro atropelamento e mais um 3x0 para o Brasil. O descanso às titulares caiu muito bem e na volta da equipe base, Jaqueline foi o destaque e jogou muito tanto na defesa quanto no ataque e foi a mais efetiva do jogo com 16 pontos. Toda a equipe foi muito bem.

Jogar bem, independente da qualidade do adversário, já é um fator intimidador. O oponente sabe que lutar contra uma equipe focada e que erra pouco diminui muito suas chances e obriga a um desempenho muito acima da media para equilibrar o jogo e hoje, a equipe feminina brasileira, joga assim na grande maioria das vezes.

A evolução da equipe brasileira é consistente e coloca o time, sem duvida alguma, como um dos favoritos ao título. Os próximos jogos contra Turquia e Sérvia serão partidas mais difíceis, que podem ser consideradas etapas mais valiosas para a caminhada rumo ao objetivo final.

Com mais duas vitórias, o Brasil já está classificado para a próxima fase com um resultado impecável: três jogos, três vitórias por 3x0 sendo, até o momento, a melhor campanha do mundial. As únicas equipes que ainda podem alcançar o desempenho no Brasil nessa fase são Rússia e Itália.

Zé Roberto, assim como Bernardinho, não entra em nada para perder e o desempenho do Brasil na quadra mostra um trabalho muito sério, onde o técnico consegue afastar da quadra problemas e questões não pertinentes a ela. Isso é tão importante quanto ter a torcida a favor e Zé não só é admirado como técnico e jogou, muito bem, na Itália onde foi ídolo como atleta.  Em Trieste nas arquibancadas provavelmente ele tem mais de uma geração torcendo por ele e pelo Brasil.

A terra que pertenceu a vários impérios reverencia a dinastia brasileira.

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