Mundial de vôlei: Brasil arrasador

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Depois de sofrer com um sorteio pra lá de estranho onde ficou numa chave com dois times que se classificaram em segundo lugar e ter o direito de um dia de folga entre suas duas partidas passar para os anfitriões, o Brasil mostrou que quem busca um título mundial deve vencer todos os jogos dentro e fora da quadra.

Na quadra contra a Polônia não deu. Depois de ter chances de liquidar o jogo após colocar os poloneses de cabeça baixa, tomamos uma virada inesperada e perdemos por 3 x 2.

Isso tudo com Murilo e Wallace contundidos o que diminuiu tremendamente o poder do passe e a efetividade do ataque do time de Bernardinho. Ali a coisa ficou preocupante, mas nada como um dia após outro e para uma equipe como a do Brasil 24 horas são um tempo enorme.

Com a obrigação de vencer a Rússia, o Brasil entrou ligado no jogo e distante dos russos que tentaram as provocações de praxe quando estiveram próximos no placar, mas a coisa dessa vez, não colou.

A volta de Murilo que jogou com limitações físicas, mas foi um gigante em quadra e de Wallace que devolveu o grande poder ofensivo ao time brasileiro apenas uma hora e dezessete minutos foram suficientes para o time de Bernardinho liquidar a Rússia por um 3 x 0 acachapante com parciais de 25 x 22; 25 x 20 e 25 x 21. O resultado joga a bomba nas mãos de russos e poloneses ambos precisando jogar muito para conquistar a outra vaga para a fase semifinal. Os russos têm de vencer por 3 x 0 ou, no máximo, 3 x 1.

Difícil, mas não impossível. Numa analise fria das equipes os russos são bem superiores. A vitória polonesa sobre o Brasil não deixou de ser uma surpresa, mesmo com os desfalques. O caldeirão fervendo pesou e o Brasil não teve tranqüilidade quando colocou a Polônia de joelhos e fez 2x1.

Os russos não tem alternativa senão ligar seu rolo compressor liderado por Muserskyi que hoje não foi lá muito regular, mas a outra rede russa, a de Apalikov é que ficou devendo muito e é a dor de cabeça para o técnico Andrei Voronkov no jogo contra os poloneses.

Ao final do jogo na entrevista Bruno disse que a entrada de Murilo no sacrifício fez com que todos os jogadores se sentissem obrigados a dar, no mínimo, seus 110%. Murilo foi o melhor jogador do último mundial.

A FIVB deveria ter ficado quieta já que a declaração sobre a mudança da tabela na questão da folga foi determinada por um pedido da Polônia e da emissora responsável pela transmissão. Nas palavras do dirigente Aleksandar Borisic vice presidente da entidade é "muito fácil responder sobre isso. O comitê tinha previsto isso, mas em 24 horas você pode mudar tudo. É uma condição geral. No Brasil você pode escolher quando quer jogar, no Japão também, e é o mesmo aqui. Nós estamos na Polônia. A Polônia pediu, e a Polsat (detentora dos direitos de transmissão no país) também. Às vezes você tem sorte, outras vezes tem azar".

É verdade. Azar da Polônia e da FIVB...

 

Tênis e vôlei, um BRASIL de emoções

Domingo cheio, afinal o vôlei brasileiro encara a Rússia na Polônia , enquanto o tênis vai para o tudo ou nada contra a Espanha no Ibirapuera.
A Copa Davis é a mais antiga competição entre países de qualquer esporte. O confronto com a Espanha vale vaga no grupo Mundial.
Sexta e sábado. O Ibirapuera viu nosso país conquistar duas vitórias com Bellucci e a dupla - 2 a 1. Decisão no domingo.
Agora o vôlei:

Uma vitória que valeu por uma final.

O Brasil fez um primeiro set impecável.Digno da melhor equipe do mundo. Tudo funcionou à perfeição. Do saque que fez muitos aces com vários jogadores executando com perfeição a função como Bruno, Lucão, Lucarelli e Sidão. Um levantamento perfeito com Bruno colocando seus atacantes várias vezes com bloqueio simples ou até sem ninguém do outro lado para compor o muro soviético. O Brasil deu um verdadeiro show.

