Vôlei: Brasil pode ficar fora das competições em 2015

Isso mesmo . Você não leu errado. A crise do vôlei ganhou novos contornos com a posição da Confederação Brasileira em desistir de sediar a fase final da Liga Mundial . Com essa posição ,a Federação Internacional pode punir o Brasil ,excluindo nossas seleções de eventos e amistosos internacionais em 2015.

Imagine o que vai afetar a preparação das equipes para os Jogos Olímpicos do Rio 2016 ?

Agora é a hora do presidente da Cbv buscar conciliação e não confusão . Afinal sua entidade tem que acertar as contas com o Banco do Brasil . E é uma oportunidade . Chance da mudança no esporte.

A nova crise do vôlei com a suspensão do repasse de verbas de patrocínio do Banco do Brasil, que está na modalidade com as seleções brasileiras há mais de vinte anos oferece a chance de uma mudança que pode ser radical e benéfica para o esporte servir e não para aqueles que sempre querem se servir do esporte.

O Banespa que já não existe mais como banco nem como equipe de vôlei, mas muito antes de sua primeira grande conquista, o brasileiro de 87, o Projeto Voleibol Banespa como era chamado no banco já tinha um legado: seu modelo de gestão que envolvia todas as partes do processo o que garantia sua transparência e sobrevivência mesmo que aqueles que o criaram mudassem de posição dentro do banco o que acabou acontecendo, bem como mudanças de governo.

Aos mais novos que não viram a histórica final no Ginásio do Ibirapuera onde o Banespa derrotou a Pirelli por 3x2 com uma recuperação heroica no quinto set, antes da mudança de regra, com uma virada após estar perdendo por 14x8 com a torcida da equipe de Santo André cantando o tradicional “já está chegando a hora...” aquela hora foi a do Projeto do Banespa. Que já tinha sua peneira que municiou suas equipes e a partir daí as seleções brasileiras até a geração de Murilo Endres uma liderança dentro e fora da quadra.

Quando a vitória aconteceu a gestão do processo era realizada com o envolvimento do gabinete da presidência do banco na gestão, por meio da participação em um comitê administrativo, onde junto com integrantes da diretoria de marketing e departamento de comunicação do banco, a presidência do clube juntamente com a sua diretoria financeira e a supervisão técnica do projeto se reuniam e decidiam os destinos daquele que é, até hoje, o projeto mais longevo no esporte.

Para a crise atual, a proposta da CGU Controladoria Geral da União é, praticamente, a criação de um modelo do mesmo comitê. Isso funciona mesmo com interesses tão diferentes já que isso pode gerar conflitos. Conflito e divergência muitas vezes são caminhos para o crescimento. Administrar isso requer talento, mas a pluralidade de visões por um bem maior que é o esporte dá resultado. Sempre.

Para o Banco do Brasil como patrocinador do esporte que mais medalhas rendeu ao país em sua história, o rejuvenescimento da imagem foi um ganho incrível e na população mais jovem está a maior parcela daqueles que discordam e protestam contra os “mal-feitos”. Colocar gestores para atual em conjunto com a CBV no dia a dia no planejamento e auditoria de aplicação de sua verba não é ser enxerido, e sim ser responsável com seus recursos e imagem. Para o Comitê o Ministério do Esporte deveria ter um representante em cada Confederação que detém verbas de empresas estatais e se reportarem não só ao Ministério, mas também permanentemente à CGU. Aos responsáveis pela parte técnica supervisores, técnicos e atletas também a representação seria obrigatória como era no finado e saudoso Banespa. Um toma conta do outro. Simples e eficaz.

Para a CBV assumir isso rápido seria decisivo para mostrar que quer que os resultados no esporte mais medalhado do Brasil continuem e o respeito a seu parceiro e principal patrocinador também. Se alguém acha, mesmo num sonho de uma noite de verão, que vai aparecer alguém disposto a abrir a burra e não olhar o que está sendo feito com seu rico dinheirinho pode, como diz o ditado antigo “tirar seu cavalinho da chuva”, pois os arranhões são profundos e as cicatrizes ficarão expostas por um bom tempo, portanto atender, urgentemente, as recomendações da CGU e propor a criação de um Comitê Administrativo do Volei com o Banco do Brasil, a própria CGU e a também representantes da parte técnica e garantir não só a limpeza que o esporte precisa, mas criar um modelo de gestão eficiente e limpo.

