21 de Maio de 2013
Bom de bola (e de volante), Pietro Fantin se prepara estreia na World Series by Renault
Seis anos após abandonar o sonho adolescente de ser jogador de futebol e partir para as competições de kart, Pietro Fantin, hoje com 21 anos, está pronto para estrear em um dos últimos degraus para a Fórmula 1. O paranaense, promessa da base do São Paulo, assinou contrato de uma temporada com a tradicional equipe Arden Caterham para correr a Fórmula Renault 3.5, principal divisão da World Series by Renault.
Apesar do novo sonho ainda ser muito difícil, o agora piloto se mostra empolgado com a oportunidade em uma equipe que foi vice-campeã no ano passado. Além disso, a categoria tem bastante visibilidade na Europa apesar das seguidas mudanças de nome por conta de trocas de patrocinadores e fabricantes de motores – Fernando Alonso foi campeão da então Euro Open MoviStar by Nissan. Já com o nome atual, Robert Kubica foi o vencedor em 2005.
— Estou em uma equipe muito boa, que sabe formar pilotos e, pelo que pude perceber, eles são bem humildes. O trabalho sai fácil pela boa relação entre as pessoas na fábrica. Isso me deixou muito animado porque já me senti em casa. Minha meta é aprender bastante e depois seguir os passos para a Fórmula 1.
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O automobilismo surgiu por acaso na vida de Fantin. Enquanto seus adversários já venciam corridas Europa afora, o habilidoso meio-campo do Tricolor ainda calçava chuteiras e marcava seus gols. O jovem só foi vestir para valer as luvas aos 15 anos, quando ganhou um kart de presente do pai – antes disso, apenas corridas indoor com os amigos. A partir daí, uma vitória aqui, um campeonato ali, até que pintou a oportunidade para correr Fórmula 3 Inglesa.
Sem tanta bagagem no automobilismo, o piloto se apoia em dois fundamentais conselheiros para sua carreira: o português Pedro Lamy (com passagem pela Fórmula 1 na década de 90) e o brasileiro Augusto Farfus (até agora o único estreante a vencer em sua primeira temporada no DTM, concorrida categoria de turismo na Alemanha). Os dois cuidam desde os contratos até as cores do capacete do piloto. O também curitibano planeja dois anos de World Series para o precoce talento que tem nas mãos e, até por sua experiência, considera outras categorias fora da Fórmula 1.
— A World Series é uma excelente preparação técnica e física para as categorias top do automobilismo. No momento, nosso foco é fazer uma boa campanha e buscar um espaço na Fórmula 1. Mas vendo a atual situação, mantemos todas as possibilidades abertas para o futuro do Pietro.
Augusto Farfus, piloto da BMW no DTM, é um dos conselheiros de Pietro Fantin no automobilismo
Definitivamente apaixonado por automobilismo, Fantin só espera correr em alto nível independente da categoria.Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
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