O gigante Muserskiy tomou um verdadeiro baile e correu atrás dos atacantes brasileiros o tempo todo. Sem encontrá-los. Isso contribuiu muito para certa intranquilidade entre a equipe russa. Afinal com um saque irregular e sem bloqueio estava muito difícil jogar contra o Brasil.

Num autêntico “tudo ou nada” ou russos foram para cima no segundo set tentando irritar o brasileiros e estabelecer um ponto onde pudessem explorar o time brasileiro e equilibrar uma partida que estava tomada pelas cores verde e amarela.

Mesmo com os saques de Muserskiy entrando o que colocava o Brasil em situação bastante desconfortável, o Brasil se manteve no jogo e, mesmo perdendo a parcial por 26x24 o time de Bernardinho esteve oi tempo todo ligado e brigando com os russos.

Vi muitos jogos que poderiam valer medalha e este, sem dúvida alguma, foi um deles. Não pelo fato do Brasil haver vencido, mas, principalmente, pela emoção da partida que com toda certeza valeu por uma final. Por medalha.

Se já sobrava emoção no jogo, as duas equipes tiveram desfalques por lesão. O Brasil ficou sem Wallace e a Rússia sem Morov. Curiosamente os dois opostos torceram o pé ao cair sobre seus adversários. Isso deu uma grande vantagem ao Brasil que tinha Leandro Visotto entre os relacionados para a partida e os russo ficaram com a opção de adaptar algum atacante de ponta para a função já que Pavlov já estava contundido e fora da relação dos inscritos para a partida. Vale lembrar que uma improvisação na função de Muserskiy deu o ouro para os russos em Londres numa virada histórica quando perdiam por 2x0 para o Brasil.

Desta vez o Brasil estava preparado e a surpresa de Londres não surtiu efeito algum, com o Brasil controlando o jogo e a Rússia ficou sem uma opção efetiva para a função e aí o time de Bernardinho abriu caminho para uma grande vitória.

Com o resultado o Brasil agora passa a ser o único invicto deste Mundial o que só aumenta a responsabilidade. Dois dias de folga na tabela são fundamentais para a recuperação de Wallace, Murilo e Sidão que tiveram grande destaque na vitória de hoje e em toda a brilhante campanha brasileira.

O time de Bernardinho ainda não venceu, mas as últimas vitórias contra a Rússia já colocam o Brasil, novamente numa situação favorável contra a Rússia, o que não vinha acontecendo.

E o tênis?

Thomaz Bellucci foi com tudo para cima de Bautista-Agut,décimo quinto do ranking mundial de simples. Fechou o primeiro set por 6-, depois perdeu o segundo 3-6 e aí ganhou confiança e foi agressivo 6-3 e 6-2. Três set a um que levaram o Brasil de volta ao grupo mundial. A elite dos 16 melhores do planeta.

Melhores? Como se a Espanha foi rebaixada. Isso mesmo, a subida do país contrasta com a queda da mais forte escola do tênis mundial.

E aqui é só reclamação. BRASIL só conseguiu subir porque os espanhóis não vieram com Ferrer e Nadal.

Pera aí. Os dois estão machucados, sem nenhuma condição de jogo.Nenhum esporte exige tanto do corpo quando o tines. Isso o Guga pode dizer.

Assim em meio ao chororô e mimimi  de muitos  entendidos em tênis, o Brasil subiu e a Espanha caiu e ponto final.

 

Vôlei. Brasil segue invicto no Mundial

O jogo contra o Canadá mostrou que o Brasil está muito bem preparado neste Mundial que se acontece na Polônia já que é um dos únicos invictos até o momento. O outro é a Rússia.

 

Numa campanha impecável com oito vitórias em oito jogos e com apenas o jogo da Coreia vencido em cinco sets, o Brasil tem uma campanha, até o momento, quase perfeita já que perdeu apenas três sets até o momento. Um para Cuba e dois para a Coreia do Sul.

 

Até o momento o ponto fraco do Brasil tem sido o início das partidas. O Jogo contra a Bulgária foi exceção, onde o Brasil iniciou com um arrasador cinco a zero que mexeu com os búlgaros que ficaram correndo atrás do placar todo o tempo. Numa das vitórias mais tranquilas do campeonato. Contra a Rússia é fundamental começar bem já que a rivalidade é a maior do vôlei atual e, se vencemos as últimas duas partidas jogadas que foram na Liga Mundial, os russos nos venceram na final olímpica em Londres 2012 e na Liga Mundial do ano passado. Logo a questão força mental neste jogo será fundamental.