Está claro ou quer que desenhe?

Natação. Doha e o mundo veem Brasil campeão

O Brasil, literalmente, deu um banho nas piscinas em Doha. O Campeonato Mundial de Piscina Curta mostrou um desempenho espetacular dos atletas brasileiros e nossos atletas fizeram história.

Com um total de dez medalhas conquistadas, sendo sete de ouro, uma prata e três bronzes, o Brasil participou de nada menos que 23 finais num recorde absoluto em sua história e teve em Felipe França, com cinco primeiros lugares o maior vencedor do mundial.

O duelo entre Cesar Cielo e Florent Manadou teve todos os ingredientes de um filme de suspense onde os rivais se alternavam como o melhor a cada entrada na piscina e, no final das contas Cesão brilhou mais, inclusive na questão superação após não realizar uma boa prova nos 50 metros livre quando ficou em terceiro lugar. Deu a volta por cima e levou os 100 livres e todos os revezamentos em que participou.

A equipe brasileira mostrou além de um excelente preparo apresentou uma capacidade que será fundamental nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016: lidou muito bem com a pressão. Chegar ao último dia com possibilidade de um recorde histórico é uma coisa. Traduzir essa chance em realidade contra os melhores do mundo é uma coisa muito diferente.

Felipe França foi o grande destaque individual do mundial com a conquista de cinco ouros e Etiene Medeiros colocou a mulher brasileira em primeiro lugar numa prova individual. Com direito a recorde mundial e tudo, ela ficou com o ouro nos 50 costas além das conquistas nos revezamentos 4x50 medley misto também com ouro e no bronze na prova dos 4x50 livre misto.

No país do futebol, do vôlei, do automobilismo como todos conhecem na maioria das vezes vermos o país da natação surgir é um grande privilégio. Mais que brilhantes talentos individuais esporádicos, vemos agora um grupo forte e coeso que, claro, tem muito que melhorar para 2016, mas tem tempo e competições de nível para isso, portanto as possibilidades de conquista no Rio em 2016 são possíveis e a natação é um dos esportes que mais medalhas distribui daí para quem quer figurar bem na classificação geral, um bom desempenho na natação é fundamental.

Sempre soubemos que Deus é brasileiro. Agora descobrimos que Poseidon também é...

Doping :Crime na Alemanha

Os atletas adeptos das formulas mágicas, das pilulazinhas coloridas e das recentes descobertas dos laboratórios podem encontrar um adversário de peso além da WADA. A justiça alemã. Sim para o governo alemão, a coisa do doping no esporte é séria e pode dar cadeia a partir de 2015.

Atletas que forem apanhados nos testes antidopagem podem ficar até três anos atrás das grades. Para os defensores da olimpíada dos laboratórios e técnicos espertinhos, isso pode ser o mais duro golpe contra a burla das regras do esporte até hoje.

Atletas estrangeiros que também forem apanhados nos exames também poderão ver o sol nascer quadrado. Para médicos, técnicos e fornecedores a coisa ainda é pior; a prisão poderá chegar a dez anos sem dó.

O Parlamento Alemão sempre esteve à frente na legislação esportiva. Nos anos 70 quando a Formula 1 e com raras exceções, uma competição entre empresas tabagistas, foram eles, os primeiros a proibir que os carros ostentassem marcas de cigarro nas pistas alemãs. Em todo o resto do campeonato podia, mas em Nurburgring e Hockenheim as pinturas eram diferentes as cores eram as mesmas, mas os nomes John Player Special, Marlboro, Embassy, Kent, Viceroy e outros ficavam de fora. Já nos uniformes das equipes e macacões dos pilotos remendos cobrindo os nomes ou mesmo esparadrapos e fitas adesivas tapavam as marcas e davam um ar até caricato numa competição onde já girava muito dinheiro. Os alemães foram os pioneiros em separar do esporte o que faz mal à saúde, mesmo que tivesse venda legal, no caso dos cigarros.

