Mark Thompson/Getty ImagesEquipe da Ferrari, à espera de carros para reabastecimento - cena que não será mais vista nas corridas da Fórmula 1, a partir deste domingo no GP do Bahrein
16 de Maio de 2012
No caso da gasolina, categoria volta a 1993; mudanças "pioram" estabilidade dos carros
Na prova deste domingo, às 9h (horário de Brasília), o brasileiro larga na segunda colocação, logo atrás de Sebastian Vettel, da Red Bull, que é pole position.
O fim do reabastecimento
É o grande desafio para as equipes nesta temporada. O reabastecimento, realizado entre 1994 e 2009, está proibido. Os carros terão de chegar ao fim da corrida com a gasolina do início da prova.
A mudança teve consequências lógicas.
Em primeiro lugar, as equipes foram obrigadas a mudar a capacidade dos tanques de combustível, que de 120 litros passou a 240. Isso acarretou também uma mudança no desenho das máquinas, que agora são um pouco mais largas.
Para isso, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) impôs novos pneus, mais finos na frente, o que modifica a estabilidade dos carros (é interessante lembrar também que as mantas eletrônicas para pré-aquecimento dos pneus foram proibidas). Os F-1 de 2010 são mais pesados e diferentes de pilotar.
A ideia de eliminar o reabastecimento tem como objetivo tornar os Grandes Prêmios mais emocionantes e fazer com que as provas não sejam decididas nos boxes.
Os carros começarão as corridas com os últimos pneus utilizados nos treinos classificatórios e com o tanque cheio. O impacto dessas medidas no espetáculo ainda deverá ser verificado.
Mudança no sistema de pontuação
O vencedor de cada corrida ganha 25 pontos; o segundo, 18; o terceiro, 15; o quarto, 12; o quinto, 10; o sexto, 8; o sétimo, 6; o oitavo, 4; o nono, 2; e o décimo, 1. Em 2009, o sistema era de 10-8-6-5-4-3-2-1.
A ideia é valorizar mais as primeiras colocações, em especial a vitória, para estimular os pilotos a lutar mais na pista.
Abandono tácito do kers:
Apresentado como a maior revolução da temporada anterior, o kers, um sistema que transforma a energia dos freios em cavalos de potência complementares para a aceleração, tornou-se um problema financeiro para as escuderias que não souberam ou não puderam aproveitá-los.
Apenas a Ferrari e a McLaren utilizaram esse "plus" de potência, que, no entanto, não se revelou indispensável.
Renault e BMW Sauber o abandonaram na metade da temporada passada.
A Williams, apesar de ter pesquisado esse sistema profundamente, não o adotou, enquanto que as duas primeiras equipes de 2009, Brawn GP e Red Bull, nunca o utilizaram.
Dispositivo "verde" em uma categoria pouco ecológica como a F-1, o kers não foi proibido pela FIA. As equipes, reunidas em sua associação (Fota) decidiram no ano passado não utilizá-lo este ano.
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