 

Mesmo que seja apenas para decidir quem se classifica em primeiro para a formação dos grupos para a próxima fase do Mundial jogar bem contra os russos é consolidar a campanha realizada até agora e isso, numa fase final, pesa muito.

 

O Mundial da Polônia é o grande evento do ano do vôlei. A Liga Mundial foi utilizada por todas as grandes equipes como evento de preparação de luxo, com grandes jogos para os favoritos que puderam testar seus grupos e afinar suas equipes para o Mundial. Mesmo o Brasil que começou muito irregular a Liga Mundial chegou voando na Polônia e mostra que o planejamento bem realizado pode transformar rapidamente resultados ruins em aprendizado e ajustes na preparação de um time.

 

O passe que antes do Mundial vinha sendo um problema se acertou e, cada vez mais, Bruno tem a bola nas mãos para escolher com quem jogar no ataque. Isso para os adversários é um enorme problema. Da mesma forma, o saque que não entrava está presente na maior parte do tempo e os adversários também têm de lidar com isso facilitando a vida do bloqueio brasileiro que está jogando muito.

 

A chave para o Brasil seguir vencendo na Polônia é a concentração. Isso tem feito a diferença quando a equipe faz o resultado. Começar desligado e apertar o botão do turbo quando a contagem está em cinco até agora deu certo, mas não é a melhor forma de jogar. Com certeza esse é um dos pontos que Bernardinho vai tentar trabalhar para resolver para os jogos daqui em diante, já que quando o funil aperta as chances de começar bem uma partida não podem ser desperdiçadas e vencer é fundamental para seguir adiante. Cada ponto conta.

A mescla desse grupo de Bernardinho mostra um sólido caminho para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. O calendário do vôlei tem ainda antes da Olimpíada os Jogos Pan americanos e a Liga Mundial do ano que vem. Tempo de sobra para chegar ao Rio como um dos favoritos, mas antes disso vamos seguir no caminho do tetra com muita pedreira pela frente.

 

Basquete e Vôlei. Alegrias e tristezas

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Foi um dia de emoções antagônicas nos dois grandes esportes de quadra brasileiros. De um lado o vôlei de Bernardinho jogou muito, não deu chances à Bulgária e iniciou a segunda fase do Mundial com força e consistência, de outro, o basquete que tinha protagonizado emoções memoráveis, não jogou bem e saiu da briga por medalhas ao perder da Sérvia.

No melhor estilo da frase que “o esporte é uma caixinha de surpresas” o basquete que havia derrotado a equipe da Sérvia na primeira fase da Copa do Mundo levou uma derrota de 84x56 sendo que no terceiro quarto os brasileiros perderam de 29 a 12. A defesa que até aqui tinha sido o ponto alto da equipe não se encontrou em nenhum momento e o time brasileiro sempre esteve correndo atrás. Durante o primeiro tempo esteve na partida, mas, com um terceiro quarto pavoroso, o jogo e o sonho foram embora. Fim do mundo? Não mesmo. Triste sim e até decepcionante pelo que a equipe de Ruben Magnano vinha apresentando. Tudo indicava que as oscilações de desempenho haviam ficado no passado e a consistência – fator fundamental para qualquer grupo se firmar – havia chegado de vez, mas não foi o que aconteceu.

Na primeira fase, o Brasil passou pela mesma Sérvia e também teve a crise do terceiro quarto. Numa vitória épica, nossos jogadores, que haviam conseguido uma parcial de 18 pontos, tomaram a virada, mas foram buscar. Dessa vez não deu. Para o jogo de hoje, mesmo jogando forte e bem desde o início, a Sérvia se preparou para o terceiro quarto e, tal qual a primeira partida, aplicou uma surra naquela parcial. Com a diferença que, agora, estava precavida e não deixou o Brasil reagir. Morremos na praia na Copa do Mundo num jogo em que os sérvios aprenderam com a derrota na primeira fase. Cabe agora o lado de cá aprender e crescer.