Agora o governo alemão submete ao Parlamento a lei que pode mudar de vez a questão do doping no esporte. Tornando crime o medo da burla passa a ser muito maior em razão das consequências, já que hoje muitas vezes o dito banimento não é nada além de um gancho temporário que permite, por vezes, figuras reincidentes aparecerem numa cara de pau de dar inveja a determinadas pessoas.

Mais do que proteger os atletas limpos, essa lei pode valorizar o esporte ainda mais já que a busca por recordes e a superação de marcas hoje envolvem quantias astronômicas de dinheiro e, para alguns, a tentação é grande e a carne é fraca. Assim como muitas cabeças.

Banir do esporte em definitivo bombados e ratos de laboratório deve ser um objetivo perseguido permanentemente por todos os que levam o esporte a sério. Pesquisas para melhoria de qualidade de vida, controle de doenças e a erradicação de males são condições básicas dos laboratórios. O uso desvirtuado de medicamentos não pode e não deve ser a eles imputado como responsabilidade e sim aos espertalhões que se julgam acima da lei e do bem e do mal. Figuras patéticas, mas que fazem parte da sociedade e habitam no planeta.

Um brinde aos alemães! Que a lei passe e outros a sigam assim como foi com a questão do cigarro.

Saúde e amanhã tem mais.

Tênis: Rio pode ver a despedida de Federer

federer AFP1 Tênis: Rio pode ver a despedida de Federer

A conquista da Copa Davis neste final de semana pelo time suíço trouxe ao currículo de Roger Federer uma das poucas glórias que lhe faltavam. O maior tenista de todos os tempos mostrou o seu melhor em duas de suas três apresentações.

Poucos poderiam imaginar que apenas uma semana após abdicar de disputar, por dores nas costas, a final do Masters da ATP em Londres contra Novak Djokovic e após sua apertada vitória na semi contra seu compatriota Stanislas Wawrinka, onde sua mulher Mirka protagonizou uma cena que gerou bate boca entre os parceiros da Davis no vestiário a volta por cima no final de semana seguinte foi, simplesmente, espetacular.

Melhor ainda que a vitória foi o reconhecimento ao parceiro Stan Wawrinka a quem Federer fez questão de agradecer na conquista de um dos poucos títulos que não tinha. A humildade do campeão mostra o melhor do esporte assim como sua rápida reconciliação com o parceiro de time e de duplas que deram um verdadeiro show no sábado contra a dupla francesa composta por Julien Benetteau e Richard Gasquet.

Com 996 vitórias em sua carreira Federer está, com certeza, muito mais próximo do final de sua brilhante carreira do que de seus melhores dias embora, muitas vezes, o melhor de seu jogo apareça para nos brindar com grandes e inesquecíveis lances. Uma das poucas coisas que Roger Federer ainda não tem é o título de simples na Olimpíada. O suíço é medalhista de ouro nas duplas com Wawrinka, titulo conquista do em Pequim 2008.

O Rio pode ser o graal de Federer nas simples e com o nível de tênis que ele vem jogando não é difícil imaginar que isso possa acontecer. Claro que ganhar é outra coisa já que o numero de variáveis numa competição esportiva de alto nível é imenso e a gama de detalhes que podem determinar uma conquista é tão vasta quanto o numero de vitórias do suíço.

Simplesmente imaginar que a despedida de Federer poderá ser no Rio com a conquista do ouro olímpico é uma grande viagem e, em caso de realidade, também um grande legado.

Até hoje ele pouco falou sobre o assunto, mas claro deve ter planos inconfessos. Aí fica a janela para nossa imaginação já que, praticamente, todo o resto ele já conquistou e para selar uma trajetória única, uma conquista nova, ainda não atingida.

Na conquista da Davis tivemos Federer em três tempos. Perdendo primeiro jogo para Gael Monfils e não se encontrando no saibro. Nas duplas surpreendeu não só pela participação, mas também pela adaptação já que parecia outro jogador. No terceiro dia não deu chance alguma a Gasquet e o piso lento criado para que ele não pudesse mostrar todo seu jogo virou palco de um verdadeiro baile.

Federer é mais que um vencedor. É um exemplo altamente positivo  e isso é o que traz o sonho e a paixão das pessoas pelo esporte e por suas emoções.

 

 

Olimpíada pode ter até sede compartilhada por outro país

A Assembleia Geral do Comitê Olímpico Internacional que será realizada em Mônaco no mês de dezembro pode decidir uma enorme mudança com relação às candidaturas e organização das futuras Olimpíadas.