Claro que esse grupo tem muito a dar para a seleção, principalmente com relação aos Jogos Olímpicos de 2016. O Brasil é sim, candidatíssimo a uma medalha no Rio e o progresso do time é grande. Infelizmente perder é parte do esporte mesmo quando isso nos atinja como foi agora, mas o Rio está logo ali e a equipe mostra que pode chegar ao pódio e reconquistar uma posição que o basquete brasileiro já teve com todos os méritos.

No vôlei o Brasil de Bernardinho fez o melhor início de todas as partidas até agora jogadas. Rápido e decidido colocou logo de cara um 5x0 na Bulgária que havia dado muito trabalho aos nossos grandes adversários, os russos. A volta de Bruno que jogou muito e teve um passe nas mãos para fazer uma excelente distribuição de jogadas que fez o bloqueio búlgaro correr atrás todo o tempo, mostrou uma ótima estréia na segunda fase da equipe brasileira.

O tradicional 3x0 rapidinho em 76 minutos com parciais de 25x15 e 25x21 nos dois últimos sets mostrou um time focado que esteve muito bem em todos os fundamentos. Numa equipe com os valores que o Brasil tem quando isso acontece o fato é que nenhum adversário, seja ele qual for, consegue encarar, mas num Mundial todos os jogos são ou podem ser complicados então agora resta trabalhar bem para o jogo contra a China amanhã.

Brasil arrasador

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Ruben Magnano ensinou que, ao contrário do ditado, o melhor ataque é a defesa. Isso foi a lição do jogo entre Brasil e Argentina ontem (7) válido pela Copa do Mundo e que nos leva adiante após uma vitoria histórica, das mais importantes do basquete masculino em todos os tempos.

Ok, ainda não ganhamos nada ao contrário dos títulos de 59 e 63, do bronze em Londres 48, aí nas primeiras Olimpíadas por lá realizadas, nem o ouro do Pan de 87 quando o Brasil mudou a história do basquete para sempre. Fato é que em todas essas conquistas tivemos equipes ofensivas, no melhor estilo brasileiro onde o talento no ataque supre as deficiências lá atrás. Só que as coisas não funcionam mais assim. No esporte globalizado se impõe quem coloca os talentos em esquemas táticos que funcionem,

O esporte mudou  e agora é fundamental que os jogadores dificultem os adversários e não impeçam craques de fazer o seu melhor.

Isso é o que Ruben Magnano está fazendo com o Brasil. Fez de uma seleção tradicionalmente forte em termos ofensivos, mas dependente de lampejos obrigatórios de genialidade, em um grupo altamente competitivo que pode jogar bem mesmo quando os arremessos não entram com a freqüência ideal.

Dessa forma o psicológico do time se mantém alto e a equipe nao sai de jogo.

Isso se viu até agora na Espanha. Um trabalho e tanto de Ruben Magnano. De uma seleção que foi convidada para o evento, uma vitoria por vinte pontos de vantagem contra a Argentina que sistematicamente vinha eliminando o Brasil em todos os confrontos validos é o resultado de um grande trabalho.

Como disse antes ainda nao ganhamos nada, mas a placa do caminhão que atropelou os "hermanos" era BRA8565. Vamos em frente.

E não posso deixar de falar sobre a prata no mundial de tiro com arco :

Marcus Vinicius D´Almeida se tornou o mais jovem finalistada história de um mundial da modalidade . Com apenas 16 anos ,ele foi para o duelo da medalha de ouro com o norte americano  Brady Ellison , de 25 anos .

Eles empataram com 28 pontos e aí o tiro desempate valendo o título de campeão do mundo .

Marcus conseguiu um nove .Brady empatou ,mas seu tiro foi mais perto do centro do alvo . Ouro para os EUA e prata para o Brasil .

Mais jovem arqueiro a alcançar uma final de mundial e o único no campeão a chegar à final sem perder um set.

Séculos atrás, o arco e flecha foi o máximo da tecnologia bélica. Hoje, como esporte, o tiro com arco surpreende com um menino brasileiro que pode ser a sensação nos próximos anos.

O alvo é dele.

Basquete. Brasil avança em vitória histórica

Depois de perder para a Espanha num jogo em que a defesa, que havia sido o ponto forte contra a França na estréia, não funcionou em momento algum, a equipe de Ruben Magnano venceu a Sérvia e, praticamente, assegurou a importante e estratégica segunda colocação no grupo.