Claro que nada disso entrará em vigor para os Jogos do Rio em 2016, mas a pauta de 40 recomendações apresentada pelo presidente do COI, o alemão Thomas Bach mostra a preocupação com a escalada dos custos das candidaturas e realização dos Jogos Olímpicos e a consequente diminuição de cidades interessadas em sediar os eventos de verão e inverno e, pior ainda, em casos que existe o interesse da cidade, o povo em plebiscito vota contra a sua realização mostrando que busca outras prioridades para o dinheiro público.

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Essas decisões minam a imagem e o apelo olímpico e, na esteira disso tudo, afeta a arrecadação e o interesse das marcas no maior evento esportivo do mundo e o esporte, como quase tudo no planeta, é movido a investimentos e resultados.

Na questão sede compartilhada apesar de alguns acharem que a FIFA saiu na frente ao realizar a Copa 2002 no Japão e na Coreia, o que serviu para não só levar o ponto máximo do futebol ao milionário mercado asiático, mas também aproximar países que há muito tinham uma relação arranhada por conta da segunda guerra mundial, só que quem realizou o primeiro evento de sede compartilhada foi o próprio Comitê Olímpico Internacional que em 1956 teve as sedes de Melbourne e Estocolmo para os Jogos Olímpicos de Verão.

Melbourne sediou a quase totalidade dos Jogos e Estocolmo ficou com as disputas equestres já que por contas das leis australianas seria imposta uma grande quarentena aos animais que participariam daquela Olimpíada. Assim as disputas foram para a capital sueca e foram realizadas cinco meses antes do restante dos Jogos.

Essa Olimpíada ainda tem uma característica que fala direto a nós brasileiros, já que a cidade australiana ganhou por apenas um voto, sim um voto, de Buenos Aires o direito de sediar os jogos. Devemos, portanto aos amigos australianos o fato de ser o Brasil a primeira sede olímpica da América do Sul.

A adequação de custos e o compartilhamento de despesas aludido na pauta de Thomaz Bach abre brecha ainda para uma questão a meu ver muito mais importante que é a possibilidade da aproximação de países ou cidades politicamente distantes ou rivais até. Essa é uma das grandes funções do esporte: aproximar, promover a união entre os povos. Um país rico poderia ter como contingência de sediar os Jogos possibilitar um vizinho próximo sem esses recursos todos de também participar da organização de uma parte das competições, ou mesmo no caso de países ricos dividirem a conta minimizando o que o povo paga por longos anos.

É um jogo novo e pode dar ao esporte olímpico a oportunidade de uma renovação no atoa da realização de candidaturas e realização dos Jogos de Verão e Inverno possibilitando a mais países e cidades sonharem com chances reais a sediarem a maior festa do esporte. A Assembleia do COI em Mônaco vai decidir isso e, curiosamente, o principado não tem condição de receber os Jogos, mas tem recursos e poderia receber algumas competições se um vizinho fosse a outra sede.

 

Rio 2016: os mascotes estão chegando

O primeiro deles foi o Schuss nos Jogos de Inverno em Grenoble em 68, mas foi o pequeno cão Waldi nos Jogos Olímpicos de Munique, em 72 que começou a roubar a cena. Assim como na vida real, o cãozinho dachshund ou “salsicha” ou Cofap como ficou conhecido tornando-se sinônimo do amortecedor, em mais uma criação genial do Washington Olivetto, tomou conta e fez do mascote olímpico uma figura tão importante quanto qualquer medalhista, muitas vezes sendo até mais popular que os frequentadores do pódio.

De lá para cá tivemos de tudo. De bichos simpáticos e figuras criativas a algumas coisas de profundo mau gosto que, com toda certeza, não ajudaram na divulgação dos Jogos Olímpicos e muito menos nas receitas.

Por outro lado quem não se lembra do urso Misha chorando no encerramento dos Jogos em Moscou 80? Difícil não se lembrar daquelas imagens emocionantes das lagrimas que caiam do mascote mais lembrado de todos os tempos que, logo depois, subiu céu afora carregado por balões de gás. Cerimônia simples para os padrões de hoje, mas impossível de não se emocionar.