Com um início avassalador onde a equipe foi praticamente perfeita na defesa e teve um ataque muito efetivo, o Brasil chegou a abrir uma margem de 18 pontos. Para a Sérvia, nesse momento do jogo, o excesso de faltas e o nervosismo deixavam o Brasil jogar com muita facilidade. Enredo de um jogo perfeito, mas numa Copa do Mundo não existe moleza. Nunca.

No início do terceiro quarto o Brasil não se encontrou, a Sérvia reagiu e, se o jogo ficou difícil para nossa seleção, a emoção da partida transbordava em tudo o que o esporte tem de melhor. Coração à toda e as bolas brasileiras que antes procuravam a cesta e caiam insistiam em não entrar e aí a virada veio.

Difícil imaginar que uma grande vantagem pudesse ser transformada em pó em tão pouco tempo, pior as faltas brasileiras aumentaram facilitando o jogo para os sérvios e o terceiro quarto parecia nos deixar na beira do poço fundo com uma parcial do período em inacreditáveis 32 a 12. Adeus vantagem.

Já vi e vivi muitas viradas no basquete. Muitas delas históricas como a do Pan em Indianápolis quando o Brasil estava perdendo por 20 pontos e virou o placar, mas esta contra a Sérvia entra para o rol das grandes também, pois foi a virada da virada. Quando os sérvios abriram uma diferença de sete pontos que se não dava a tranqüilidade do placar, fortalecia o momento psicológico da equipe, o Brasil comandado por Ruben Magnano voltou a defender com efetividade, atacar com consistência e buscou o resultado na virada da virada. Épico.

Pela primeira vez desde 90 o Brasil não vencia duas seleções européias contra a Itália e a Grécia e agora contra França e Sérvia. O basquete mudou e a seleção também o Brasil hoje vai muito além de um time que tem um bom ataque e criatividade. Defende muito e, quando sua defesa funciona bem, encara qualquer um. Ruben Magnano mudou a forma do basquete brasileiro e quando tem todos os jogadores à disposição faz uma de seu grupo uma equipe forte e integrada onde se busca o resultado o tempo todo. Como ele disse após o jogo com a Espanha: “estamos aqui para ganhar”.

É, o Brasil que entrou na festa como convidado brilha e começa a fazer uma nova história...

 

 

Basquete & Vôlei

O título da coluna que cabe muito bem é do saudoso Professor e jornalista José Frascino que no início dos anos 70 teve a coragem de criar uma revista para dois dos grandes esportes de quadra do Brasil. A Basket & Volley era cobiçada por todos ligados às duas modalidades e aguardada com ansiedade. Frascino foi jogador, técnico, professor, jornalista e escritor e, em todas as áreas, atuou muito bem deixando um legado muito bacana.

No momento em que o Brasil está na Copa do Mundo de Basquete e já conta com duas vitórias, Ruben Magnano conseguiu uma mudança radical na forma do Brasil jogar. Hoje somos uma equipe com uma defesa muito forte que garante, mesmo quando o ataque, que sempre foi a grande arma verde amarela, não está bem. As vitórias de 65x63 contra a França na estréia e os 79x50 contra o Irã mostram uma equipe consistente que, mesmo com um início nervoso na estréia soube buscar na paciência seus pontos já que a tábua defensiva brasileira garantiu que o Brasil sempre estivesse no jogo com o placar nunca fugindo. Já contra o Irã os amistosos fáceis mostraram que quando vale a coisa é outra e a equipe do golfo foi bem melhor, mas o Brasil sempre controlou o jogo.

O destaque nessas primeiras partidas foi Marcelinho Huertas que não foi bem na fase de preparação e, além de jogar muito bem contra a França e o Irã, trouxe a torcida espanhola para o nosso lado e, convenhamos, sempre é bom no placar estar como local e não como visitante. Huertas atua na Espanha há tempos e tem uma ótima imagem por lá, isso com certeza também contribuiu para que encontrasse seu melhor jogo. Ponto para o Brasil.

Contra a Espanha claro que a torcida estará contra o Brasil, mas até agora o desempenho agrada e mostra que Magnano tem muito mais que grandes nomes no seu elenco. Tem um grupo e um grupo com ótimos atletas permite pensar em grandes coisas. Vamos aguardar.

No Volei a abertura no Mundial da Polônia teve certo ar nostálgico lembrando nossa geração de prata que vale ouro lotando o Maracanã em 1983 Desta vez não forma mais de noventa e cinco mil pessoas, mas as pouco mais de sessenta mil jogaram num estádio de futebol coberto e num evento oficial o que torna o feito o recorde mundial num Mundial. Justo para a Polônia onde o vôlei é o primeiro esporte.

Na quadra o Brasil depois de um início hesitante, normal para uma estréia, logo entrou nos eixos e aplicou um 3x0 na Alemanha que, para alguns, poderia oferecer riscos reais à equipe de Bernardinho. Quando o passe entrou e as defesas começaram a colocar a bola nas mãos de Bruno, o Brasil colocou velocidade no jogo e os alemães correram atrás o tempo todo. Para solucionar a questão do líbero, já que não conta mais com Serginho, o melhor do mundo, o técnico brasileiro optou por uma solução criativa alterna dois jogadores na posição: Mario Junior participa quando a questão é passe e Felipe entra para defender, coisa que fez muito bem hoje. Dessa maneira, o Brasil encontrou sua tradicional força no fundo de quadra tanto na linha de passe como na defesa e tornou as coisas mais fluidas. Os meios Lucão e Sidão bloquearam muito e também atacaram bem sendo que no primeiro set, Lucão fez cinco pontos seguidos. Fato incomum no voleibol.

Se hoje estivesse por aqui, o professor Frascino que nos deixou em 2009 teria um dia muito feliz. Conteúdo de qualidade para a revista, muita informação para analise técnica e a certeza de que muito do que ele plantou lá atrás está frutificando até hoje.

Uma pena dois mundiais tão importantes nas mesmas datas.

 

Essas mulheres maravilhosas

Primeiro foram as meninas do vôlei com a décima vitória no Grand Prix, depois vieram Duda e Ana Patrícia, Layana e Flavia que foram campeãs em vôlei de praia, judô e ginástica artística nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquin, mas as conquistas de nossas guerreiras não cessam.

Fabiana Murer conquistou em Zurique o ouro no salto com vara na Diamond League. Isso lhe dá o bi-campeonato no evento que reúne os melhores atletas do mundo no circuito de elite do atletismo mundial. Fabiana saltou 4 metros e 72 centímetros, conquistou o ouro e mostra que está mais que preparada para a pressão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. A Diamond League foi criada pela Federação Internacional de Atletismo em 2010 e desde então Fabiana sempre esteve no pódio. Campeã em 2010, segunda em 2012 e terceira em 2011 e 2013 a brasileira possui ainda a melhor marca deste ano conquistada na segunda etapa do evento, realizada em Nova Iorque quando saltou 4,80.

Fabiana venceu quatro das seis etapas do Circuito da Diamond League: Nova Iorque, Glasgow, Mônaco e a final em Zurique. Portfólio para lá de respeitável já que a brasileira não sabe o que é ficar fora dos primeiros lugares na competição.

No judô Mayra Aguiar tornou-se a melhor do mundo na categoria até 78 kg ao vencer o Campeonato Mundial que está sendo disputado em Chelyabinsk na Rússia. A brasileira que tinha três pódios conquistados nas últimas edições do evento com uma prata em Tóquio 2010 e dois bronzes em Paris 2011 e no Rio em 2013. Tão importante quanto o título foram as vitórias de Mayra na semifinal contra a americana Kayla Harrison que foi campeã mundial em Tóquio, bronze em Paris e campeã olímpica em Londres 2012. A luta teve sabor especial já que no Mundial do Japão foi para ela que Mayra perdeu, assim como na semi dos Jogos Olímpicos de Londres. Daí esse ouro valer muito mais. Na final a adversária foi a francesa Audrey Tcheuméo derrotada com um wazari. A francesa foi campeã mundial em 2011 e bronze no Rio e nos Jogos Olímpicos de Londres.

Mayra conquistou a segunda medalha para o Brasil no Mundial de Judô, já que Érika Miranda havia levado o bronze na categoria até 52 kg. No Mundial no Rio realizado no ano passado Érika foi prata.

Feitos como esses mostram um caminho certo e seguro para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. As mulheres brasileiras estão pavimentando uma Via Olímpica onde podermos ver, com certeza, grandes feitos.