Essa é a função do mascote. Emocionar. Conectar todos com os jogos ao vivo e pela televisão. Um bom mascote ajuda não só a imagem do evento, mas quando é um sucesso de vendas otimiza o alcance dos Jogos, cativa as crianças e arrecada muito, mas muito mesmo.

De cada uma das edições dos Jogos Olímpicos que cobri, claro trouxe um exemplar do mascote oficial. Desde cedo minha filha Fernanda gostava muito dos bonecos, mas sabia que não eram para brincar. Zelosa ajudou durante muito tempo a guardá-los e, a cada mudança, perguntava se a “coleção” estava protegida ou se já tinha sido levada para a casa nova. Esse cuidado fez com que hoje, quando sou chamado para uma palestra ou papo sobre olimpíada leve, eventualmente, alguns que sempre despertam muita atenção e curiosidade. Mesmo em empresários de grande sucesso e publicitários multipremiados. Mascote vende e emociona. Qualquer um.

Nesta quinta desembarcam no Rio – Cidade Olímpica, os mascotes Misha – Moscou 80; Athena – Atenas 2004; Fu Niu Lele – Pequim 2008 e Mandeville e Wenlock – Londres 2012 para um tour que envolve as crianças do Programa de Educação do Rio 2016.

Misha é, sem dúvida, o mascote mais querido da história dos Jogos Olímpicos e, nesses tempos em que Putin não é o nenhum rei de popularidade, Misha atua como um ótimo embaixador da boa vontade. Escolhido pelo COI por ser o mais popular da história olímpica, coincide com um momento em que coisas boas da Rússia precisam ser lembradas.

A vinda desses mascotes ao Brasil é um “esquenta” para o lançamento dos representantes nacionais aos Jogos do Rio em 2016. Que sejam belos, criativos e emocionem. Que comecem vencendo em suas trajetórias e ajudem a consolidar a Olimpíada no Brasil. Nos olhos e nos corações.

Atletismo: Brasil pode brilhar ainda mais na Diamond League

fabiana jpeg Atletismo: Brasil pode brilhar ainda mais na Diamond League

Marilyn Monroe, uma das mulheres mais famosas e belas de todos os tempos, dizia que os diamantes são o melhor amigo de uma mulher. Fabiana Murer foi campeã no salto com vara nos anos de 2010 e 2014 da Diamond League. O Circuito Top do Atletismo Mundial.

Agora, além de Fabiana o Brasil pode brilhar mais no evento. O Rio se candidatou a sediar uma das etapas do evento a partir do ano que vem. Para um país que vai receber os Jogos Olímpicos em 2016 é uma oportunidade de ouro para colocar as instalações do Engenhão, ou Estádio Olímpico, que já estarão com sua reforma concluída.

A concorrência é forte, já que Pequim, Ostrava e Rabat também são candidatas. A cidade chinesa já foi sede olímpica, mas tem contra si o fato de haver uma etapa que é disputada em Xangai, mas em se tratando dos chineses, tudo é possível. Ostrava, cidade tcheca e mais uma etapa europeia faria subir ainda mais o numero etapas no velho continente. Das quatorze etapas disputadas este ano, apenas três foram fora do velho continente. Estados Unidos, Catar e a China foram os países do resto do planeta que receberam o evento. Daí pensar em que o Brasil pode receber mais um top e que servirá para preparação para a Olimpíada é muito bom.

Quem está por trás da tentativa de trazer a Diamond League ao Brasil é o presidente da CBAt Antonio Fernandes que conta já ter o apoio da Caixa – patrocinadora oficial do atletismo brasileiro – da Nike e da tevê. Além disso, é claro que a prefeitura do Rio tem interesse na realização da etapa brasileira e já deu apoio formal à candidatura.

Em termos de calendário a proposta é interessante já que o evento aqui seria depois das etapas disputadas nos EUA (Eugene e New York). Isso serviria além do teste de instalações como preparo e avaliação dos atletas brasileiros que irão aos Jogos Pan-americanos que serão realizados em Toronto a partir de10 de julho. Encaixe ideal para avaliação do Engenhão e dos atletas brasileiros já que na Diamond League participam os melhores do mundo e no Pan apenas os atletas das Américas.