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Giovani Bruno-Anarello agora só no sonho

Giovani Bruno foi muito mais que um restauranteur. Cultivava e colecionava amigos com uma facilidade impressionante e sua participação na vida paulistana extrapola as fronteiras da gastronomia.

Sinto-me um privilegiado por haver vivido em seus restaurantes momentos inesquecíveis que me enchem os olhos d’água de boas lembranças. Tempos fantásticos e pessoas idem, muitas delas que, infelizmente já não estão mais por aqui. Não é à toa que a frase emblemática de Giovanni era “O que vale na vida são os momentos” e ele os proporcionava como ninguém desde os seus tempos de Gigetto.

Meu pai conheceu o Giovanni nesta época, quando o Gigetto varava a madrugada paulistana e nele os mais diferentes tipos apareciam para comer bem. Artistas, moças da noite, seus empresários, delegados, jornalistas e pessoas que curtiam a madrugada. Naquela época não era incomum o mês dos jornalistas ter mais de, digamos, sessenta dias e poucos veículos pagavam em dia dentre eles a saudosa Última Hora onde meu pai trabalhava. Não era por conta de falta de grana que algum amigo do Giovanni ficava sem jantar. Atendimento impecável e depois do jantar a conta depois ia para o bolso do Anarello para que o amigo pudesse pagar depois.  Claro que esses tempos só vivi nas histórias contadas por meu pai, muitas vezes no restaurante do Giovanni.

Já como proprietário Giovanni manteve sua tradição e desenvolveu uma maneira única de receber que foi sua grande marca, além de conversar com quem ia lá pela primeira vez, perguntar suas preferências e indicar pratos que, além de lhe trazer novos amigos, traziam mais fiéis e admiradores.

Durante alguns anos meu pai, além de jornalista, foi professor e depois diretor da escola de árbitros da Federação Paulista de Futebol. Também foi auditor do TJD e, sempre depois das reuniões eram comuns os jantares no Giovanni Bruno na rua Martinho Prado. Grandes mesas, histórias inesquecíveis, onde casos e “causos” do futebol eram lembrados. Lembro de uma vez quando Mauro Pinheiro e meu pai, aconselhados por Giovanni passaram, após o corte e antes de acender seus charutos num “amaretto speciale” que deixaria o charuto muito melhor. Meu pai e Mauro, tão conhecidos como jornalistas como fumantes de charuto molharam seus havanas no licor. Na vez seguinte que lá estavam, antes de jantar, fumando vieram os cálices com o licor. Lá em sua cantina surgiu a solução para que Hector Silva então jogador do Palmeiras e alvo da Portuguesa fosse para a lusa.

Oswaldo Teixeira Duarte manifestou o interesse no uruguaio que tinha vínculo com o alviverde hoje centenário, mas por se tratar de estrangeiro ele teria de voltar para o Uruguai ao final de seu contrato e pedir novo visto de trabalho. Meu pai virou para o amigo e presidente da lusa e mandou: “ô Oswaldinho, a solução é simples. O Palmeiras renova o contrato dele e o empresta para a Portuguesa”. Como Leivinha havia sido recém contratado junto à lusa, não houve objeção à alternativa que mantinha todo vínculo legal e foi assim resolvido dias depois. O Palmeirense Giovanni Bruno gostou.

Quando queríamos impressionar alguma garota meu irmão e eu tínhamos uma tática infalível. Marcávamos um jantar no Giovanni era a certeza do sucesso. A atenção que Anarello nos dispensava era fantástica como se lá estivéssemos com papai e a comida fantástica e o mix que lá comparecia fazia qualquer pessoa ter uma grande noite. Ao término do jantar agradecia nossa presença e a conta não chegava para surpresa de nossas companhias.

Giovanni Bruno fez história inspirou o autor Benedito Rui Barbosa, que também foi jornalista da Última Hora, a criar o personagem Bruno da novela Vida Nova e, além disso, foi comentarista do campeonato italiano na tevê Bandeirantes,quando eu estava lá e fazia as jornadas com Silvio Luiz e J.Júnior.

Agora Anarello só no sonho...