Isso custa, é claro, e obviamente não é pouco. O valor para a realização gira em torno dos três milhões de dólares e, para ter os melhores, a premiação deve ser de acordo, daí a conta pode subir mais. Porém se considerarmos o potencial do evento, sua qualidade técnica e a oportunidade para os atletas brasileiros, a chance de inserir um evento como esse pode significar além das vantagens técnicas, um legado para o Rio já que a manutenção da etapa por aqui traria uma utilização adequada ao Engenhão além de manter o Brasil no calendário mundial dos grandes eventos do esporte.

Chance do Brasil brilhar, assim como os diamantes.

 

Volta de férias

Depois de um descanso estamos de volta de forma efetiva ao nosso espaço. Impossível desconectar do esporte que a cada instante tem novidades em notícias e personagens num moto quase perpétuo. Mesmo de folga postei algumas coisas e coloquei em andamento o projeto de um livro.

Como dizia meu pai escrever é hábito e, em qualquer lugar, isso é possível. O disparo para retomar esses textos sobre minhas viagens foi durante o caminho entre Sampa e a Cidade Maravilhosa, no que pode ser chamado de Caminho Olímpico já que a Dutra é a rota para os Jogos do Rio em 2016.

A estrada sempre é uma ótima companheira e viajar só, muitas vezes significa viajar em dobro já que paisagens, músicas, pensamentos e lembranças nos conduzem a sensações privilegiadas. É fácil entender porque muitos se apaixonam permanentemente pelas viagens rodoviárias e alguns fazem disso sua profissão por opção.

Lembrei como comecei no esporte, minhas primeiras viagens, se fatos, casos e causos, grandes amigos e companheiros com os quais convivo até hoje e alguns, que fazem o céu ser mais azul nos dias mais bonitos. Dei grandes gargalhadas com histórias hilárias e vi muitos rostos e estive com pessoas que fizeram boa parte da história do esporte.

Afinal, só de Jogos Olímpicos já foram nove ao vivo, além de um feito do estúdio. Juntando Mundiais, NBA, Pan-americanos, Sul-americanos, F1e outras viagens, vi que se não botasse em ordem meus textos logo não dava um livro e sim alguns. Conversei com meu irmão; jornalista tardio ou não já que aos 16 anos escrevia alguns textos para a coluna de nosso pai que usava isso para ver como estávamos de texto; e ele vai dar uma mão na empreitada já que tenho muita coisa para contar e, com o final das férias, muitas coisas a fazer.

Nesse período de descanso estive no lançamento de dois livros: o primeiro do Marcus Vinicius do COB um exemplo do dirigente esportivo moderno, comprometido com resultados e transparência. O outro do grande Washington Olivetto um dos maiores publicitários que o mundo já viu e um talento que vai mundo além do mundo da propaganda. Foi uma festa estar com os dois e com muita gente boa.

Assim como as redações que fazíamos na escola ao final das férias, estamos de volta e amanhã comentamos, novamente, o esporte.

 

F1- Lembranças velozes

A semana do GP Brasil de F1 sempre traz ótimas pautas. Mesmo com o comportamento obrigatório de “bons meninos” ao qual os pilotos hoje são submetidos sempre tem coisa boa que aparece.

Se a notícia não vem dos protagonistas de hoje, elas chegam dos campeões de sempre que não tem papas na língua e não são submetidos aos contratos que os tornam, na grande maioria das vezes, declamadores de releases. Nelson Piquet sempre foi um contraponto ao comportamento protocolar. Direto ao ponto, sem sonegar informações e dizendo o que pensa e agindo de acordo chegou ao tricampeonato mundial e conquistou, definitivamente, um lugar entre os maiores de todos os tempos.

Sua estreia com um carro competitivo foi na Argentina em 80 e eu estava lá. Junto com Galvão Bueno, Fernando Solera e Giu Ferreira na equipe da Bandeirantes que ficou com os direitos para aquela temporada depois que a Globo não teve paciência com a falta de resultados para o Brasil nos anos de 76 a 79 quando Emerson, sem carros competitivos ficou longe do pódio – excetuando o GP do Brasil em 78 disputado no hoje Parque Olímpico de Jacarepaguá – e os índices foram lá para baixo.

Trabalhar com Galvão, Solera e Gui era muito divertido. Giu como ex-piloto sabia tudo de automobilismo e dava um conteúdo que virou o padrão nas transmissões da F1 desde então. As transmissões eram animadas e descontraídas e, mesmo durante aqueles anos de chumbo, as viagens e os papos eram ótimos.

Antes da prova na Argentina entrevistei Piquet sobre o desempenho de seu Brabham BT 49 que havia treinado muito bem em Paul Ricard, mas ainda não rendia da forma que ele esperava em Buenos Aires. Direto ao ponto respondeu que o calor não influenciava e que a questão era “apenas” a falta de velocidade que o impedia de obter tempos melhores. Dito isso virou as costas, colocou a balaclava, capacete, entrou no carro e foi em busca da melhora.

Na prova, Piquet disputou lado a lado com o “dono da casa” Carlos Reutemann, o Lole, e sem pudor algum alargou sua trajetória numa escolha errada do Hermano colocando-o para comprar uma terra como dizia o Zampa que também estava por lá. Piquet ficou com a melhor trajetória e não abriu e chegou em segundo lugar. Alan Jones da Williams ganhou e Keke –pai de Nico – Rosberg com um Fittipaldi ficou em terceiro

Depois de uma temporada fantástica onde em Long Beach venceu seu primeiro GP com Emerson em terceiro num pódio mágico, Nelson Piquet foi vice-campeão com decisão na última corrida. Emoção pura, audiência grande e uma experiência fantástica.

Piquet deu entrevista estes dias dizendo que, como está, a F1 está medíocre já que qualquer um consegue fazer ultrapassagens com a asa móvel e a potência extra oferecida pelo sistema de recuperação de energia, o ERS. Segundo o tricampeão limitaram a coisa por baixo e tiraram a estratégia e a técnica da ultrapassagem. Para quem fez no GP da Hungria de 86 sobre Ayrton Senna aquela que muitos especialistas consideram a maior ultrapassagem da história da F1o recado está dado.

Direto ao ponto como sempre.

O céu está em cesta

coca O céu está em cesta

Aos amigos leitores que me acompanham saibam que eu não me enganei. É cesta mesmo. Infelizmente mais uma craque deixa o time daqui de baixo e reforça o pessoal que joga de branco na paz e na luz. Dessa vez foi a Coca.

Zilda Ulbrich era de uma geração de atletas, literalmente, polivalentes. Ao mesmo tempo foi convocada para as seleções brasileiras de vôlei e basquete, coisa absolutamente impensável hoje em dia. Não pela especialização precoce dos atletas, mas, principalmente pela qualidade excepcional de alguns superdotados de gerações passadas do esporte que não são mais vistos.

Minha mãe Ruth e minha tia Marta jogaram com a Coca no Pinheiros e eram bastante amigas. Coca acompanhou o namoro de minha mãe com meu pai e sempre que me via era uma festa, afinal ela me conhecia muito antes que eu aparecesse por aqui. Foi uma das grandes incentivadoras quando comecei a jogar basquete e, uma vez, ao encontrar meu pai quando conversaram e ele disse que estava indo comprar uma cama nova já que eu não cabia mais na antiga, ela mandou direto: “Paes Leme, o Alvinho se continuar crescendo assim vai longe no bola ao cesto!” Era como aquela geração chamava o esporte.

Não fui longe, mas quando comecei no jornalismo esportivo a encontrei muitas vezes nos jogos de basquete e vôlei e sempre era uma festa. Descobria a cada encontro algumas histórias novas de minha vida quando ainda nem estava por aqui e outras das quais mal me lembrava. Com a Coca soube mais da vida de atleta de minha mãe e dos tempos dela no EC Pinheiros com as irmãs Bahde, sobrenome de solteira de minha mãe.

Hoje o EC Pinheiros que é uma verdadeira fábrica de talentos para o esporte brasileiro está com suas cores desiguais. Está muito mais preto que azul, está de luto como todos que tivemos o privilégio de conhecer a Coca e seus feitos que para os mais novos podem beirar a fantasia, mas a placa em sua homenagem no clube mostra a importância e o reconhecimento por tudo que ela fez, por tudo que ela é.

Sorte que a outra cor do Pinheiros é o azul, não por acaso, mesma cor do céu que está em festa, ou melhor em cesta...

 

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