 

Vôlei: Grand Prix ano dez

Começar uma competição perdendo, principalmente vindo de uma fase classificatória com uma invencibilidade incontestável, é bem difícil. Mais ainda quando os adversários são muito qualificados e se apresentam bem. Aí a coisa fica feia.

A inesperada derrota para a Turquia se assustou pelo lado resultado, já que tornava a jornada da seleção brasileira feminina muito mais difícil, pelo lado psicológico jogou por terra logo o peso de jogar com o lastro da invencibilidade e toda a tensão que advém dessa condição.

Zé Roberto, aquele que já ganhou quase tudo o que disputou e agora vai para a batalha da conquista do Campeonato Mundial, único troféu que as meninas do vôlei ainda não possuem com mais uma conquista na sua mais que vitoriosa bagagem: o décimo título do Grand Prix que em 14 jogos, sua equipe venceu nada menos que 13 vezes, sendo a única derrota o primeiro jogo da fase final contra a Turquia onde de um resultado de dois sets atrás o Brasil mostrou uma grande reação e a participação fundamental de jogadoras que estavam no banco que entraram e igualaram o jogo que foi decidido apenas no tie-break a favor das turcas, mas que rendeu um precioso ponto para as brasileiras.

image Vôlei: Grand Prix ano dez

Diferentes técnicos têm diferentes posturas quando à utilização de seus reservas. Zé Roberto que aproveitou ao máximo as possibilidades que o calendário dessa temporada lhe deu utilizou ao máximo as jogadoras de seu grupo, promoveu mudanças, renovação, apostou em sua filosofia e ganhou sempre que precisou. Perder faz parte do esporte, principalmente numa modalidade onde o empate não existe, mas as meninas brasileiras só perderam quando podiam. Ao promover a volta Jaqueline para a seleção, Zé sabia que teria a consistência do passe que fez falta nos primeiros eventos da temporada. Mesmo ainda sem clube para esta temporada, Jaqueline foi um dos grandes destaques do Brasil no Grand Prix. Camila Brait jogou muito e se mostrou numa sucessora à altura de Fabi que deixou a seleção. Hoje o líbero muito mais que um passador/defensor é um jogador estratégico e, se no feminino o altíssimo padrão se manteve, no masculino uma das dificuldades da equipe de Bernardinho é a ausência de Serginho.

Mais que uma equipe azeitada, Zé tem um grupo vencedor. Passa por toda estrutura, Comissão Técnica onde seu auxiliar Paulo Coco, que era seu reserva no time do Banespa, mostrou ao juiz um posicionamento errado do Japão e ganhou um ponto para o Brasil no momento em que as japonesas estavam melhores na partida. Grupo bom e unido traz alegria no trabalho e aí desempenho é conseqüência de talento, coisa que todos ali têm para dar e vender, além de treinamento. Isso é outra coisa que Zé Roberto sempre foi voraz.

Desde os tempos de jogador Zé Roberto era o cara que chegava antes, treinava muito e saía depois dos outros. Competitivo mesmo com seu 1,78 metro desafiava quem fazia a bola ir mais alto no ataque, quem batia mais bolas seguidas durante o aquecimento dentro dos três metros e por aí vai. Jogou muito, inclusive internacionalmente com sucesso. Não se limitava às coisas da quadra. Ajudou na formação do primeiro grupo que integrou a equipe do Banespa e lá ficou até ir para São Carlos seu último time como jogador e, dos tempos de Banespa além de Paulo Coco que é seu assistente, Boni também integra a Comissão Técnica da seleção.

Nas finais do Grand Prix, o Japão que foi vice-campeão da competição inovou com uma volta ao passado. Várias vezes utilizou a rede com a levantadora no meio e atacantes apenas na entrada e na saída. E no caso das japonesas a aposta funcionou. Com apenas uma central com altura razoável para bloquear no meio e duas levantadoras que mal passam as mãos no ato do bloqueio, o técnico japonês Manabe surpreendeu e jogando boa parte do tempo com uma rede no passado fez sua equipe chegar ao pódio, local que estava distante há tempos das meninas japonesas.

Mais que usar uma tática do passado, Manabe fez sua equipe voltar aos tempos de glória quando o pódio era lugar certo para o país do sol nascente. Tal qual hoje é para o nosso verde amarelo, mas, esqueceu ou não sabia que o Zé também jogou como no levantador no meio da rede.

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